29 de agosto de 2007
Escritor e jornalista resgata memória da POLOP
O jornalista e escritor Emiliano José está prestes a lançar novo livro.
Ele traça o perfil biográfico de Victor Meyer, baiano de Alagoinhas, que enfrentou a ditadura militar de 1964 filiado à organização revolucionária chamada Política Operária – POLOP.
O livro incorpora como anexo um texto inédito de Victor Meyer intitulado “O Labirinto”. O ex-ministro dos Direitos Humanos, Nilmário Miranda, escreveu o prefácio.
A contribuição da POLOP na luta contra a ditadura é pouco conhecida pelas novas gerações. Pertenceram à POLOP nomes hoje conhecidos como Dilma Roussef e Eder Sader. Dissidências políticas da POLOP geraram o Comando de Libertação Nacional (COLINA) em Minas Gerais e Vanguarda Popular Armada (VPR) em São Paulo, que partiram para a luta armada.
O próprio Nilmário Miranda militou por dez anos na POLOP. “Deixei a POLOP em 1974, cumprindo pena no Presídio de Linhares em Juiz de Fora. Junto com os presos políticos, resolvi apoiar os candidatos do MDB. Entrei para a POLOP pela defesa da anulação do voto em 1965 e saí dela para interromper a sequência de anulação do voto que praticamos em 1965, 1966, 1968, 1969, 1972. Na verdade, incorporava-me à luta democrática na segunda metade dos anos 70, que me levaria à defesa da democracia como valor universal”.
Atualmente, Nilmário Miranda é presidente do PT de Minas Gerais.
Da Bahia são lembrados nomes conhecidos da luta política. Orlando Miranda, Ivan e Olívia Braga, a família Falcon – Yara, Gustavo e Pery Falcon -, Carlos Tibúrcio, João Henrique Coutinho. São muitos. A POLOP teve sua origem no marxismo oriundo do socialismo alemão. A formação intelectual de Eric Sachs, fundador e principal teórico da POLOP, veio de August Talhermer, crítico do stalinismo já ao final da década de 20. Victor Meyer foi o mais longevo cultor e seguidor de Eric Sachs.
Emiliano José sintetiza documentos de Victor Meyer em que faz um balanço positivo da POLOP para a formação da esquerda e para os trabalhadores brasileiros, desde os primeiros passos até a adesão ao PT e o surgimento da CUT, quando a POLOP se extingue.
Ele traça o perfil biográfico de Victor Meyer, baiano de Alagoinhas, que enfrentou a ditadura militar de 1964 filiado à organização revolucionária chamada Política Operária – POLOP.
O livro incorpora como anexo um texto inédito de Victor Meyer intitulado “O Labirinto”. O ex-ministro dos Direitos Humanos, Nilmário Miranda, escreveu o prefácio.
A contribuição da POLOP na luta contra a ditadura é pouco conhecida pelas novas gerações. Pertenceram à POLOP nomes hoje conhecidos como Dilma Roussef e Eder Sader. Dissidências políticas da POLOP geraram o Comando de Libertação Nacional (COLINA) em Minas Gerais e Vanguarda Popular Armada (VPR) em São Paulo, que partiram para a luta armada.
O próprio Nilmário Miranda militou por dez anos na POLOP. “Deixei a POLOP em 1974, cumprindo pena no Presídio de Linhares em Juiz de Fora. Junto com os presos políticos, resolvi apoiar os candidatos do MDB. Entrei para a POLOP pela defesa da anulação do voto em 1965 e saí dela para interromper a sequência de anulação do voto que praticamos em 1965, 1966, 1968, 1969, 1972. Na verdade, incorporava-me à luta democrática na segunda metade dos anos 70, que me levaria à defesa da democracia como valor universal”.
Atualmente, Nilmário Miranda é presidente do PT de Minas Gerais.
Da Bahia são lembrados nomes conhecidos da luta política. Orlando Miranda, Ivan e Olívia Braga, a família Falcon – Yara, Gustavo e Pery Falcon -, Carlos Tibúrcio, João Henrique Coutinho. São muitos. A POLOP teve sua origem no marxismo oriundo do socialismo alemão. A formação intelectual de Eric Sachs, fundador e principal teórico da POLOP, veio de August Talhermer, crítico do stalinismo já ao final da década de 20. Victor Meyer foi o mais longevo cultor e seguidor de Eric Sachs.
Emiliano José sintetiza documentos de Victor Meyer em que faz um balanço positivo da POLOP para a formação da esquerda e para os trabalhadores brasileiros, desde os primeiros passos até a adesão ao PT e o surgimento da CUT, quando a POLOP se extingue.
Quilombolas se articulam contra a Rede Globo
A Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq) trabalha para realizar, no próximo dia 5 de outubro, um ato para questionar o papel das concessões públicas de televisão e o oligopólio privado das comunicações no país.
O alvo da manifestação é a Rede Globo de Televisão, acusada de criminalizar e deslegitimar o movimento dos quilombolas. Na data escolhida pelas entidades vencem as concessões da Rede Globo, TV Bandeirantes e TV Record.
O estopim da indignação foi uma reportagem veiculada no Jornal Nacional do dia 14 de maio deste ano, quando a emissora acusa a comunidade remanescente de São Francisco do Paraguaçu, em Cachoeira (BA), de falsificar documentos e fraudar seu processo de legalização como comunidade descendente, já aprovado pela Fundação Cultural Palmares, ligada ao Ministério da Cultura.
Em nota, na época, a Conaq acusava a Rede Globo de manipular os fatos em benefício dos fazendeiros locais, matéria forjada.
A idéia é que nesse dia haja um boicote à programação da Globo e que se realizem atividades nos quilombos sobre análise de mídia.
Outras organizações que defendem a democratização da comunicação planejam manifestações para o mesmo dia para reivindicar transparência na outorga e renovação das concessões de rádio e televisão.
