9 de janeiro de 2010

 

Mídia fecha os olhos para as bases militares dos EUA na Colômbia

Há uma indisfarçável má vontade de parte da imprensa brasileira quanto à política externa do governo Lula. Certos jornalistas preferem a política submissa de FHC. A mídia se faz de surda ao respeito que o Brasil e o presidente Lula estão obtendo no exterior. O jornalista, escritor e deputado federal Emiliano José começa assim seu artigo intitulado “Império e Bases Colombianas”, publicado no site da revista CartaCapital (07.01.2010). A direita brasileira ficaria mais feliz se o Brasil batesse palmas ao envio de 30 mil soldados ao Afeganistão. O parlamentar mostra-se apreensivo em relação às bases militares dos EUA na Colômbia, com clara conotação ofensiva com seus canhões voltados para a América Latina. A história dos EUA é uma história de sucessivas intervenções na América Latina. Lembram-se da Operação Brother Sam? A Colômbia está se transformando num enclave militar norte-americano. O Império teme o crescimento das democracias no Cone Sul.

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8 de janeiro de 2010

 

O Brasil não pode aceitar veto de militares, a democracia tem que avançar

Deu na revista digital Terra Magazine, mas, o texto foi publicado originalmente no blog “O Outro Lado da Notícia”. O ex-ministro dos Direitos Humanos, Nilmário Miranda, atual presidente da Fundação Perseu Abramo, alimenta a esperança da Justiça brasileira decidir que o crime de tortura seja imprescritível. Na Argentina essa decisão foi tomada com base no Direito internacional, reconhecido pela ONU. Aqui, falta abrir os arquivos sobre a tortura. Apesar dos militares terem dificuldade em discutir a natureza do golpe militar de 1964, ele acha que os militares atuais estão incorporados à democracia e não se envolveram em violações dos direitos humanos. Nilmário Miranda considera “ridículo” se falar em revanchismo: “quando se discute justiça e liberdade não se fala em revanchismo, mas em democracia”. A Nação não pode aceitar vetos de militares, a democracia precisa avançar.

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7 de janeiro de 2010

 

Estudantes de Ribeira do Pombal rejeitam nome de Paulo Souto para Colégio Central

A vontade do povo venceu. Estudantes de Ribeira do Pombal se mobilizaram para mudar o nome do Colégio Central Paulo Souto. Agora o nome é Colégio Central de Ribeira do Pombal. Os estudantes, os professores e a cidade estão de parabéns. Chega de picaretagem política. Impossível homenagear o ex-governador do DEM que deixou 2 milhões de analfabetos no estado. Herança maldita. A portaria do Secretário de Educação do Estado da Bahia, Osvaldo Barreto Filho, foi publicada dia 10 de dezembro que passou. Já está valendo.

Fonte: Blog Notícias do Sertão

 

Deputado quer fazer justiça ao poeta Vinicius de Moraes, perseguido pela ditadura militar

O deputado Emiliano José (PT-BA) apresentou à Comissão de Educação da Câmara Federal parecer favorável ao PL 6.417/09, de autoria do Poder Executivo, que promove post mortem o poeta e diplomata Vinícius de Moraes ao cargo de Ministro de Primeira Classe. A proposta resgata uma dívida histórica ao reconhecer a importância de Vinícius de Moraes, arbitrariamente expulso do Itamaraty durante a ditadura militar. A matéria retorna à pauta da comissão em fevereiro.

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“O Homem da Tarja Preta” estréia em Salvador dia 15 de janeiro

Após temporadas no Rio de Janeiro e em São Paulo, a peça “O Homem da Tarja Preta”, da autoria do psicólogo Contardo Calligaris, chega a Salvador, com estréia dia 15 de janeiro, 21h, e apresentações de quinta a domingo, no Cine Teatro SESC Casa do Comércio. A peça é um monólogo estrelado pelo ator baiano Ricardo Bittencourt, com direção da atriz Bete Coelho.

O texto de Contardo Calligaris disseca a alma masculina com autoridade e aborda o que ele define como a ‘crise do macho’. A proposta da montagem é vasculhar os porões da alma masculina, num contraponto ao comportamento dominante atual, em que apenas as mulheres têm seu comportamento investigado e analisado pela sociedade.

Contardo Calligaris escreveu a peça especialmente para ser interpretada por Ricardo Bittencourt. No palco, o ator trata dos dilemas de um homem casado que tem controvertidas fantasias sexuais que costuma exorcizar em frente à tela do computador, em salas de bate-papo.

