17 de maio de 2012
Chefes militares não aplaudem Comissão da Verdade. Eles apóiam torturas e assassinatos?
Na solenidade de instalação da Comissão Nacional da Verdade a foto da Folha de S. Paulo (quinta,17, pág A8) é constrangedora. O público inteiro aplaude a posse dos integrantes da Comissão Nacional da Verdade, mas, os chefes das Forças Armadas ficam de braços cruzados. O que eles querem dizer com isso? Quem apóiam as torturas, prisões, assassinatos e desaparecimento de corpos durante a ditadura militar? Que não querem que a verdade venha à tona? Que as Forças Armadas do Brasil são contra os Direitos Humanos? Mas que merda é essa?
Chega a ser ridícula essa história de abrandar um avanço da democracia com um argumento falacioso, segundo o qual também as violações aos Direitos Humanos praticadas pelos combatentes que lutavam contra a ditadura terrorista seriam investigadas. Investigar quem cara-pálida? Os guerrilheiros que foram mortos sob tortura? Os militantes que foram assassinados e tiveram seus corpos jogados ao mar ou incinerados em fornos de usinas? Não há o que apurar sobre atos da esquerda armada. Praticamente todos foram presos, torturados, assassinados e alguns poucos escaparam para o exílio.
É sintomático que na cerimônia de posse dos integrantes da Comissão da Verdade tenham estado presentes três presidentes da Repúblicas que foram perseguidos pela ditadura militar. Fernando Henrique Cardoso, professor universitário, foi cassado em 1969 e teve que se exilar no exterior; Luiz Inácio Lula da Silva, líder sindical, chegou a ser preso em 1980; Dilma Rousseff foi presa, torturada barbaramente e cumpriu pena de 1970 a 1973.
É mesmo uma grande bobagem falar em apuração de crimes da esquerda armada. A Comissão da Verdade veio para apurar graves violações dos Direitos Humanos cometidas por agentes do Estado, militares e civis, sob ordens expressas dos generais-presidentes.
As Forças Armadas continuam prestando um grande desserviço à Nação.
Mas, afinal, não precisamos das palmas deles. Precisamos é de revanche, justiça, cadeia para criminosos fardados psicopatas. E seus chefes. Estes militares aposentados, de pijama, que estão querendo fazer barulho, tem as mãos sujas de sangue.
Chega a ser ridícula essa história de abrandar um avanço da democracia com um argumento falacioso, segundo o qual também as violações aos Direitos Humanos praticadas pelos combatentes que lutavam contra a ditadura terrorista seriam investigadas. Investigar quem cara-pálida? Os guerrilheiros que foram mortos sob tortura? Os militantes que foram assassinados e tiveram seus corpos jogados ao mar ou incinerados em fornos de usinas? Não há o que apurar sobre atos da esquerda armada. Praticamente todos foram presos, torturados, assassinados e alguns poucos escaparam para o exílio.
É sintomático que na cerimônia de posse dos integrantes da Comissão da Verdade tenham estado presentes três presidentes da Repúblicas que foram perseguidos pela ditadura militar. Fernando Henrique Cardoso, professor universitário, foi cassado em 1969 e teve que se exilar no exterior; Luiz Inácio Lula da Silva, líder sindical, chegou a ser preso em 1980; Dilma Rousseff foi presa, torturada barbaramente e cumpriu pena de 1970 a 1973.
É mesmo uma grande bobagem falar em apuração de crimes da esquerda armada. A Comissão da Verdade veio para apurar graves violações dos Direitos Humanos cometidas por agentes do Estado, militares e civis, sob ordens expressas dos generais-presidentes.
As Forças Armadas continuam prestando um grande desserviço à Nação.
Mas, afinal, não precisamos das palmas deles. Precisamos é de revanche, justiça, cadeia para criminosos fardados psicopatas. E seus chefes. Estes militares aposentados, de pijama, que estão querendo fazer barulho, tem as mãos sujas de sangue.
16 de maio de 2012
Queremos, sim, uma revanche contra os militares e civis assassinos
A presidenta Dilma Rousseff instalou hoje (16) a Comissão Nacional da Verdade. O objetivo é esclarecer graves violações de direitos humanos cometidas por agentes do estado militarista durante os 21 anos de ditadura. O único lado a ser investigado e esclarecido é o das vítimas dos agentes civis e militares nos subterrâneos dos quartéis e dos estabelecimentos das Forças Armadas.
Quem torturou Dilma Rousseff? Quem matou José Carlos da Mata Machado? Quem matou Gildo Lacerda e desapareceu com o corpo? Quem cortou cabeças de guerrilheiros no Araguaia? Os assassinos a serviço do regime militar devem ser identificados. São quase 400 mortos e muitos deles sem corpos. Os atos violentos da esquerda já foram julgados. Os combatentes foram presos, torturados ou mortos.
Os militares e civis torturadores cometeram crimes contra a humanidade, que são ofensas à dignidade humana, graves humilhações e muita degradação. Os agentes de Estado, que deveriam zelar pelos direitos dos que se encontravam sob custódia, sob ordens superiores violaram os direitos humanos. Quem é essa gente? O objetivo da Comissão Nacional da Verdade é muito claro. Vamos contar a verdadeira história das torturas e assassinatos.
Depois, o Brasil vai pedir revanche. A prisão dos monstros. É justo. Assim como Israel fez com os nazistas que mataram 6 milhões de judeus. Levou-os à forca. Revanche é justiça.
Quem torturou Dilma Rousseff? Quem matou José Carlos da Mata Machado? Quem matou Gildo Lacerda e desapareceu com o corpo? Quem cortou cabeças de guerrilheiros no Araguaia? Os assassinos a serviço do regime militar devem ser identificados. São quase 400 mortos e muitos deles sem corpos. Os atos violentos da esquerda já foram julgados. Os combatentes foram presos, torturados ou mortos.
Os militares e civis torturadores cometeram crimes contra a humanidade, que são ofensas à dignidade humana, graves humilhações e muita degradação. Os agentes de Estado, que deveriam zelar pelos direitos dos que se encontravam sob custódia, sob ordens superiores violaram os direitos humanos. Quem é essa gente? O objetivo da Comissão Nacional da Verdade é muito claro. Vamos contar a verdadeira história das torturas e assassinatos.
Depois, o Brasil vai pedir revanche. A prisão dos monstros. É justo. Assim como Israel fez com os nazistas que mataram 6 milhões de judeus. Levou-os à forca. Revanche é justiça.