A manifestação do dia 5 de outubro é mais uma oportunidade para demonstrar a insatisfação dos movimentos sociais com a mídia conservadora e suas investidas contra os setores populares. O MST e o movimento negro podem se agregar ao ato.
O alvo da manifestação é a Rede Globo de Televisão, acusada de criminalizar e deslegitimar o movimento dos quilombolas. Na data escolhida pelas entidades vencem as concessões da Rede Globo, TV Bandeirantes e TV Record.
O estopim da indignação foi uma reportagem veiculada no Jornal Nacional do dia 14 de maio deste ano, quando a emissora acusa a comunidade remanescente de São Francisco do Paraguaçu, em Cachoeira (BA), de falsificar documentos e fraudar seu processo de legalização como comunidade descendente, já aprovado pela Fundação Cultural Palmares, ligada ao Ministério da Cultura.
Em nota, na época, a Conaq acusava a Rede Globo de manipular os fatos em benefício dos fazendeiros locais, matéria forjada.
A idéia é que nesse dia haja um boicote à programação da Globo e que se realizem atividades nos quilombos sobre análise de mídia.
Outras organizações que defendem a democratização da comunicação planejam manifestações para o mesmo dia para reivindicar transparência na outorga e renovação das concessões de rádio e televisão.
A manifestação do dia 5 de outubro é mais uma oportunidade para demonstrar a insatisfação dos movimentos sociais com a mídia conservadora e suas investidas contra os setores populares. O MST e o movimento negro podem se agregar ao ato.
PT é a afirmação política das classes populares
O PT na Câmara reuniu-se (23/08) com a filósofa Marilena Chauí. O objetivo foi discutir a conjuntura política e os desafios atuais do PT. Marilena Chauí é professora de Filosofia Política e História da Filosofia Moderna da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP).
No encontro ela abordou o poder da mídia e a democracia, o neoliberalismo, os desafios atuais do PT e o papel dos movimentos sociais.
Ela lembrou da própria história da formação do PT, que rompeu com a tradição vanguardista de esquerda, em que grupos se colocavam como varguardas de classe. Era uma prática adotada não só no Brasil.
“O PT, ao contrário, nasce como esquerda a partir de movimentos sindicais, populares, sociais, grupos e tendências de esquerda”, configurando um novo sujeito político e coletivo. O PT é a afirmação da presença política direta das classes populares”.
Os principais pontos da palestra de Marilena Chauí estão em
www.informes.org.br/pagina-interna.asp
No encontro ela abordou o poder da mídia e a democracia, o neoliberalismo, os desafios atuais do PT e o papel dos movimentos sociais.
Ela lembrou da própria história da formação do PT, que rompeu com a tradição vanguardista de esquerda, em que grupos se colocavam como varguardas de classe. Era uma prática adotada não só no Brasil.
“O PT, ao contrário, nasce como esquerda a partir de movimentos sindicais, populares, sociais, grupos e tendências de esquerda”, configurando um novo sujeito político e coletivo. O PT é a afirmação da presença política direta das classes populares”.
Os principais pontos da palestra de Marilena Chauí estão em
www.informes.org.br/pagina-interna.asp
Liberdade de opinião apenas para uns é o critério da revista Veja
A revista Veja vende gato por lebre. Se diz defensora da liberdade de opinião, mas, somente para uns, para outros não.
Cedeu suas amarelas para entrevistar João Dória Jr, o empresário riquinho organizador do fracassado movimento “Cansei”, que defende o direito das elites protestarem contra tudo e todos, principalmente contra o Governo Lula, claro, mas nega ao craque argentino Diego Maradona o direito de emitir opinião a favor de Chávez, o presidente da Venezuela, sem levar paulada.
A revista Veja em sua coluna não assinada Veja Essa, depois de reproduzir uma frase de Maradona simpática a Chávez identifica o craque como “Diego Maradona, o jogador que gosta de enfiar seu nariz onde não deve”, numa clara alusão à dependência química à cocaína.
Aos que pensam como a revista Veja ela não embute o detalhe. Aécio tem o mesmo problema, mas como pensa igual à Veja e rega seus cofres com publicidade não tem o mesmo tratamento.
Cedeu suas amarelas para entrevistar João Dória Jr, o empresário riquinho organizador do fracassado movimento “Cansei”, que defende o direito das elites protestarem contra tudo e todos, principalmente contra o Governo Lula, claro, mas nega ao craque argentino Diego Maradona o direito de emitir opinião a favor de Chávez, o presidente da Venezuela, sem levar paulada.
A revista Veja em sua coluna não assinada Veja Essa, depois de reproduzir uma frase de Maradona simpática a Chávez identifica o craque como “Diego Maradona, o jogador que gosta de enfiar seu nariz onde não deve”, numa clara alusão à dependência química à cocaína.
Aos que pensam como a revista Veja ela não embute o detalhe. Aécio tem o mesmo problema, mas como pensa igual à Veja e rega seus cofres com publicidade não tem o mesmo tratamento.
28 de agosto de 2007
Direito à memória e à verdade
A Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH) lança nesta quarta-feira (29), às 15h, no Palácio do Planalto, o livro “Direito à memória e à Verdade – Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos”.
A solenidade terá a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, de familiares de mortos e desaparecidos, representantes de entidades de direitos humanos, intelectuais e autoridades governamentais.
Até de onde menos se espera o método tradicional de fazer política renasce. Na verdade, o organizador da obra, Paulo Vannuchi, atual titular da SEDH, lança uma espécie de terceiro volume da mesma obra. Infelizmente, seus press-releases não fazem menção aos dois primeiro capítulos.
O PRIMEIRO capítulo da história dos mortos e desaparecidos políticos foi escrito por D. Evaristo Arns e o pastor Jaime Wright, entre outros, com o dossiê TORTURA NUNCA MAIS.
