24 de outubro de 2009
IPEA revela que confiança do setor produtivo está em alta
Um internauta me disse que não entendeu muito bem o Sensor Econômico do IPEA. Não consegui ver a dificuldade. Através de uma escala, o IPEA mede o grau de confiança do setor produtivo – empresários e trabalhadores – na economia, nas contas nacionais, no desempenho das empresas e na área social.
O indicador Sensor Econômico nº 9, de setembro, aponta claramente que a confiança do setor produtivo aumentou. Ou seja, melhoraram as expectativas quanto às contas nacionais e quanto ao desempenho das empresas, embora tenham piorado quanto aos parâmetros puramente econômicos.
Vamos lá. O Sensor Econômico revelou maior confiança do setor produtivo em setembro com 26,0 pontos contra 23,2 pontos do mês de agosto. Embora esta seja a sétima alta seguida, a elevação foi inferior àquela observada nos meses anteriores. Mas a tendência é de alta na confiança.
O resultado do Sensor Econômico pode ser decomposto em QUATRO aspectos.
1) Índice das contas nacionais. Apresentou o maior crescimento e passou a ser o tema com expectativas mais positivas.
2) Índice dos parâmetros econômicos. Observou-se redução significativa, pois até agosto era o aspecto mais bem avaliado.
3) Índice do desempenho das empresas. As expectativas tiveram nova melhora e, com isso, passaram a expressar CONFIANÇA, segundo a escala do Sensor Econômico.
4) Índice do aspecto social. Apesar do crescimento no mês, manteve-se o menor entre os quatro aspectos.
O IPEA EXPLICA
A previsão mais confiante para as contas nacionais ocorreu em todas as variáveis consideradas. Na comparação com agosto, a melhora mais significativa das expectativas se deu na produção industrial, que com isso se aproximou da avaliação feita para a produção do setor agropecuário e de serviços.
O índice dos parâmetros econômicos, que desde fevereiro mantinha-se próximo a 50 pontos, reduziu-se para 38,3 pontos. Tal queda deveu-se, sobretudo, à avaliação menos otimista em relação à inflação e à continuidade da apreensão quanto a taxa de juros, observada inicialmente em agosto.
O setor produtivo, ao melhorar mais uma vez sua expectativa quanto ao desempenho das empresas, fez com o índice desse aspecto passasse à faixa de CONFIANÇA. Contribuíram panoramas mais positivos esperados para a demanda, contratações, produtividade e margem de lucro.
Por fim, o índice do aspecto social elevou-se pelo terceiro mês consecutivo. Assim como em agosto, a variação é explicada em boa medida pela maior confiança na trajetória da massa salarial, pois não houve mudanças significativas nas avaliações feitas para a violência e a desigualdades.
MAIS CONFIANTES
O fato é que em setembro indústria e trabalhadores melhoraram suas expectativas, fazendo com que o Sensor Indústria e o Sensor Trabalhadores atingissem 26,1 pontos e 28,5 pontos, respectivamente.
Conclusão minha: ler o Sensor Econômico do IPEA faz mais sentido que ouvir as bobagens de Miriam Leitão, na Rede Globo.
O indicador Sensor Econômico nº 9, de setembro, aponta claramente que a confiança do setor produtivo aumentou. Ou seja, melhoraram as expectativas quanto às contas nacionais e quanto ao desempenho das empresas, embora tenham piorado quanto aos parâmetros puramente econômicos.
Vamos lá. O Sensor Econômico revelou maior confiança do setor produtivo em setembro com 26,0 pontos contra 23,2 pontos do mês de agosto. Embora esta seja a sétima alta seguida, a elevação foi inferior àquela observada nos meses anteriores. Mas a tendência é de alta na confiança.
O resultado do Sensor Econômico pode ser decomposto em QUATRO aspectos.
1) Índice das contas nacionais. Apresentou o maior crescimento e passou a ser o tema com expectativas mais positivas.
2) Índice dos parâmetros econômicos. Observou-se redução significativa, pois até agosto era o aspecto mais bem avaliado.
3) Índice do desempenho das empresas. As expectativas tiveram nova melhora e, com isso, passaram a expressar CONFIANÇA, segundo a escala do Sensor Econômico.
4) Índice do aspecto social. Apesar do crescimento no mês, manteve-se o menor entre os quatro aspectos.
O IPEA EXPLICA
A previsão mais confiante para as contas nacionais ocorreu em todas as variáveis consideradas. Na comparação com agosto, a melhora mais significativa das expectativas se deu na produção industrial, que com isso se aproximou da avaliação feita para a produção do setor agropecuário e de serviços.
O índice dos parâmetros econômicos, que desde fevereiro mantinha-se próximo a 50 pontos, reduziu-se para 38,3 pontos. Tal queda deveu-se, sobretudo, à avaliação menos otimista em relação à inflação e à continuidade da apreensão quanto a taxa de juros, observada inicialmente em agosto.
O setor produtivo, ao melhorar mais uma vez sua expectativa quanto ao desempenho das empresas, fez com o índice desse aspecto passasse à faixa de CONFIANÇA. Contribuíram panoramas mais positivos esperados para a demanda, contratações, produtividade e margem de lucro.
Por fim, o índice do aspecto social elevou-se pelo terceiro mês consecutivo. Assim como em agosto, a variação é explicada em boa medida pela maior confiança na trajetória da massa salarial, pois não houve mudanças significativas nas avaliações feitas para a violência e a desigualdades.
MAIS CONFIANTES
O fato é que em setembro indústria e trabalhadores melhoraram suas expectativas, fazendo com que o Sensor Indústria e o Sensor Trabalhadores atingissem 26,1 pontos e 28,5 pontos, respectivamente.
Conclusão minha: ler o Sensor Econômico do IPEA faz mais sentido que ouvir as bobagens de Miriam Leitão, na Rede Globo.