Brasil e Inglaterra frente ao poder da mídia
A Inglaterra do século 17 constitui a referência moderna obrigatória para o entendimento da liberdade de expressão republicana centrada na vita activa e no autogoverno. A terra de John Milton e Tom Paine tem sido um dos palcos fundamentais do debate entre republicanos e liberais em torno da ideia de liberdade, ao mesmo tempo em que lá se constituíram modelos importantes de prestação do serviço público de radiodifusão (BBC), de regulamentação (OfCom) e de autorregulamentação (PCC) das atividades da mídia.
Por tudo isso, as revelações tornadas públicas originalmente pelo tradicional The Guardian, no início de 2011, de práticas “jornalísticas” criminosas desenvolvidas rotineiramente pelo tabloide News of the World, do grupo News Corporation, desencadearam reações imediatas por parte do governo britânico, de instituições privadas e de cidadãos.
Uma investigação já foi concluída na Comissão de Cultura, Mídia e Esporte da Câmara dos Comuns e seu relatório divulgado no último dia 30 de abril; pelo menos outras três ainda estão em andamento no âmbito da polícia (Weeting, Eldeven e Tutela); várias ações civis impetradas por cidadãos que se consideram vítimas de invasão de privacidade também estão tramitando. E o inquérito mais importante de todos, mandado instalar pelo primeiro-ministro com o objetivo de esclarecer “o papel da mídia e da polícia no escândalo de escutas telefônicas ilegais” (Inquérito Levison), em julho de 2011, prossegue interrogando, entre outros, jornalistas e empresários.
Uma das consequências mais concretas das denúncias até agora foi o anúncio da agência autorreguladora (PCC), em fevereiro passado, de que estava sendo descontinuada para dar lugar a outra, com poderes de interferência mais eficazes.
E NO BRASIL?
Nas últimas semanas os brasileiros estão tomando conhecimento de atividades criminosas entre grupos empresariais privados, políticos profissionais no exercício do mandato, setores da polícia e do Judiciário, além da aparente cumplicidade de importantes órgãos da mídia tradicional. A se confirmar, estaríamos diante de um gravíssimo desvirtuamento profissional e ético do papel da imprensa, colocada a serviço de interesses políticos e empresarias privados e criminosos.
Escutas telefônicas apontam para uma relação que vai muito além daquela admissível entre o jornalista e sua fonte. Há indícios não só de um comando da fonte criminosa sobre a pauta jornalística, mas, sobretudo, de uma cumplicidade em relação a objetivos empresariais e políticos.
LÁ E CÁ
Ao contrário da Inglaterra, onde a denúncia sobre o News of the World se tornou pública pela ação de um veículo da grande mídia (The Guardian), aqui a primeira reação – salvo uma rede de TV (Record) e uma revista semanal (Carta Capital) de menor circulação – foi ignorar o envolvimento da mídia no escândalo. Num segundo momento, a solidariedade explícita e ameaçadora dos principais grupos privados de mídia com o grupo sob suspeita.
Uma CPMI foi instalada no Congresso Nacional, mas até agora não há indicação clara sobre a disposição de investigar o envolvimento de grupos de mídia com as ações criminosas.
No Brasil não há órgão de regulação ou de autorregulação da mídia, portanto, ações específicas nessas áreas não existem nem existirão.
Já o governo brasileiro tem revelado total inapetência para assumir o papel de protagonista em relação à regulação democrática do setor de mídia. Nem mesmo os princípios e normas da Constituição de 1988 foram regulamentados, e portanto, na sua maioria, não são cumpridos. Há décadas se anuncia um projeto de marco regulatório para o setor de comunicações que, até agora, não se materializou.
Ao contrário da Inglaterra, no Brasil não há compromisso histórico com a liberdade de expressão. Nosso liberalismo nunca foi democrático e prevalece uma interdição branca até mesmo do debate público das questões ligadas à regulação do setor de mídia. Recentemente, a bandeira da liberdade de expressão foi indevidamente apropriada pelos mesmos grupos que apoiaram o golpe de 1964, responsável pela censura oficial que vitimou, inclusive, seus próprios apoiadores por mais de duas décadas.
Aparentemente, todavia, temos algo em comum com a Inglaterra: graves desvios no comportamento de jornalistas e de seus patrões. Mas ainda não temos no Brasil nem os instrumentos institucionais, nem a vontade e a força políticas para enfrentar o poder desmesurado da grande mídia.
Venício A. de Lima é professor titular de Ciência Política e Comunicação da UnB (aposentado) e autor, entre outros livros, de Regulação das Comunicações – História, Poder e Direitos; Paulus, 2011 - Publicado em Teoria e Debate. 14 maio 2012.
Por tudo isso, as revelações tornadas públicas originalmente pelo tradicional The Guardian, no início de 2011, de práticas “jornalísticas” criminosas desenvolvidas rotineiramente pelo tabloide News of the World, do grupo News Corporation, desencadearam reações imediatas por parte do governo britânico, de instituições privadas e de cidadãos.
Uma investigação já foi concluída na Comissão de Cultura, Mídia e Esporte da Câmara dos Comuns e seu relatório divulgado no último dia 30 de abril; pelo menos outras três ainda estão em andamento no âmbito da polícia (Weeting, Eldeven e Tutela); várias ações civis impetradas por cidadãos que se consideram vítimas de invasão de privacidade também estão tramitando. E o inquérito mais importante de todos, mandado instalar pelo primeiro-ministro com o objetivo de esclarecer “o papel da mídia e da polícia no escândalo de escutas telefônicas ilegais” (Inquérito Levison), em julho de 2011, prossegue interrogando, entre outros, jornalistas e empresários.
Uma das consequências mais concretas das denúncias até agora foi o anúncio da agência autorreguladora (PCC), em fevereiro passado, de que estava sendo descontinuada para dar lugar a outra, com poderes de interferência mais eficazes.
E NO BRASIL?
Nas últimas semanas os brasileiros estão tomando conhecimento de atividades criminosas entre grupos empresariais privados, políticos profissionais no exercício do mandato, setores da polícia e do Judiciário, além da aparente cumplicidade de importantes órgãos da mídia tradicional. A se confirmar, estaríamos diante de um gravíssimo desvirtuamento profissional e ético do papel da imprensa, colocada a serviço de interesses políticos e empresarias privados e criminosos.
Escutas telefônicas apontam para uma relação que vai muito além daquela admissível entre o jornalista e sua fonte. Há indícios não só de um comando da fonte criminosa sobre a pauta jornalística, mas, sobretudo, de uma cumplicidade em relação a objetivos empresariais e políticos.
LÁ E CÁ
Ao contrário da Inglaterra, onde a denúncia sobre o News of the World se tornou pública pela ação de um veículo da grande mídia (The Guardian), aqui a primeira reação – salvo uma rede de TV (Record) e uma revista semanal (Carta Capital) de menor circulação – foi ignorar o envolvimento da mídia no escândalo. Num segundo momento, a solidariedade explícita e ameaçadora dos principais grupos privados de mídia com o grupo sob suspeita.