O SEGUNDO capítulo da história dos mortos e desaparecidos foi escrito pelo ex-ministro da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, Nilmário Miranda em parceria com o jornalista Carlos Tibúrcio, com a obra Dos Filhos deste Solo, contendo caso a caso o esforço do Governo Lula para esclarecer essa chaga.
Em todas as reportagens, e nem no press-release oficial, há qualquer menção aos que antecederam Paulo Vanuchi. Que coisa mais antiga!
DIREITOS HUMANOS
“O livro contribui para a consolidação do respeito aos Direitos Humanos no Brasil. O lançamento marca os 28 anos da publicação da Lei de Anistia, sinalizando a busca de concórdia, sentimento de reconciliação e os objetivos humanitários que movem os 11 anos de trabalho da Comissão Especial”, ressalta o ministro da SEDH, Paulo Vannuchi - organizador da publicação.
Embora sonegue informações elementares sobre seus antecessores, a publicação é resultado de 11 anos de trabalho da Comissão Especial e recupera a história de mais de 400 militantes políticos, que foram vítimas da ditadura militar no Brasil durante o período de 1961/1988.
“Esse é um trabalho histórico, onde o Estado reconhece os direitos dos familiares dos brasileiros mortos e desaparecidos no regime militar. O livro significa o resgate da memória, da verdade e, portanto, da justiça, sem revanchismo. Foi um trabalho de Estado e não de governo”, ressalta o presidente da Comissão, Marco Antônio Rodrigues Barbosa.
“Nenhum espírito de revanchismo ou nostalgia do passado será capaz de seduzir o espírito nacional, assim como o silêncio e a omissão funcionarão, na prática, como barreira para a superação de um passado que ninguém quer de volta”, complementa Vannuchi.
A solenidade terá a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, de familiares de mortos e desaparecidos, representantes de entidades de direitos humanos, intelectuais e autoridades governamentais.
Até de onde menos se espera o método tradicional de fazer política renasce. Na verdade, o organizador da obra, Paulo Vannuchi, atual titular da SEDH, lança uma espécie de terceiro volume da mesma obra. Infelizmente, seus press-releases não fazem menção aos dois primeiro capítulos.
O PRIMEIRO capítulo da história dos mortos e desaparecidos políticos foi escrito por D. Evaristo Arns e o pastor Jaime Wright, entre outros, com o dossiê TORTURA NUNCA MAIS.
O SEGUNDO capítulo da história dos mortos e desaparecidos foi escrito pelo ex-ministro da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, Nilmário Miranda em parceria com o jornalista Carlos Tibúrcio, com a obra Dos Filhos deste Solo, contendo caso a caso o esforço do Governo Lula para esclarecer essa chaga.
Em todas as reportagens, e nem no press-release oficial, há qualquer menção aos que antecederam Paulo Vanuchi. Que coisa mais antiga!
DIREITOS HUMANOS
“O livro contribui para a consolidação do respeito aos Direitos Humanos no Brasil. O lançamento marca os 28 anos da publicação da Lei de Anistia, sinalizando a busca de concórdia, sentimento de reconciliação e os objetivos humanitários que movem os 11 anos de trabalho da Comissão Especial”, ressalta o ministro da SEDH, Paulo Vannuchi - organizador da publicação.
Embora sonegue informações elementares sobre seus antecessores, a publicação é resultado de 11 anos de trabalho da Comissão Especial e recupera a história de mais de 400 militantes políticos, que foram vítimas da ditadura militar no Brasil durante o período de 1961/1988.
“Esse é um trabalho histórico, onde o Estado reconhece os direitos dos familiares dos brasileiros mortos e desaparecidos no regime militar. O livro significa o resgate da memória, da verdade e, portanto, da justiça, sem revanchismo. Foi um trabalho de Estado e não de governo”, ressalta o presidente da Comissão, Marco Antônio Rodrigues Barbosa.
“Nenhum espírito de revanchismo ou nostalgia do passado será capaz de seduzir o espírito nacional, assim como o silêncio e a omissão funcionarão, na prática, como barreira para a superação de um passado que ninguém quer de volta”, complementa Vannuchi.
Theóphilo Ottoni e as sociedades secretas
Theophilo Benedicto Ottoni, o senador eleito seis vezes no Império e preterido cinco vezes pelo poder de veto do Imperador, por suas idéias federativas, republicanas e abolicionistas, vivenciou o universo das sociedades secretas, forma comum de participação e ação política no Brasil do século 19. A forma de organização de uma delas lembra o Grupo dos Onze, de Leonel Brizola.
Em novembro o Brasil vai homenagear a memória de Theóphilo Benedicto Ottoni ao se completarem 200 anos de seu nascimento. Políticos, estudiosos e governantes se movimentam para resgatar a memória de um senador coerente, nestes tempos de desmoralização do Senado com violações de painéis e outras traquitanas.
A primeira sociedade secreta que participou foi o “Clube dos Amigos Unidos”, da qual foi secretário por volta de 1828. Nela conheceu as idéias federalistas dos americanos Jefferson, Washington e Franklin.
Os anos de 1830 e 1831 foram de grande agitação no Rio de Janeiro e na Bahia, com intenso funcionamento das sociedades secretas.
Em 1831, Ottoni participa da “Sociedade da Maioridade” que conspirou em plena Regência pela maioridade antes do tempo para Dom Pedro II. Ottoni participa do gabinete que fica conhecido como Ministério da Maioridade
Por volta de 1842, Theóphilo Benedicto Ottoni participou da “Sociedade dos Patriarcas Invisíveis”, criada no Rio de Janeiro, mas, com ramificações em todas as províncias.
A Sociedade dos Patriarcas Invisíveis constituía-se de núcleos de dez pessoas que juravam segredo sobre as atividades e apenas uma delas servia de ligação com a direção central. A sociedade articulava protestos contra o Império. Integrado a essa sociedade, Ottoni participa da revolta liberal de 1842, e entra em choque com as tropas do odioso Caxias.