Ator profissional há 20 anos, ele está desde 2001 em São Paulo convidado para integrar a Cia Teatro Oficina Uzyna Uzona, com direção de José Celso Martinez Corrêa. Ele atuou na montagem de “Os Sertões”, de Euclides da Cunha, interpretando dezenas de Personagens, entre eles o memorável Coronel Moreira Cesar.

Na Bahia tornou-se personagem popular ao criar e integrar um dos mais expressivos grupos de Teatro da história da Bahia – Los Catedrásticos, sob direção de Paulo Dourado.

Com 35 anos de atuação como psicólogo, Calligaris traz suas experiências profissionais para criar um enigmático personagem, que protegido pelo anonimato da Internet se passa por mulher e mantém animadas conversas com homens dando vazão ao ritual de incorporar ao visual itens do guarda-roupa feminino. Segundo o autor, ser homem não é mais fácil que ser mulher, uma vez que a masculinidade torna-se um drama por ser, ao mesmo tempo, uma obrigação e um enigma.

Homônimo ao personagem, o ator Ricardo Bittencourt surge em cena despudoradamente ‘montado’: trajando terno e gravata bem comportados na parte superior e salto alto vermelho e meia-calça preta na parte inferior, muito bem maquiado e levando a aliança de casamento na mão esquerda. A esposa, retratada pela voz em off da diretora Bete Coelho, tem participação no arriscado jogo erótico do marido, visto que ele fantasia que ela se entrega a outros homens, ao mesmo tempo em que sofre com seu desejo por outras mulheres.

6 de janeiro de 2010

 

Carta aos Militantes Petistas – 1

O deputado federal Emiliano José (PT-BA), que já foi presidente do PT da Bahia, acaba de divulgar uma “Carta aos Militantes Petistas”, a primeira de uma série. Ele convida a militância a refletir criticamente sobre a privatização da política. A “profissionalização”, o espírito de mercado, mata o conceito de militância – uma idéia generosa em busca de mudanças sociais. Emiliano José repõe no debate a idéia de revolução. Ele quer promover uma luta político-cultural. Vai enfrentar muita cara de deboche pela frente. Ele defende que política não é profissão, nem meio de vida. Política é a mais nobre das atividades humanas. Não é balcão de negócios. Um professor pode ser um extraordinário militante, assim como o médico, o operário, o feirante, o sem-terra, o soldado, a enfermeira...

Do atual sistema político-eleitoral surge essa espécie estranha que é o “profissional de política”. O militante vai perdendo o horizonte de sua própria vida. Não se pode, entretanto, ficar calado enquanto a reforma política não sai. O pragmatismo embrutece, tolda a visão e afasta o militante dos objetivos programáticos do Partido dos Trabalhadores. “Com ou sem reforma temos que lutar contra a mercantilização da vida política”, afirma ele. Ou acreditamos na capacidade de homens e mulheres se entregarem ao objetivo de mudar o mundo ou estaremos nos entregando ao deus-mercado, rendendo-nos à privatização da política, à lógica decaída do “toma-lá-dá-cá”. É instigante a “Carta aos Militantes Petistas - 1”. Estou esperando a número 2, número 3, número 4...

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5 de janeiro de 2010

 

Poetinha Vinicius de Moraes promovido post mortem

Coube ao deputado federal Emiliano José (PT-BA), como relator, dar um Parecer sobre o projeto de lei da autoria do Poder Executivo, promovendo post mortem o diplomata Marcus Vinicius da Cruz de Mello de Moraes, a ministro de Primeira Classe da Carreira de Diplomata.

É um belo texto, impossível de aqui reproduzir. No Voto do Relator, Emiliano José pergunta: o que terá feito de Vinicius de Moraes um diplomata? E como conseguiu ele tanto pendor criativo, tanta explosão musical, tanta veia poética, tanto violão, tanta bossa nova, com os rigores da carreira do Itamarati? O parlamentar vai em busca de uma resposta, entra pela vida adentro do poetinha. Lê Ruy Castro e tenta entender porque o poeta se perdia sempre de amor. Se depara com um verso: “não importa. O que importa é ir embora/pela alegria de buscar a aurora/e pela dor de caminhar sozinho”.

O voto do relator pesquisa a biografia do poeta. Lembra que em 1968 ele é afastado do Itamaraty pelo AI-5. “A ditadura radicalizava, mostrava sua verdadeira face. Não podia conviver com um homem como Vinicius. Morra a cultura, viva a morte. É a palavra de ordem das ditaduras, sempre. Poetas não rimam com ditaduras. Lorca não rimou com Franco, Vinicius não rimou com Costa e Silva”.