Uma CPMI foi instalada no Congresso Nacional, mas até agora não há indicação clara sobre a disposição de investigar o envolvimento de grupos de mídia com as ações criminosas.
No Brasil não há órgão de regulação ou de autorregulação da mídia, portanto, ações específicas nessas áreas não existem nem existirão.
Já o governo brasileiro tem revelado total inapetência para assumir o papel de protagonista em relação à regulação democrática do setor de mídia. Nem mesmo os princípios e normas da Constituição de 1988 foram regulamentados, e portanto, na sua maioria, não são cumpridos. Há décadas se anuncia um projeto de marco regulatório para o setor de comunicações que, até agora, não se materializou.
Ao contrário da Inglaterra, no Brasil não há compromisso histórico com a liberdade de expressão. Nosso liberalismo nunca foi democrático e prevalece uma interdição branca até mesmo do debate público das questões ligadas à regulação do setor de mídia. Recentemente, a bandeira da liberdade de expressão foi indevidamente apropriada pelos mesmos grupos que apoiaram o golpe de 1964, responsável pela censura oficial que vitimou, inclusive, seus próprios apoiadores por mais de duas décadas.
Aparentemente, todavia, temos algo em comum com a Inglaterra: graves desvios no comportamento de jornalistas e de seus patrões. Mas ainda não temos no Brasil nem os instrumentos institucionais, nem a vontade e a força políticas para enfrentar o poder desmesurado da grande mídia.
Venício A. de Lima é professor titular de Ciência Política e Comunicação da UnB (aposentado) e autor, entre outros livros, de Regulação das Comunicações – História, Poder e Direitos; Paulus, 2011 - Publicado em Teoria e Debate. 14 maio 2012.
Desenbahia libera R$ 47 milhões para Camaçari
Camaçari vai virar um canteiro de obras. A Desenbahia aprovou financiamento para a prefeitura de Camaçari, no total de R$ 47 milhões, para aprimoramento da infra-estrutura urbana, obras de pavimentação e drenagem. A decisão da Diretoria Colegiada (14/05), homologada pelo Conselho Administrativo da Desenbahia (15/05), com a presença do Secretário do Planejamento, José Sérgio Gabrielli, foi precedida de rigorosa análise da situação cadastral e condições legais de endividamento da gestão do prefeito Luis Carlos Caetano. Em ano eleitoral, a Agência cumpriu a Resolução 43 do Senado Federal, que limita contratação no prazo de 120 dias antes do fim do mandato municipal.
CONTAS LIMPAS - A operação financeira foi verificada pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN) do Ministério da Fazenda, que atestou o cumprimento dos requisitos prévios. A Desenbahia atendeu a todas as exigências legais e normativas, inclusive do Conselho Monetário Nacional (CMN) e comprovações de adimplência junto ao Sistema Financeiro Nacional e ao CADIP. A Agência de Fomento considerou inclusive as obrigações de transparência exigidas pela Lei de Responsabilidade Fiscal, além da capacidade de receita orçamentária.
As informações foram prestadas pelo Diretor de Operações, José Ricardo Santos, que responde interinamente pela presidência da Agência de Fomento. A linha de financiamento RP/Municípios-Infraestrutura (com recursos próprios da Agência) se caracteriza por utilizar as cotas de ICMS/FPM como garantia, por força de adesão pelo município ao convênio firmado entre Banco do Brasil e Desenbahia. A Secretaria de Desenvolvimento Urbano – SEDUR atestou o cumprimento dos requisitos técnicos. As obras serão acompanhadas por técnicos da Desenbahia, que deverão comprovar a execução física dos serviços, condição para liberação dos saques conforme o cronograma.
CONTAS LIMPAS - A operação financeira foi verificada pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN) do Ministério da Fazenda, que atestou o cumprimento dos requisitos prévios. A Desenbahia atendeu a todas as exigências legais e normativas, inclusive do Conselho Monetário Nacional (CMN) e comprovações de adimplência junto ao Sistema Financeiro Nacional e ao CADIP. A Agência de Fomento considerou inclusive as obrigações de transparência exigidas pela Lei de Responsabilidade Fiscal, além da capacidade de receita orçamentária.
As informações foram prestadas pelo Diretor de Operações, José Ricardo Santos, que responde interinamente pela presidência da Agência de Fomento. A linha de financiamento RP/Municípios-Infraestrutura (com recursos próprios da Agência) se caracteriza por utilizar as cotas de ICMS/FPM como garantia, por força de adesão pelo município ao convênio firmado entre Banco do Brasil e Desenbahia. A Secretaria de Desenvolvimento Urbano – SEDUR atestou o cumprimento dos requisitos técnicos. As obras serão acompanhadas por técnicos da Desenbahia, que deverão comprovar a execução física dos serviços, condição para liberação dos saques conforme o cronograma.
15 de maio de 2012
Padre Renzo, que visitava os presos políticos na ditadura, ganha documentário
O suplente de deputado federal, Emiliano José (PT) está na Itália, mais exatamente em Firenze, participando da produção de um documentário sobre o padre italiano Renzo Rossi. O sacerdote, que já está aposentado, com 86 anos, ajudava os presos políticos de 14 presídios durante a ditadura militar iniciada com o golpe de 1964. O documentário é inspirado no livro “As Asas Invisíveis do Padre Renzo”, da autoria de Emiliano José. O documentário está sendo produzido pela TVE, em parceria com a TV Brasil. Padre Renzo tornou-se peça chave na articulação das greves de fome dos presos políticos e levava conforto às famílias dos “desaparecidos”, por meio de cartas escondidas que driblavam a vigilância carcerária.
Emiliano José é o idealizador do projeto. As passagens de Padre Renzo pelas prisões da ditadura foram um exercício de amor e terror. O sacerdote viu a morte, o desespero dos combatentes, de mulheres e crianças submetidas a torturas sem limites. À frente da TVE, Pola Ribeiro, cineasta e diretor de O jardim das folhas sagradas, aceitou o desafio de documentar a vida do "peregrino das catacumbas", e abraçou a ideia, assim como o diretor-presidente da Empresa Brasil de Comunicação – EBC, Nelson Breve Dias.
O documentário está sendo dirigido por Henrique Andrade e Jorge Felipe, da produtora baiana Santo Guerreiro. Os depoimentos já começaram a ser gravados em Firenze, cidade italiana onde Renzo Rossi nasceu e se consagrou sacerdote. Dividido em duas etapas, o roteiro inclui entrevistas com parentes, amigos e pessoas que estiveram presas durante o regime ditatorial.