A partir de 1842 radicaliza suas posições liberais, se afasta dos moderados e integra a “Liga Progressista”, cuja ação política derruba o gabinete presidido pelo Duque de Caxias. Em 1867, a Liga Progressista se agita internamente e dela sai o germe do Centro Liberal fundado em 1869.
Em novembro o Brasil vai homenagear a memória de Theóphilo Benedicto Ottoni ao se completarem 200 anos de seu nascimento. Políticos, estudiosos e governantes se movimentam para resgatar a memória de um senador coerente, nestes tempos de desmoralização do Senado com violações de painéis e outras traquitanas.
A primeira sociedade secreta que participou foi o “Clube dos Amigos Unidos”, da qual foi secretário por volta de 1828. Nela conheceu as idéias federalistas dos americanos Jefferson, Washington e Franklin.
Os anos de 1830 e 1831 foram de grande agitação no Rio de Janeiro e na Bahia, com intenso funcionamento das sociedades secretas.
Em 1831, Ottoni participa da “Sociedade da Maioridade” que conspirou em plena Regência pela maioridade antes do tempo para Dom Pedro II. Ottoni participa do gabinete que fica conhecido como Ministério da Maioridade
Por volta de 1842, Theóphilo Benedicto Ottoni participou da “Sociedade dos Patriarcas Invisíveis”, criada no Rio de Janeiro, mas, com ramificações em todas as províncias.
A Sociedade dos Patriarcas Invisíveis constituía-se de núcleos de dez pessoas que juravam segredo sobre as atividades e apenas uma delas servia de ligação com a direção central. A sociedade articulava protestos contra o Império. Integrado a essa sociedade, Ottoni participa da revolta liberal de 1842, e entra em choque com as tropas do odioso Caxias.
A partir de 1842 radicaliza suas posições liberais, se afasta dos moderados e integra a “Liga Progressista”, cuja ação política derruba o gabinete presidido pelo Duque de Caxias. Em 1867, a Liga Progressista se agita internamente e dela sai o germe do Centro Liberal fundado em 1869.
Ou bolsa família ou morte
O Bolsa Família chega à população pobre.
O programa Bolsa Família – o maior do mundo no gênero – atinge 45,8 milhões de pessoas com a transferência de benefícios, que hoje variam de R$ 18,00 a R$ 112,00. O Governo Lula gasta 819,7 milhões/mês com o programa visando a erradicar a fome, a extrema pobreza e reduzir a desigualdade.
A turma do “Cansei”, a elite rica e branca, costuma criticar o Bolsa Família. Eles acham um desperdício gastar com os pobres tanto dinheiro. Costumam disfarçar o combate alegando falta de “porta de saída” e desvios de verbas.
A imprensa tem papel fundamental ao denunciar desvios de recursos. Geralmente, (os desvios) são patrocinados por prefeitos e vereadores corruptos que alistam parentes e protegidos portadores de renda. Não é defeito do programa, é defeito na representação política. Quanto à “porta de saída” enquanto ela não vem o Governo Lula vai continuar a transferir renda. Fome nunca mais.
O Bolsa Família já não é mais um programa de governo. É um programa de Estado. Veio para ficar.
De cada cem famílias beneficiárias do Bolsa Família, 36 têm acesso à rede pública de esgoto e 66 são atendidas pela coleta de lixo. A energia elétrica chega a 76% das residências incluídas no programa de transferência condicionada de renda.
As características sócio-econômicas da população de baixa renda estão no “Perfil das Famílias Beneficiárias do Programa Bolsa Família”, divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (21/08/2007).
A comparação das informações do Cadastro Único para Programas Sociais – base de dados usada pelo Bolsa Família – com as das famílias mais pobres do Brasil, identificadas pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), demonstra o acerto da transferência de renda para quem atende ao critério do programa (R$ 120,00 per capita/mês).
As condições de vida das famílias são apresentadas por estado e por região.
A Bahia é estado campeão em beneficiários. É o resultado de 40 anos de carlismo. Da hegemonia do “meu pirão primeiro”. Minas Gerais vem em segundo lugar.
O estudo mostra que o Bolsa Família tem boa focalização na população de baixa renda.
E prova que o Bolsa Família está chegando às famílias mais pobres do país, em contraste com nossa tradição. Historicamente, os recursos se perdiam no caminho da burocracia e do assalto das elites governantes.
O perfil mostra também que falta integrar o Bolsa Família a outras políticas públicas. Os governantes têm que melhorar o acesso da população pobre ao saneamento básico, à habitação e escolaridade. De 2005 para cá houve melhora, mas não o suficiente.
O ideal seria um terceiro mandato para o presidente Lula. Se isso não for possível o Brasil tem que garantir a continuidade do programa.
Ou Bolsa Família ou morte.
O programa Bolsa Família – o maior do mundo no gênero – atinge 45,8 milhões de pessoas com a transferência de benefícios, que hoje variam de R$ 18,00 a R$ 112,00. O Governo Lula gasta 819,7 milhões/mês com o programa visando a erradicar a fome, a extrema pobreza e reduzir a desigualdade.
A turma do “Cansei”, a elite rica e branca, costuma criticar o Bolsa Família. Eles acham um desperdício gastar com os pobres tanto dinheiro. Costumam disfarçar o combate alegando falta de “porta de saída” e desvios de verbas.
A imprensa tem papel fundamental ao denunciar desvios de recursos. Geralmente, (os desvios) são patrocinados por prefeitos e vereadores corruptos que alistam parentes e protegidos portadores de renda. Não é defeito do programa, é defeito na representação política. Quanto à “porta de saída” enquanto ela não vem o Governo Lula vai continuar a transferir renda. Fome nunca mais.
O Bolsa Família já não é mais um programa de governo. É um programa de Estado. Veio para ficar.