A proposição, portanto, resgata uma dívida histórica ao dispor sobre o reconhecimento de um cidadão brasileiro que, como servidor público, na carreira da diplomacia, merece ser promovido post mortem, uma vez que foi arbitrariamente expulso do Itamaraty durante a ditadura militar. Como foi mesmo que o marechal Costa e Silva se referiu ao poetinha? “Demita-se esse vagabundo”, escreveu o fascistão.

O deputado Emiliano José termina assim seu Parecer: “Quando já muito doente, às vésperas de sua morte, em entrevista, um repórter perguntou a Vinicius se ele estava com medo da morte, ele, calmamente, respondeu: “Eu não estou com medo da morte. Estou é com saudades da vida”. É assim que morre um poeta. Com saudades da vida, sem medo da morte. Assim morreu Vinicius. Para ser lembrado eternamente pelo seu País. Pela aprovação do PL 6417”.

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Vargas tinha Gregório (Fortunato), Serra tem o Gregório (Preciado). Cada qual tem o Gregório que merece.

Originalmente, o texto é do blog Os Amigos do Presidente Lula. Depois o Blogão do Pereira replicou, com o título: “O Gregório de José Serra no réveillon de Trancoso”

Getúlio Vargas teve um chefe da segurança pessoal: Gregório Fortunato.
José Serra tem um ex-sócio e compadre: Gregório Preciado.

A semelhança acaba na rima. Se o Gregório de Vargas morreu pobre e na prisão, acusado de mandante no atentado contra Carlos Lacerda, o Gregório do Serra tem usufruído do patrimônio que ostenta e proporciona aos parentes, em lugares paradisíacos como Trancoso (BA), apesar dos escândalos e processo que corre nos tribunais há anos.

Gregório Marin Preciado é um espanhol naturalizado brasileiro, casado com a prima de José Serra (PSDB/SP), Vicencia Talan Marin.

Até aí tudo bem, não fossem os fatos:

- dele (Preciado) estar sendo processado por uma dívida junto ao Banco do Brasil, perdoada irregularmente pela diretoria demo-tucana na época (Ricardo Sérgio de Oliveira era diretor, ligadíssimo a José Serra);

- por um nebuloso e milionário negócio imobiliário na Ilha do Urubu, em Porto Seguro no governo de Paulo Souto (DEMos/BA);

- pelo consórcio de privatização montado com o mesmo Ricardo Sérgio, levando a Previ, o Banco do Brasil a associarem-se à espanhola Iberdrola, representada por Gregório Preciado, para comprar as empresas estaduais de eletricidade: COELBA (Bahia), a CELPE (Pernambuco) e a COSERN (Rio Grande do Norte);

Em 2002, Preciado já era conhecido pelo patrimônio imobiliário em Trancoso e Porto Seguro, na Bahia, e pelas amizades: família Serra, filho (reconhecido) de FHC, e outros menos famosos. Coincidentemente, tanto o filho de FHC como a filha de Serra tornaram-se felizes proprietários de casas de luxo na região.

Sua atividade imobiliária famosa mais recente na região envolve o escândalo da Ilha do Urubu em 2006.

Em 2002 o jornal Estado de Minas já publicava (e o Correio Braziliense reproduzia):

Um funcionário de Preciado contou ao Estado de Minas que seu patrão é amigo do ex-ministro da Saúde. "A dona Mônica, mulher do Serra, vem sempre aqui", relatou... Em outra casa de Preciado, no centro de Porto Seguro, o filho de Serra, Luciano, teria passado o réveillon de 2001 na casa de Preciado.

Agora a família Serra já progrediu e já passa o réveillon na mansão própria da filha em Trancoso (BA), Verônica (a "ronaldinha" de Serra), como aconteceu na virada deste ano. A amizade de José Serra com Preciado chegou ao limite da irresponsabilidade na década de 1990 (os fatos abaixo estão narrados e documentados na denúncia do Ministério Público Federal, cuja íntegra está aqui):

- Segundo relatório da CPI do Banespa, outro ex-sócio de Serra em empresa de consultoria financeira, Vladimir Antônio Rioli (ex-vice-presidente de operações do Banespa), também beneficiou Gregório Preciato, com um empréstimo de R$ 21 milhões.

Detalhe: O próprio Gregório foi membro do Conselho de Administração do Banespa, de 1983 a 1987 (quando José Serra era secretário de planejamento de governo de São Paulo, na gestão Franco Montoro).

- Em 1993 as firmas GREMAFER e ACETO (de Gregório Preciato), tomam um empréstimo no Banco do Brasil.