O documentário segue a linha do Governo Dilma Rousseff, disposto a resgatar a memória dos anos de chumbo com a Comissão Nacional da Verdade. Ao longo de 21 anos de ditadura, cerca de 500 mil pessoas foram perseguidas, despedidas dos empregos, 60 mil passaram pelas prisões, 30 mil foram torturadas nos subterrâneos dos estabelecimentos militares, 10 mil foram obrigadas a se exilar no estrangeiro e pelo menos 400 combatentes foram mortos na tortura.
LEIA MAIS NO SITE DE EMILIANO
http://www.emilianojose.com.br/
Emiliano José é o idealizador do projeto. As passagens de Padre Renzo pelas prisões da ditadura foram um exercício de amor e terror. O sacerdote viu a morte, o desespero dos combatentes, de mulheres e crianças submetidas a torturas sem limites. À frente da TVE, Pola Ribeiro, cineasta e diretor de O jardim das folhas sagradas, aceitou o desafio de documentar a vida do "peregrino das catacumbas", e abraçou a ideia, assim como o diretor-presidente da Empresa Brasil de Comunicação – EBC, Nelson Breve Dias.
O documentário está sendo dirigido por Henrique Andrade e Jorge Felipe, da produtora baiana Santo Guerreiro. Os depoimentos já começaram a ser gravados em Firenze, cidade italiana onde Renzo Rossi nasceu e se consagrou sacerdote. Dividido em duas etapas, o roteiro inclui entrevistas com parentes, amigos e pessoas que estiveram presas durante o regime ditatorial.
O documentário segue a linha do Governo Dilma Rousseff, disposto a resgatar a memória dos anos de chumbo com a Comissão Nacional da Verdade. Ao longo de 21 anos de ditadura, cerca de 500 mil pessoas foram perseguidas, despedidas dos empregos, 60 mil passaram pelas prisões, 30 mil foram torturadas nos subterrâneos dos estabelecimentos militares, 10 mil foram obrigadas a se exilar no estrangeiro e pelo menos 400 combatentes foram mortos na tortura.
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Secretário Gabrielli compartilha conhecimento no rádio
O Secretário do Planejamento da Bahia, José Sérgio Gabrielli, ex-presidente da Petrobras e futuro presidente do Conselho de Administração da Desenbahia (CAD) vai ao ar pela segunda vez, nesta quinta-feira (17/05), no programa da Rádio Sociedade AM, com o tema da seca que assola o Estado. Ele aceitou o convite da emissora baiana: “Pensei e decidi aceitar o desafio, mesmo sabendo que precisaria estudar um pouco mais sobre os conteúdos e linguagem radiofônica, que não domino tanto quanto a economia e a gestão pública”.
Para a radialista Dina Rachid, que assina a coluna “Na Freqüência” da Tribuna da Bahia, ele afirmou que suas “opiniões poderiam trazer reflexões sobre a economia, sem aqueles dogmas acadêmicos mais complexos. O rádio utiliza linguagem fácil e acessível e enxerguei a oportunidade de compartilhar meu conhecimento com o público. Posso dar minha opinião sobre inflação, juros, impostos, contas a pagar, ou seja, a gestão do orçamento pessoal e da família”.
Economista, ex-professor e ex-diretor da Faculdade de Ciências Econômicas da UFBA, ele dá exemplos do que pode esclarecer: “a queda da taxa de juros do financiamento imobiliário de algumas cidades do interior da Bahia como Vitória da Conquista, Feira de Santana, Barreiras, Juazeiro, Ilhéus, Brumado, Eunápolis...”. Ele esclareceu que não há dinheiro público para a execução do programa de rádio. Não há gastos, patrocinadores, nem recebe pela participação. Já no primeiro programa 84 emissoras comunitárias e comerciais manifestaram interesse na retransmissão. Mas, o conteúdo é livre e no site da SEPLAN é possível fazer o dowload.
Para a radialista Dina Rachid, que assina a coluna “Na Freqüência” da Tribuna da Bahia, ele afirmou que suas “opiniões poderiam trazer reflexões sobre a economia, sem aqueles dogmas acadêmicos mais complexos. O rádio utiliza linguagem fácil e acessível e enxerguei a oportunidade de compartilhar meu conhecimento com o público. Posso dar minha opinião sobre inflação, juros, impostos, contas a pagar, ou seja, a gestão do orçamento pessoal e da família”.
Economista, ex-professor e ex-diretor da Faculdade de Ciências Econômicas da UFBA, ele dá exemplos do que pode esclarecer: “a queda da taxa de juros do financiamento imobiliário de algumas cidades do interior da Bahia como Vitória da Conquista, Feira de Santana, Barreiras, Juazeiro, Ilhéus, Brumado, Eunápolis...”. Ele esclareceu que não há dinheiro público para a execução do programa de rádio. Não há gastos, patrocinadores, nem recebe pela participação. Já no primeiro programa 84 emissoras comunitárias e comerciais manifestaram interesse na retransmissão. Mas, o conteúdo é livre e no site da SEPLAN é possível fazer o dowload.
Agricultores terão crédito emergencial pelo BNB
Por articulação do Governo da Bahia, os agricultores dos municípios atingidos pela seca já podem sacar recursos do crédito emergencial concedido pelo Banco do Nordeste (BNB). Os pequenos agricultores poderão ter empréstimos de até R$ 12 mil com juros de 1% ao ano. Já os grandes produtores terão recursos de até R$ 100 mil com juros de 3,5% ao ano.
Os empréstimos poderão ser utilizados como capital de giro, investimento e custeio de despesas para produção agrícola e agropecuária nos municípios que decretaram situação de emergência. Os recursos devem ser solicitados em qualquer agência do BNB. Os agricultores que solicitarem recursos na faixa entre R$ 2,5 mil e R$ 12 mil, deverão ter as propostas aprovadas em até 48 horas com desembolso imediato. O crédito tem por objetivo amenizar a situação dos agricultores do semiárido baiano.
Na zona rural de Feira de Santana, a estiagem provocou a perda de mais de 80% da lavoura, principalmente feijão e milho, que, em muitos casos, é a única forma de sustento das famílias. A situação atinge cerca de 40 mil famílias.
Além do crédito disponibizado pelo BNB, os agricultores baianos poderão renegociar dívidas já pendentes, evitando a execução dos débitos. A aplicação do recurso, entretanto, depende da aprovação da Medida Provisória 565/ 2012 - a chamada MP da Seca. A MP, cujo relator é o senador Walter Pinheiro (PT), também prevê o aumento do auxílio do governo federal para famílias atingidas pela estiagem.
Os empréstimos poderão ser utilizados como capital de giro, investimento e custeio de despesas para produção agrícola e agropecuária nos municípios que decretaram situação de emergência. Os recursos devem ser solicitados em qualquer agência do BNB. Os agricultores que solicitarem recursos na faixa entre R$ 2,5 mil e R$ 12 mil, deverão ter as propostas aprovadas em até 48 horas com desembolso imediato. O crédito tem por objetivo amenizar a situação dos agricultores do semiárido baiano.