De cada cem famílias beneficiárias do Bolsa Família, 36 têm acesso à rede pública de esgoto e 66 são atendidas pela coleta de lixo. A energia elétrica chega a 76% das residências incluídas no programa de transferência condicionada de renda.
As características sócio-econômicas da população de baixa renda estão no “Perfil das Famílias Beneficiárias do Programa Bolsa Família”, divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (21/08/2007).
A comparação das informações do Cadastro Único para Programas Sociais – base de dados usada pelo Bolsa Família – com as das famílias mais pobres do Brasil, identificadas pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), demonstra o acerto da transferência de renda para quem atende ao critério do programa (R$ 120,00 per capita/mês).
As condições de vida das famílias são apresentadas por estado e por região.
A Bahia é estado campeão em beneficiários. É o resultado de 40 anos de carlismo. Da hegemonia do “meu pirão primeiro”. Minas Gerais vem em segundo lugar.
O estudo mostra que o Bolsa Família tem boa focalização na população de baixa renda.
E prova que o Bolsa Família está chegando às famílias mais pobres do país, em contraste com nossa tradição. Historicamente, os recursos se perdiam no caminho da burocracia e do assalto das elites governantes.
O perfil mostra também que falta integrar o Bolsa Família a outras políticas públicas. Os governantes têm que melhorar o acesso da população pobre ao saneamento básico, à habitação e escolaridade. De 2005 para cá houve melhora, mas não o suficiente.
O ideal seria um terceiro mandato para o presidente Lula. Se isso não for possível o Brasil tem que garantir a continuidade do programa.
Ou Bolsa Família ou morte.
27 de agosto de 2007
A "Cabeça do brasileiro" e a lógica torta da revista Veja
“A Cabeça do brasileiro” é um livro da autoria de Alberto Carlos Almeida. A revista Veja divulga a obra extasiada. É que em síntese o cara defende que “a classe dominante é vítima da classe dominada”. Ou seja, que a “elite nacional é o farol da modernidade” enquanto o povo é o lado mau do País.
Quem chama a atenção é Mino Carta, em editorial da revista CartaCapital (29/08/07).
A pesquisa de Almeida propõe perguntas relacionadas com a ética dos comportamentos humanos. Por exemplo: “Se alguém é eleito para um cargo público, deve usá-lo em benefício próprio?” Ou ainda: “Programas de TV que fazem críticas ao governo devem ser proibidos?”.
Qual é o resultado?
Os analfabetos são muito mais lenientes eticamente do que quem fez curso básico e médio. No topo, os cidadãos exemplares, aqueles de nível superior. Para Mino Carta a acuidade da pesquisa é no mínimo discutível.
Resta verificar até que ponto os analfabetos entenderam as perguntas e os letrados se esmeraram na hipocrisia.
A conclusão de Almeida põe a lógica de ponta-cabeça. O cidadão branco é mais inteligente, honesto e educado do que o negro e o pardo. O negro é mais malandro, o pardo o menos preguiçoso, mas tem acentuada tendência para o crime.
Só faltou a revista Veja concluir babando: Hitler tinha razão.
Quem chama a atenção é Mino Carta, em editorial da revista CartaCapital (29/08/07).
A pesquisa de Almeida propõe perguntas relacionadas com a ética dos comportamentos humanos. Por exemplo: “Se alguém é eleito para um cargo público, deve usá-lo em benefício próprio?” Ou ainda: “Programas de TV que fazem críticas ao governo devem ser proibidos?”.
Qual é o resultado?
Os analfabetos são muito mais lenientes eticamente do que quem fez curso básico e médio. No topo, os cidadãos exemplares, aqueles de nível superior. Para Mino Carta a acuidade da pesquisa é no mínimo discutível.
Resta verificar até que ponto os analfabetos entenderam as perguntas e os letrados se esmeraram na hipocrisia.
A conclusão de Almeida põe a lógica de ponta-cabeça. O cidadão branco é mais inteligente, honesto e educado do que o negro e o pardo. O negro é mais malandro, o pardo o menos preguiçoso, mas tem acentuada tendência para o crime.
Só faltou a revista Veja concluir babando: Hitler tinha razão.
O HINO DO "CANSEI" FAZ SUCESSO NA INTERNET
O Hino do “Cansei” está no You Tube. Já obteve mais de 200 mil acessos. Da autoria de Max Gonzaga e Banda Marginal, a música retrata o “drama” da classe média, o esperneio da elite branca e rica. A revista CartaCapital de 29 de agosto publicou a letra. Aí vai:
CLASSE MÉDIA
Sou classe média.
Papagaio de todo telejornal
Eu acredito
Na imparcialidade da revista semanal
Sou classe média,
Compro roupa e gasolina no cartão,
Odeio “coletivos” e
Vou de carro que comprei a prestação
Só pago impostos,
Estou sempre no limite de meu cheque
Especial
Eu viajo pouco, no máximo um
Pacote CVC tri-anual
Mas eu “tô nem aí”
Se o traficante é quem manda na favela
Eu “tô nem aqui”
Se morre gente ou tem enchente em Itaquera
Eu quero é que se exploda a periferia toda
Mas fico indignado com o Estado
Quando sou incomodado
Pelo pedinte esfomeado
Que me estende a mão
O pára-brisa ensaboado
É camelô. Biju com bala
E as peripécias do artista
Malabarista do farol
Mas se o assalto é em Moema
O assassinato é nos Jardins
E a filha do executivo
É estuprada até o fim
Aí a mídia se manifesta
A sua opinião regressa
De implantar a pena de morte
Ou reduzir a idade penal
E eu que sou bem informado
Concordo e faço passeata
Enquanto aumento a audiência
E a tiragem do jornal
Porque eu não “tô nem aí”
Se o traficante é quem manda na favela
Eu não “tô nem aqui”
Se morre gente ou tem enchente em
Itaquera
Eu quero é que se exploda a periferia toda
Toda tragédia só me importa
Quando bate em minha porta
Porque é mais fácil condenar
Quem já cumpre pena de vida
CLASSE MÉDIA
Sou classe média.