Em 1994, a GREMAFER e a ACETO não tinha dinheiro para pagar as dívidas com o Banco do Brasil, mas arranjaram dinheiro para fazer doação de R$ 62.442,82 à campanha de JOSÉ SERRA ao Senado, naquele ano.

- José Serra também teve um terreno no Morumbi (bairro nobre da cidade de São Paulo) em sociedade com Gregório Preciado, comprado em 1981. Venderam o terreno em 25 de abril de 1995, coincidentemente um mês antes do Banco do Brasil pedir o arresto do terreno na justiça para receber a dívida de Gregório Preciado. A decisão foi protocolada na Justiça em 25 de julho, mas resultou nula por causa da venda.

- Os favores a José Serra foram além das doações de campanha: o prédio da GREMAFER (mesma empresa inadimplente no Banco do Brasil) foi comitê de campanha nas eleições de 1994 (ao senado) e 1996 (a prefeito).

- Desde 1993, uma outra empresa de consultoria de José Serra, em sociedade com sua filha Verônica, denominada ACP Análise da Conjuntura Econômica e Perspectivas LTDA, sempre funcionou no prédio da firma GREMAFER (Rua Simão Álvares n. 1.020, São Paulo), de propriedade de Gregório Preciado.

- Após os favores, houve renegociação irregular da dívida, e aconteceu os dois perdões indevidos no Banco do Brasil: um prejuízo no valor de R$ 73 milhões (em dinheiro da época, sem correção para o valor de hoje), uma parte em 1995, quando José Serra era Ministro do Planejamento de FHC (com influência nas nomeações da diretoria do Banco do Brasil, como de Ricardo Sérgio) e outra em 1998.

Esse "perdão" da dívida virou a ação 2002.34.00.029731-6, movida pelo Ministério Público Federal, em curso no Tribunal Regional Federal da 1a. Região (Distrito Federal).

José Serra passou o réveillon 2009 em Trancoso na casa da filha. Não se sabe se na calada da noite foi estourar um champanhe na mansão vizinha da prima e do compadre Gregório.

O que se sabe, pelos processos e escândalos, é o quanto demo-tucanos e suas "amizades" nos custam aos cofres públicos brasileiros.

Fonte: Blog Amigos do Presidente
Blogão do Pereira. Postado por Washington Pereira às Segunda-feira, Janeiro 04, 2010

MORAL DA HISTÓRIA: PAULO SOUTO, DO DEM DA BAHIA, MANTÉM LIGAÇÕES PERIGOSAS COM O ESCÂNDALO DA ILHA DO URUBU.

4 de janeiro de 2010

 

Deputado faz a defesa do Governo Wagner (PT)

Em tom panfletário (no bom sentido), o jornalista, escritor e deputado federal Emiliano José (PT-BA) faz a defesa do Governo Wagner em artigo publicado no jornal A Tarde (04.01.2010) sob o título “Wagner e a nova hegemonia”. Embora a pesquisa Datafolha seja favorável ao governo baiano, mais importante é entender a mudança que está ocorrendo na Bahia. A velha hegemonia conservadora do chicote na mão foi rompida. O governo do estado ganha sintonia com o governo Lula, que também representa uma nova hegemonia no país. Novos valores ocupam espaço. E as prioridades são claras, os pobres, os analfabetos, os pequenos agricultores, o semiárido, os bairros populares. Claro, sempre haverá quem reclame de um cargo aqui, outro cargo acolá. Mas que a Bahia está mudando... está.

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O povo brasileiro reconhece os avanços do governo Lula

Pra mim basta. O povo brasileiro reconhece os avanços do governo Lula. Ao contrário de certa gentalha travestida de jornalista, formador de opinião ou coisa que o valha. É notória a má vontade da mídia. Só cego não vê a importância da criação de 1,4 milhão de empregos.

Falso-moralistas, certos jornalistas fingem indignação. Uns espalharam o pânico em torno da gripe suína, inventaram uma CPI da Petrobras sem nada a apurar, até uma grande farsa em torno de declarações de uma ex-funcionária da Receita Federal.

Não querem ver a vitória de Lula no combate à inflação, a eficiência na abertura de mercados de exportação, o fortalecimento do mercado interno de massas. O Governo Lula recuperou o poder de compra de boa parte da população excluída, com políticas de distribuição de renda. Aumentou o poder de compra da classe trabalhadora com um aumento real de 46% no salário mínimo desde 2003.

Os pesquisadores, os intelectuais precisam investigar a fundo porque a grande mídia conspira contra o Governo Lula. Quais são afinal os interesses contrariados?

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