Na zona rural de Feira de Santana, a estiagem provocou a perda de mais de 80% da lavoura, principalmente feijão e milho, que, em muitos casos, é a única forma de sustento das famílias. A situação atinge cerca de 40 mil famílias.
Além do crédito disponibizado pelo BNB, os agricultores baianos poderão renegociar dívidas já pendentes, evitando a execução dos débitos. A aplicação do recurso, entretanto, depende da aprovação da Medida Provisória 565/ 2012 - a chamada MP da Seca. A MP, cujo relator é o senador Walter Pinheiro (PT), também prevê o aumento do auxílio do governo federal para famílias atingidas pela estiagem.
11 de maio de 2012
Secretário Gabrielli dá uma cacetada em Geddel Vieira Lima (PMDB)
O Secretário do Planejamento da Bahia, José Sérgio Gabrielli (PT), ao ser criticado pelo chefão do PMDB baiano, pelo programa “Encontro com Gabrielli” na Rádio Sociedade da Bahia AM, não deixou por menos: “É um direito do ex-ministro não gostar da idéia”. E sugeriu a Geddel que se preocupasse em fazer mais pela Bahia: “Ele trabalha muito pouco na Caixa Econômica. Podia fazer mais”. Só faltou dizer que Geddel está na Caixa por puro empreguismo, uma praga que ainda assola o Brasil.
O jornal A Tarde, em matéria assinada por Biaggio Talento e Patrícia França, interpretou que uma frase dita por José Sérgio Gabrielli, no programa de três minutos, que vai ao ar semanalmente às quintas-feiras (7h), poderia revelar seus planos para o futuro: “Meu desejo é contribuir para o crescimento deste estado” e a Bahia “é tão rica e ainda pode melhorar mais a vida das pessoas”. Pareceu-me uma censura, porque a frase pode e deve ser dita por qualquer secretário do Planejamento de qualquer estado, independente de qualquer candidatura. Sou contra a qualquer censura.
O Procurador Regional Eleitoral, Sidnei Madruga, com muito bom senso, afirmou “não ter dúvida de que Gabrielli está propagandeando sua imagem, mas não pode ser considerada propaganda antecipada da eleição deste ano e a de 2014 está muito longe.
Estariam a imprensa e a oposição querendo instalar a censura aos secretários estaduais do governo Wagner?
O jornal A Tarde, em matéria assinada por Biaggio Talento e Patrícia França, interpretou que uma frase dita por José Sérgio Gabrielli, no programa de três minutos, que vai ao ar semanalmente às quintas-feiras (7h), poderia revelar seus planos para o futuro: “Meu desejo é contribuir para o crescimento deste estado” e a Bahia “é tão rica e ainda pode melhorar mais a vida das pessoas”. Pareceu-me uma censura, porque a frase pode e deve ser dita por qualquer secretário do Planejamento de qualquer estado, independente de qualquer candidatura. Sou contra a qualquer censura.
O Procurador Regional Eleitoral, Sidnei Madruga, com muito bom senso, afirmou “não ter dúvida de que Gabrielli está propagandeando sua imagem, mas não pode ser considerada propaganda antecipada da eleição deste ano e a de 2014 está muito longe.
Estariam a imprensa e a oposição querendo instalar a censura aos secretários estaduais do governo Wagner?
Oposição baiana exerce “jus esperneandi” com programa de rádio de Gabrielli (PT)
O Secretário do Planejamento da Bahia, José Sérgio Gabrielli, nesta quinta-feira (10), às 7h, estreou seu programa na Rádio Sociedade da Bahia AM. O programa chama-se “Encontro com Gabrielli”. Na primeira edição, bastante didático, o ex-presidente da Petrobras explicou que seu objetivo é debater os problemas econômicos que afetam a vida dos baianos. Geddel Vieira Lima, chefe do PMDB, de imediato exerceu seu direito de espernear, porque haveria uma suposta candidatura de José Sérgio Gabrielli ao governo da Bahia em...2014. E o programa de rádio seria uma “propaganda antecipada”.
Haja imaginação. Agora em 2012 as eleições são municipais e José Sérgio Gabrielli não é candidato a nenhuma prefeitura. Em 2014 há muita água a correr debaixo da ponte. O “Jus esperneandi” de Geddel Vieira Lima elevou um simples programa semanal de três minutos, um direito de qualquer secretário estadual, a um patamar de repercussão nacional. Se 84 emissoras já se dispuseram a “baixar” o arquivo disponível no site da SEPLAN, imagine agora com tanto barulho.
Na próxima quinta-feira, 17 de maio, às 7h da manhã, o próximo programa vai abordar a questão da seca e o impacto na economia baiana.
O programa pode ser ouvido aqui:
http://www.seplan.ba.gov.br/listaAudioNoticia.php?varCodigo=3590##
Haja imaginação. Agora em 2012 as eleições são municipais e José Sérgio Gabrielli não é candidato a nenhuma prefeitura. Em 2014 há muita água a correr debaixo da ponte. O “Jus esperneandi” de Geddel Vieira Lima elevou um simples programa semanal de três minutos, um direito de qualquer secretário estadual, a um patamar de repercussão nacional. Se 84 emissoras já se dispuseram a “baixar” o arquivo disponível no site da SEPLAN, imagine agora com tanto barulho.
Na próxima quinta-feira, 17 de maio, às 7h da manhã, o próximo programa vai abordar a questão da seca e o impacto na economia baiana.
O programa pode ser ouvido aqui:
http://www.seplan.ba.gov.br/listaAudioNoticia.php?varCodigo=3590##
Salve a Comissão da Verdade
A Presidenta Dilma Rousseff anunciou os nomes dos sete integrantes da Comissão da Verdade, que será instalada oficialmente no próximo dia 16 de maio, destinada a apurar violações aos direitos humanos ocorridas entre 1946 a 1988. O período inclui a ditadura militar (1964-1985). A Comissão da Verdade vai aproveitar as informações produzidas há 16 anos pela Comissão especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos e há 10 anos pela Comissão da Anistia.