Papagaio de todo telejornal
Eu acredito
Na imparcialidade da revista semanal
Sou classe média,
Compro roupa e gasolina no cartão,
Odeio “coletivos” e
Vou de carro que comprei a prestação
Só pago impostos,
Estou sempre no limite de meu cheque
Especial
Eu viajo pouco, no máximo um
Pacote CVC tri-anual
Mas eu “tô nem aí”
Se o traficante é quem manda na favela
Eu “tô nem aqui”
Se morre gente ou tem enchente em Itaquera
Eu quero é que se exploda a periferia toda
Mas fico indignado com o Estado
Quando sou incomodado
Pelo pedinte esfomeado
Que me estende a mão
O pára-brisa ensaboado
É camelô. Biju com bala
E as peripécias do artista
Malabarista do farol
Mas se o assalto é em Moema
O assassinato é nos Jardins
E a filha do executivo
É estuprada até o fim
Aí a mídia se manifesta
A sua opinião regressa
De implantar a pena de morte
Ou reduzir a idade penal
E eu que sou bem informado
Concordo e faço passeata
Enquanto aumento a audiência
E a tiragem do jornal
Porque eu não “tô nem aí”
Se o traficante é quem manda na favela
Eu não “tô nem aqui”
Se morre gente ou tem enchente em
Itaquera
Eu quero é que se exploda a periferia toda
Toda tragédia só me importa
Quando bate em minha porta
Porque é mais fácil condenar
Quem já cumpre pena de vida
UM SENADOR QUE HONROU O BRASIL
O ex-ministro dos Direitos Humanos, Nilmário Miranda, prepara livro sobre Theóphilo Benedicto Ottoni, o senador que honrou o Brasil, ao contrário dos 300 picaretas que afundam o Congresso Nacional.
Nilmário Miranda, atualmente presidente do PT de Minas Gerais, está finalizando seu livro sobre a vida de Teófilo Benedito Otoni - assim grafado na nova ortografia. O objetivo é resgatar a importância do político liberal na história de Minas Gerais e do Brasil, sua luta contra o Império, pela República e pela democracia.
Os livros oficiais nunca reconheceram a verdadeira importância de Teófilo Benedito Otoni.
Até hoje o Brasil ainda não realizou projetos já vislumbrados no século XIX pelo político liberal republicano, como, por exemplo, a integração dos vales dos rios Mucuri e Jequitinhonha com o resto do país, através de um sistema intermodal – rodovias, ferrovias, navegação fluvial e marítima.
JORNAL DESAPARECIDO
Como parte de sua pesquisa, Nilmário Miranda procura um exemplar do jornal Sentinella do Serro, publicado por Teófilo Benedito Otoni na cidade do Serro (MG) de 1830 a 1832.
PROGRAMAÇÃO
A programação das comemorações do bicentenário de nascimento de Teófilo Benedito Otoni está bem adiantada. Atividades comemorativas estão programadas em várias cidades de Minas Gerais: Teófilo Otoni (fundada por ele), Serro (onde nasceu), Ouro Preto, Diamantina e Belo Horizonte.
Há comemorações programadas pelo Governo Federal, Governo de Minas, Senado Federal e Assembléia Legislativa de Minas Gerais. Será lançado pelos Correios um selo comemorativo e atividades serão desenvolvidas na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e na Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), essa última criada no atual Governo Lula.
NA INTERNET
Um Boletim do Bicentenário de nascimento de Teófilo Benedito Otoni está circulando com periodicidade, produzido pelo Instituto Solidarium.
A assessora de comunicação é Camila Coutinho e o email bicentenário@gmail.com mas pode-se falar com ela pelo fone (31) 9313 7134.
Nilmário Miranda, atualmente presidente do PT de Minas Gerais, está finalizando seu livro sobre a vida de Teófilo Benedito Otoni - assim grafado na nova ortografia. O objetivo é resgatar a importância do político liberal na história de Minas Gerais e do Brasil, sua luta contra o Império, pela República e pela democracia.
Os livros oficiais nunca reconheceram a verdadeira importância de Teófilo Benedito Otoni.
Até hoje o Brasil ainda não realizou projetos já vislumbrados no século XIX pelo político liberal republicano, como, por exemplo, a integração dos vales dos rios Mucuri e Jequitinhonha com o resto do país, através de um sistema intermodal – rodovias, ferrovias, navegação fluvial e marítima.
JORNAL DESAPARECIDO
Como parte de sua pesquisa, Nilmário Miranda procura um exemplar do jornal Sentinella do Serro, publicado por Teófilo Benedito Otoni na cidade do Serro (MG) de 1830 a 1832.
PROGRAMAÇÃO
A programação das comemorações do bicentenário de nascimento de Teófilo Benedito Otoni está bem adiantada. Atividades comemorativas estão programadas em várias cidades de Minas Gerais: Teófilo Otoni (fundada por ele), Serro (onde nasceu), Ouro Preto, Diamantina e Belo Horizonte.
Há comemorações programadas pelo Governo Federal, Governo de Minas, Senado Federal e Assembléia Legislativa de Minas Gerais. Será lançado pelos Correios um selo comemorativo e atividades serão desenvolvidas na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e na Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), essa última criada no atual Governo Lula.
NA INTERNET
Um Boletim do Bicentenário de nascimento de Teófilo Benedito Otoni está circulando com periodicidade, produzido pelo Instituto Solidarium.
A assessora de comunicação é Camila Coutinho e o email bicentenário@gmail.com mas pode-se falar com ela pelo fone (31) 9313 7134.