São eles:
Gilson Dipp – ministro do Superior Tribunal de Justiça
José Carlos Dias – ex-ministro da Justiça
Rosa Maria Cardoso da Cunha – advogada
Cláudio Fonteles – ex-procurador geral da República
Paulo Sérgio Pinheiro – diplomata
Maria Rita Kehl – psicanalista
José Cavalcanti Filho - jurista
São eles:
Gilson Dipp – ministro do Superior Tribunal de Justiça
José Carlos Dias – ex-ministro da Justiça
Rosa Maria Cardoso da Cunha – advogada
Cláudio Fonteles – ex-procurador geral da República
Paulo Sérgio Pinheiro – diplomata
Maria Rita Kehl – psicanalista
José Cavalcanti Filho - jurista
8 de maio de 2012
Catálogo da Avon faz campanha contra homossexuais
A perfumaria Avon pirou de vez. Incluiu em seu catálogo de produtos um livro do pastor Malafaia, da Assembléia de Deus Vitória em Cristo, conhecido por pregar a violência contra homossexuais. “Deveriam descer o porrete nestes homossexuais”, costuma afirmar o maluco, intolerante e preconceituoso. É um extremista e esse tipo de fundamentalismo acaba gerando violência. Em 2006, ele liderou uma manifestação contra o Projeto de Lei 122, que criminaliza a homofobia. A Igreja Católica queimava bruxas, o piradão que violentar os gays.
E porque a Avon entrou nesta furada? Porque uma parte dos vendedores de porta-em-porta são evangélicos. A empresa Avon é muito contraditória. Ano passado comprometeu-se a não contribuir com práticas discriminatórias. Mas, tem muita grana no pedaço. O caso está repercutindo mal na Internet. Já há uma petição em inglês à Avon americana no All Out, site que publica abaixo-assinados no mundo inteiro.
A Avon devia se mancar. Fundamentalismos acabam em mortes. Barbárie.
E porque a Avon entrou nesta furada? Porque uma parte dos vendedores de porta-em-porta são evangélicos. A empresa Avon é muito contraditória. Ano passado comprometeu-se a não contribuir com práticas discriminatórias. Mas, tem muita grana no pedaço. O caso está repercutindo mal na Internet. Já há uma petição em inglês à Avon americana no All Out, site que publica abaixo-assinados no mundo inteiro.
A Avon devia se mancar. Fundamentalismos acabam em mortes. Barbárie.
I Festival da Juventude deu voz aos estudantes de Conquista
Jornalista, escritor e suplente de deputado federal(PT-BA), o incansável Emiliano José participou domingo (06/05) do I Festival da Juventude, em Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia. Sobre o tema Democratização da Comunicação, o professor-doutor falou, para uma plateia atenta, sobre a importância do acesso aos meios de comunicação no país:
"A democratização da comunicação passa pela democratização do acesso aos meios, as muitas vozes silenciadas da sociedade brasileira precisam ter a chance de falar também. Não podemos ficar reféns de um único discurso, e para isso é preciso democratizar o acesso para as entidades populares, para os sindicatos, para as rádios comunitárias terem mais espaço para horizontalizar, democratizar a propriedade dos meios de comunicação. Ela não pode estar na mão de poucos, essa é a questão".
Para ativíssimo Emiliano José, é um equívoco imaginar que se queira censurar a comunicação no Brasil, uma vez que a regulação das comunicações é própria de países com a democracia consolidada. "Nenhum setor da sociedade está fora da lei como a nossa mídia está, na Inglaterra, nos Estados Unidos, na Argentina em todos esses países há a regulação da mídia. Por que nós não podemos fazer aqui um marco legal para as comunicações?" indagou.
Emiliano elogiou também a iniciativa do prefeito Guilherme Menezes, de Conquista, em promover um evento que abre as portas para a juventude, cria meios para que o debate se instale e para que a juventude possa falar. "É o momento da troca, do diálogo, em que a juventude diz o que pensa, nos orienta, nos sintoniza com os pensamentos dos jovens. E nós, que já não somos tão jovens assim, também passamos um pouco da juventude acumulada que temos".
O I Festival da Juventude contou com uma programação diversificada, composta por debates, palestras, encontros de movimentos sociais, apresentações culturais, shows com artistas locais e nacionais e atividade esportiva. O evento, que aconteceu entre os dias 4 e 6 de maio, atraiu milhares de jovens de todo o estado.
LEIA MAIS AQUI:
http://www.emilianojose.com.br/?event=Site.dspNoticiaDetalhe¬icia_id=1211
"A democratização da comunicação passa pela democratização do acesso aos meios, as muitas vozes silenciadas da sociedade brasileira precisam ter a chance de falar também. Não podemos ficar reféns de um único discurso, e para isso é preciso democratizar o acesso para as entidades populares, para os sindicatos, para as rádios comunitárias terem mais espaço para horizontalizar, democratizar a propriedade dos meios de comunicação. Ela não pode estar na mão de poucos, essa é a questão".
Para ativíssimo Emiliano José, é um equívoco imaginar que se queira censurar a comunicação no Brasil, uma vez que a regulação das comunicações é própria de países com a democracia consolidada. "Nenhum setor da sociedade está fora da lei como a nossa mídia está, na Inglaterra, nos Estados Unidos, na Argentina em todos esses países há a regulação da mídia. Por que nós não podemos fazer aqui um marco legal para as comunicações?" indagou.
Emiliano elogiou também a iniciativa do prefeito Guilherme Menezes, de Conquista, em promover um evento que abre as portas para a juventude, cria meios para que o debate se instale e para que a juventude possa falar. "É o momento da troca, do diálogo, em que a juventude diz o que pensa, nos orienta, nos sintoniza com os pensamentos dos jovens. E nós, que já não somos tão jovens assim, também passamos um pouco da juventude acumulada que temos".
O I Festival da Juventude contou com uma programação diversificada, composta por debates, palestras, encontros de movimentos sociais, apresentações culturais, shows com artistas locais e nacionais e atividade esportiva. O evento, que aconteceu entre os dias 4 e 6 de maio, atraiu milhares de jovens de todo o estado.
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Revista Veja se associa ao crime, contra fatos não há argumentos
Os fatos apontam claramente o envolvimento de jornalistas do alto escalão da revista VEJA, na figura de Policarpo Júnior – editor chefe e diretor da sucursal da revista em Brasília, com o contraventor Carlinhos Cachoeira.
Em trechos de escutas telefônicas da Polícia Federal, divulgados na internet, Cachoeira e companhia aparecem decidindo em que seção da revista deverá ser publicada informações que a quadrilha pretendia que prejudicassem seus adversários nos “negócios”.
Ainda que a maior parte dos telejornais omita o envolvimento da revista VEJA no esquema, a publicação está mal na fita, ou melhor, nas fitas das gravações da Polícia Federal que figuram no inquérito.
Roberto Civita, presidente da revista Veja, precisa se explicar na CPI do Cachoeira. Este nebuloso episódio precisa ser esclarecido e os culpados punidos.
Em trechos de escutas telefônicas da Polícia Federal, divulgados na internet, Cachoeira e companhia aparecem decidindo em que seção da revista deverá ser publicada informações que a quadrilha pretendia que prejudicassem seus adversários nos “negócios”.
Ainda que a maior parte dos telejornais omita o envolvimento da revista VEJA no esquema, a publicação está mal na fita, ou melhor, nas fitas das gravações da Polícia Federal que figuram no inquérito.
Roberto Civita, presidente da revista Veja, precisa se explicar na CPI do Cachoeira. Este nebuloso episódio precisa ser esclarecido e os culpados punidos.
7 de maio de 2012
A revista CartaCapital conta a verdade sobre a revista Veja
Maurício Dias, da coluna Rosa dos Ventos (CartaCapital) informa que o pesquisador Marcus Figueiredo, do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da UERJ, reuniu evidências sólidas para provar que os jornais Folha de S. Paulo, O Globo e o Estado de S. Paulo, e seus jornalistas, resistem em admitir a legitimidade da análise da mídia.
Agora, escondem como podem o escândalo envolvendo a revista Veja e a quadrilha do Carlinhos Cachoeira. O jornalista Merval Pereira, de O Globo, chega ao cúmulo de defender o envolvimento criminoso da revista Veja. Esta revista foi parceira de um jogo criminoso, aliou-se a um contraventor e ativo corruptor, a fim de “denunciar” escândalos.
Não é a primeira vez que a revista Veja joga as regras básicas do jornalismo no lixo. Em 2006, a revista acusou o presidente Lula de ter contas no exterior, sem provas, e ainda confessando que nunca conseguiu apurar a veracidade documento que ela dizia ter. Nas redações da grande mídia há grandes desvios éticos, mas a revista Veja passa dos limites, se junta aos criminosos.
A mesma CartaCapital (09/05), que tem na capa a manchete “Veja & Cachoeira, jornalismo a pique”, publica reportagem intitulada “Os desinformantes”. Nela, informa-se que o jornalista Policarpo Jr, diretor da Veja em Brasília, que a Polícia Federal gravou mais de 200 telefonemas do jornalista com a fina flor da bandidagem, metendo-se com chantagem, arapongagem e elevando um malfeitor ao posto de símbolo da “moralidade e dos bons costumes”.
Lembram-se da capa da revista Veja com o ex-ministro José Dirceu? Tudo mentira!.
Agora, escondem como podem o escândalo envolvendo a revista Veja e a quadrilha do Carlinhos Cachoeira. O jornalista Merval Pereira, de O Globo, chega ao cúmulo de defender o envolvimento criminoso da revista Veja. Esta revista foi parceira de um jogo criminoso, aliou-se a um contraventor e ativo corruptor, a fim de “denunciar” escândalos.
Não é a primeira vez que a revista Veja joga as regras básicas do jornalismo no lixo. Em 2006, a revista acusou o presidente Lula de ter contas no exterior, sem provas, e ainda confessando que nunca conseguiu apurar a veracidade documento que ela dizia ter. Nas redações da grande mídia há grandes desvios éticos, mas a revista Veja passa dos limites, se junta aos criminosos.
A mesma CartaCapital (09/05), que tem na capa a manchete “Veja & Cachoeira, jornalismo a pique”, publica reportagem intitulada “Os desinformantes”. Nela, informa-se que o jornalista Policarpo Jr, diretor da Veja em Brasília, que a Polícia Federal gravou mais de 200 telefonemas do jornalista com a fina flor da bandidagem, metendo-se com chantagem, arapongagem e elevando um malfeitor ao posto de símbolo da “moralidade e dos bons costumes”.
Lembram-se da capa da revista Veja com o ex-ministro José Dirceu? Tudo mentira!.
A Casa Grande protesta contra as cotas para negros
É incrível como a Casa Grande não cede à modernidade e à democracia. Casa Grande aqui são as elites brasileiras e parte da Classe Média imbecilizada pela mídia. Essa gente protesta contra uma ação afirmativa exemplar. O Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou as cotas para negros nas universidades. É uma resposta à desigualdade importa pela sociedade brasileira aos afro-descendentes, cujos antepassados viveram 400 anos na escravidão. A Casa Grande não aceitou a Lei Áurea e não se importa em ver os negros sempre em posição subalterna. Foi um passo adiante contra o racismo descarado que impera no Brasil. O suplente de deputado federal, Emiliano José (PT), escritor, professor aposentado de Comunicação da UFBA, jornalista de carreira escreve sobre isso no jornal A Tarde. E, fazendo ironia, cria até um novo (velho) partido político, o Partido da Casa Grande (PCG). Pelos votos contra as cotas, o DEM se capacita para ser o principal aliado do PCG.
LEIA NA ÍNTEGRA:
http://www.emilianojose.com.br/?event=Site.dspNoticiaDetalhe¬icia_id=1212
LEIA NA ÍNTEGRA:
http://www.emilianojose.com.br/?event=Site.dspNoticiaDetalhe¬icia_id=1212
A revista Veja, ligada à quadrilha de Carlinhos Cachoeira, pode parar no banco dos réus
O cerco está se fechando. A cortina de vidro da Revista Veja se quebrou e a verdade está vindo à tona. O Programa “Domingo Espetacular”, da Rede Record exibido domingo (6) parece ter sido a gota d’água e demonstra claramente a relação próxima entre o contraventor Carlinhos Cachoeira e o jornalista Policarpo Júnior, diretor da revista em Brasília.
A reportagem foi de Afonso Mônaco e Leandro Sant’ Anna que expuseram, de maneira inédita para o grande público, como funcionava as relações suspeitas entre a quadrilha comandada por Carlinhos Cachoeira, preso pela Polícia Federal.
As escutas telefônicas, gravadas com autorização da Justiça, revelam que Cachoeira teria passado informações que resultaram em pelo menos cinco capas da Veja, além de outras reportagens em páginas internas publicadas de acordo com interesses do bicheiro e de comparsas.
Agora o que a sociedade espera é que CPMI-Cachoeira também convoque para depor o jornalista Policarpo Júnior e Roberto Civita, presidente da Revista Veja.
Assistam ao vídeo da reportagem exibida no Programa Domingo Espetacular clicando neste link:
http://mobilizacaobr.ning.com/profiles/blogs/documentos-da-pf-mostram-que-veja-atendia-a-interesses-de-cachoei?xg_source=msg_mes_network
A reportagem foi de Afonso Mônaco e Leandro Sant’ Anna que expuseram, de maneira inédita para o grande público, como funcionava as relações suspeitas entre a quadrilha comandada por Carlinhos Cachoeira, preso pela Polícia Federal.
As escutas telefônicas, gravadas com autorização da Justiça, revelam que Cachoeira teria passado informações que resultaram em pelo menos cinco capas da Veja, além de outras reportagens em páginas internas publicadas de acordo com interesses do bicheiro e de comparsas.
Agora o que a sociedade espera é que CPMI-Cachoeira também convoque para depor o jornalista Policarpo Júnior e Roberto Civita, presidente da Revista Veja.