26 de agosto de 2007
CartaCapital aposta no relacionamento com blogs
A revista Carta Capital tomou direção diametralmente oposta à do jornal O Estado de S. Paulo, que faz campanha contra a liberdade de opinião existente no universo dos blogs.
LEIA "CartaCapital fecha acordo com blogs"
Relacionamento inédito entre mídia impressa e sites independentes visa a fortalecer a comunicação livre no País
A revista CartaCapital fechou um acordo inédito entre mídia impressa e blogs independentes. Para cada assinatura da publicação vendida por meio dos sites associados à comunidade sec.un.dum (http://secundum.com.br/forum/) serão destinadas comissões que vão de 35 reais a 100 reais, dentre as maiores pagas pelo mercado de afiliados no Brasil.
Por trás da iniciativa, além da ampliação de sua base de assinantes, está a estratégia de CartaCapital de apostar na mídia independente como alternativa às tradicionais.
Destaque-se que a revista é a única dentre as mais influentes do País a ter como blogueiro, com publicação diária de posts, seu diretor de Redação, Mino Carta (http://www.blogdomino.blig.ig.com.br).
A parceria com uma comunidade, e não com blogs em separado, tende, na visão da revista, a fortalecer a produção de informação na internet e, conseqüentemente, no País.
CartaCapital pretende assim contribuir com a construção da cidadania e da verdadeira liberdade de expressão no Brasil.
(Fonte: CartaCapital)
LEIA "CartaCapital fecha acordo com blogs"
Relacionamento inédito entre mídia impressa e sites independentes visa a fortalecer a comunicação livre no País
A revista CartaCapital fechou um acordo inédito entre mídia impressa e blogs independentes. Para cada assinatura da publicação vendida por meio dos sites associados à comunidade sec.un.dum (http://secundum.com.br/forum/) serão destinadas comissões que vão de 35 reais a 100 reais, dentre as maiores pagas pelo mercado de afiliados no Brasil.
Por trás da iniciativa, além da ampliação de sua base de assinantes, está a estratégia de CartaCapital de apostar na mídia independente como alternativa às tradicionais.
Destaque-se que a revista é a única dentre as mais influentes do País a ter como blogueiro, com publicação diária de posts, seu diretor de Redação, Mino Carta (http://www.blogdomino.blig.ig.com.br).
A parceria com uma comunidade, e não com blogs em separado, tende, na visão da revista, a fortalecer a produção de informação na internet e, conseqüentemente, no País.
CartaCapital pretende assim contribuir com a construção da cidadania e da verdadeira liberdade de expressão no Brasil.
(Fonte: CartaCapital)
Comitiva do PT de Brumado visita comunidades rurais
No dia 18 de agosto (sábado) uma comitiva de nove militantes do PT de Brumado percorreu a zona rural do município baiano.
A reportagem completa com foto está no excelente site http://www.ptbrumado.org.br/
Depois, a imprensa de direita fica se perguntando por que o PT não desaparece com todos os ataques, mentiras, calúnias e difamações que sofre.
A resposta está aí. O PT representa os interesses dos trabalhadores, representa o povo na política. Em pleno sábado, as elites vão para a praia, para o sítio ou fazenda, os militantes do PT vão visitar a zona rural.
A comitiva do PT visitou a Barragem de Cristalândia e verificou a situação das obras paralisadas há sete meses. A barragem vai garantir abastecimento d´água para o município de Brumado; depois passou pela Fazenda Rocinha, na localidade de Pé do Morro, e conversou com moradores que terão as terras inundadas.
O pessoal ouviu as queixas dos moradores da Fazenda Lagoinha. Ali, as famílias precisam andar 4 km até o rio para buscar água.
A comitiva passou pelos povoados de Várzea da Pedra, Beira Rio, Várzea da Areia, Roça de Baixo e Tamboril. Em todos estes locais a questão central é água.
A visita foi encerrada nas imediações do Riacho do Topa, que marca a divisa do município de Brumado com o município de Rio de Contas. O pessoal almoçou na casa do companheiro Albertino (Beto), anfitrião da comitiva na região, conforme o relato do blog do PT de Brumado.
O PT tem 800 mil filiados, em 5 mil diretórios municipais em todo o Brasil. Você já pensou se todos eles fizerem como o PT de Brumado?
A reportagem completa com foto está no excelente site http://www.ptbrumado.org.br/
Depois, a imprensa de direita fica se perguntando por que o PT não desaparece com todos os ataques, mentiras, calúnias e difamações que sofre.
A resposta está aí. O PT representa os interesses dos trabalhadores, representa o povo na política. Em pleno sábado, as elites vão para a praia, para o sítio ou fazenda, os militantes do PT vão visitar a zona rural.
A comitiva do PT visitou a Barragem de Cristalândia e verificou a situação das obras paralisadas há sete meses. A barragem vai garantir abastecimento d´água para o município de Brumado; depois passou pela Fazenda Rocinha, na localidade de Pé do Morro, e conversou com moradores que terão as terras inundadas.
O pessoal ouviu as queixas dos moradores da Fazenda Lagoinha. Ali, as famílias precisam andar 4 km até o rio para buscar água.
A comitiva passou pelos povoados de Várzea da Pedra, Beira Rio, Várzea da Areia, Roça de Baixo e Tamboril. Em todos estes locais a questão central é água.
A visita foi encerrada nas imediações do Riacho do Topa, que marca a divisa do município de Brumado com o município de Rio de Contas. O pessoal almoçou na casa do companheiro Albertino (Beto), anfitrião da comitiva na região, conforme o relato do blog do PT de Brumado.
O PT tem 800 mil filiados, em 5 mil diretórios municipais em todo o Brasil. Você já pensou se todos eles fizerem como o PT de Brumado?
25 de agosto de 2007
15 deputados baianos assinaram pela CPI para investigar Editora Abril
A chantagem que a revista Veja faz contra os parlamentares não está fazendo efeito.