Assistam ao vídeo da reportagem exibida no Programa Domingo Espetacular clicando neste link:
http://mobilizacaobr.ning.com/profiles/blogs/documentos-da-pf-mostram-que-veja-atendia-a-interesses-de-cachoei?xg_source=msg_mes_network
4 de maio de 2012
“Renée France de Carvalho, uma vida de lutas, contra o nazismo e contra a ditadura brasileira
No dia 07 de maio, às 19h, no Auditório do CREA, em Belo Horizonte, a Fundação Perseu Abramo lança, em parceria com a Associação dos Amigos do Memorial da Anistia Política do Brasil, o livro “Renée France de Carvalho - UMA VIDA DE LUTAS”, que retrata a história de resistências à opressão que Renée viveu, em especial ao lado de Apolônio de Carvalho – importante figura da história nacional recente, por seu ativismo político e afronta à ditadura.
PREFÁCIO DE LULA - Com prefácio assinado por Luiz Inácio Lula da Silva, o livro detalha as mais importantes passagens de Renée, nascida na Marselha em 1925 e membro ativo da Resistência francesa ao nazismo. Ainda sem a maioridade, mas já com a bravura destemida de militante, Renée se viu colhendo dinheiro aos 11 anos pelas ruas da cidade, em assistência aos operários da greve de 1936. Tempos depois, já participava da resistência como guerrilheira, na luta contra o nazismo.
UMA HISTÓRIA DE AMOR - Sempre à frente com sua visão de mundo, Renée sentiu na pele a inquietação por perceber a separação real entre os ideais de igualdade e a dura realidade que, o tempo todo, lhe saltara à vista. Fosse à Europa da Frente Popular ou no Brasil de 1947, ano de sua chegada ao país, Renée mantive-se firme em sua análise crítica. Ela também retrata a mulher doce, apaixonada e protagonista de uma das mais belas histórias de amor vividas em meio às lutas pela revolução. Com Apolônio, Renée viveu a ditadura, a clandestinidade, o exílio e a satisfação de vivenciar, com ele, o nascimento do Partido dos Trabalhadores (PT).
MILITÂNCIA FEMININA - Leitura importante para os que se interessam pela história recente do país, o livro vai além do simples conceito de obra biográfica, e marca efetivamente a militância de toda uma geração – e, em principal, de uma geração feminina. Renée, aqui, simboliza todas as mulheres que bravamente buscaram a luz em meio à sombra opressora.
“Renée France de Carvalho - UMA VIDA DE LUTAS”, foi produzido sob a organização de Marly Vianna, René Louis de Carvalho e Ramón Peña Castro. São apoiadores deste lançamento a Comissão de Direitos Humanos da OAB-MG, Comissão da Verdade da OAB-MG, ALMG, Partido dos Trabalhadores (MG), ONG Contato e Mandato do Vereador Caixeta.
Apoio: CREA-MG, ONG Contato, Comissão de Direitos Humanos da OAB-MG, Comissão da Verdade da OAB-MG, Bancada do PT/ ALMG, Partidos dos Trabalhadores de Minas Gerais, Mandato do vereador Caixeta
PREFÁCIO DE LULA - Com prefácio assinado por Luiz Inácio Lula da Silva, o livro detalha as mais importantes passagens de Renée, nascida na Marselha em 1925 e membro ativo da Resistência francesa ao nazismo. Ainda sem a maioridade, mas já com a bravura destemida de militante, Renée se viu colhendo dinheiro aos 11 anos pelas ruas da cidade, em assistência aos operários da greve de 1936. Tempos depois, já participava da resistência como guerrilheira, na luta contra o nazismo.
UMA HISTÓRIA DE AMOR - Sempre à frente com sua visão de mundo, Renée sentiu na pele a inquietação por perceber a separação real entre os ideais de igualdade e a dura realidade que, o tempo todo, lhe saltara à vista. Fosse à Europa da Frente Popular ou no Brasil de 1947, ano de sua chegada ao país, Renée mantive-se firme em sua análise crítica. Ela também retrata a mulher doce, apaixonada e protagonista de uma das mais belas histórias de amor vividas em meio às lutas pela revolução. Com Apolônio, Renée viveu a ditadura, a clandestinidade, o exílio e a satisfação de vivenciar, com ele, o nascimento do Partido dos Trabalhadores (PT).
MILITÂNCIA FEMININA - Leitura importante para os que se interessam pela história recente do país, o livro vai além do simples conceito de obra biográfica, e marca efetivamente a militância de toda uma geração – e, em principal, de uma geração feminina. Renée, aqui, simboliza todas as mulheres que bravamente buscaram a luz em meio à sombra opressora.
“Renée France de Carvalho - UMA VIDA DE LUTAS”, foi produzido sob a organização de Marly Vianna, René Louis de Carvalho e Ramón Peña Castro. São apoiadores deste lançamento a Comissão de Direitos Humanos da OAB-MG, Comissão da Verdade da OAB-MG, ALMG, Partido dos Trabalhadores (MG), ONG Contato e Mandato do Vereador Caixeta.
Apoio: CREA-MG, ONG Contato, Comissão de Direitos Humanos da OAB-MG, Comissão da Verdade da OAB-MG, Bancada do PT/ ALMG, Partidos dos Trabalhadores de Minas Gerais, Mandato do vereador Caixeta
Memórias sujas da repressão na ditadura militar (1964-1985)
Vocês viram? O ex-delegado do DOPS, Cláudio Guerra,
confessou que o famigerado delegado Sérgio Fleury, torturador e assassino a
serviço da ditadura militar, não morreu de acidente, conforme foi noticiado na
época. Fleury foi assassinado por decisão da “comunidade de informações”, numa
operação do Centro de Informações da Marinha (CENIMAR). Os agentes doparam o
delegado psicopata, bateram uma pedra na cabeça dele e jogaram o corpo na beira
do cais em Ilhabela, forjando um acidente, na versão oficial, como se tivesse
caído de uma lancha
No livro “Memórias de
uma guerra suja”, em depoimento aos jornalistas Marcelo Netto e Rogério
Medeiros, o ex-delegado do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS) diz
que a comunidade de inteligência decidiu matar Fleury em reunião realizada em
São Paulo. "Fleury tinha se tornado um homem rico desviando dinheiro dos
empresários que pagavam para sustentar as ações clandestinas do regime militar.
Não obedecia mais a ninguém, agindo por conta própria. E exorbitava", diz
o delegado em trecho publicado pelo "IG".
Acho o título do livro um pouco impróprio. Não havia “guerra
suja”, que supõe forças militares em conflito. O que havia era uma repressão
suja, de um regime sujo, dirigido por militares sujos. 