No total, 182 deputados assinaram o requerimento para criação de uma CPI para investigar a suspeita de falcatrua entre a Editora Abril e o grupo espanhol Telefônica.
Parabéns aos que não cederam à chantagem da revista Veja
As assinaturas foram colhidas em tempo recorde. Normalmente o processo é lento, arrastado, cheio de idas e vindas. A revista Veja desta semana fez um editorial completamente desesperado.
O mais interessante é que não é um ataque das esquerdas. Há 3 assinaturas do DEM, 2 do PSDB e de muitos partidos pequenos. Até do PPS, imaginem.
É claro que o PT encabeçou a lista com 60 assinaturas, seguido do PMDB com 29, o PR com 20, o PP com 14, o PCdoB com 13, o PTB com 12, o PSB com 9, sete do PV, 3 do PDT, 3 do DEM, 3 do Psol, 2 do PSC, 2 do PPS e 1do PMN.
A bancada federal da Bahia brilhou. Ao todo, 15 parlamentares assinaram. Do PT compareceram apenas Zezéu Ribeiro, Joseph Bandeira e Luiz Bassuma.
Do PCdoB Alice Portugal e Daniel Almeida. Aliás, toda a bancada nacional do PCdoB assinou;
Do PV Edson Duarte e Edigar Mão Branca
Da Bahia também assinaram Tonha Magalhães (PR), Roberto Britto ((PP), Mário Negromonte (PP), Marcelo Guimarães Filho (PMDB), Jusmari Oliveira (PR), João Carlos Bacelar (PR), e Jorge Khouri (DEM), Colbert Martins (PMDB).
A revista Veja afirmou que os parlamentares que assinaram são mal-intencionados, ingênuos e enganados.
Difícil acreditar na avaliação da revista Veja com tanta diversidade partidária.
Estão de parabéns os parlamentares da Bahia que assinaram o requerimento de CPI para investigar os estranhos negócios da Editora Abril e a Telefônica.
Estou sentindo falta de cabeças coroadas de parlamentares da esquerda da Bahia.
No total, 182 deputados assinaram o requerimento para criação de uma CPI para investigar a suspeita de falcatrua entre a Editora Abril e o grupo espanhol Telefônica.
Parabéns aos que não cederam à chantagem da revista Veja
As assinaturas foram colhidas em tempo recorde. Normalmente o processo é lento, arrastado, cheio de idas e vindas. A revista Veja desta semana fez um editorial completamente desesperado.
O mais interessante é que não é um ataque das esquerdas. Há 3 assinaturas do DEM, 2 do PSDB e de muitos partidos pequenos. Até do PPS, imaginem.
É claro que o PT encabeçou a lista com 60 assinaturas, seguido do PMDB com 29, o PR com 20, o PP com 14, o PCdoB com 13, o PTB com 12, o PSB com 9, sete do PV, 3 do PDT, 3 do DEM, 3 do Psol, 2 do PSC, 2 do PPS e 1do PMN.
A bancada federal da Bahia brilhou. Ao todo, 15 parlamentares assinaram. Do PT compareceram apenas Zezéu Ribeiro, Joseph Bandeira e Luiz Bassuma.
Do PCdoB Alice Portugal e Daniel Almeida. Aliás, toda a bancada nacional do PCdoB assinou;
Do PV Edson Duarte e Edigar Mão Branca
Da Bahia também assinaram Tonha Magalhães (PR), Roberto Britto ((PP), Mário Negromonte (PP), Marcelo Guimarães Filho (PMDB), Jusmari Oliveira (PR), João Carlos Bacelar (PR), e Jorge Khouri (DEM), Colbert Martins (PMDB).
A revista Veja afirmou que os parlamentares que assinaram são mal-intencionados, ingênuos e enganados.
Difícil acreditar na avaliação da revista Veja com tanta diversidade partidária.
Estão de parabéns os parlamentares da Bahia que assinaram o requerimento de CPI para investigar os estranhos negócios da Editora Abril e a Telefônica.
Estou sentindo falta de cabeças coroadas de parlamentares da esquerda da Bahia.
Revista Carta Capital está imperdível
A capa da revista Carta Capital é de dar gargalhadas. A revista está imperdível. Na capa, um casal dentro de uma Ferrari vermelha sai para protestar e carrega cartazes: Cansei, basta, chega de miséria, a culpa é do povo, somos o farol da modernidade.
A matéria de capa reporta o esperneio das elites cansadas. É a rebelião das elites, Cantores milionários, celebridades, abastados, leitores da Veja e do Estadão estão todo cansados do Governo Lula, do PT, do Bolsa Família.
A rebelião dos cansados está promovendo o maior festival de besteiras que já assolou este país.
A matéria de capa reporta o esperneio das elites cansadas. É a rebelião das elites, Cantores milionários, celebridades, abastados, leitores da Veja e do Estadão estão todo cansados do Governo Lula, do PT, do Bolsa Família.
A rebelião dos cansados está promovendo o maior festival de besteiras que já assolou este país.
A revista Veja não quer ser investigada. Por que será?
A revista Veja que está nas bancas (25) publica matéria - “O ataque da corrupção” criticando o requerimento que pede a abertura de uma CPI na Câmara dos Deputados para investigar a associação entre a TVA, empresa de televisão por assinatura do Grupo Abril, que edita VEJA, e o Grupo Telefônica, de origem espanhola.
O requerimento, com 182 assinaturas, foi entregue à Mesa da Câmara pelo deputado Wladimir Costa (PMDB-AL). O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, vai decidir se instala ou não a CPI.
Sempre tão favorável às investigações quando se trata do governo federal ou de outras empresas, a revista Veja diz que o objetivo do pedido de CPI é “intimidar não apenas a Abril, mas toda a imprensa independente do país. Ela tem as cores da vendeta, as formas da chantagem e, se seguir adiante, será um desperdício de tempo e dinheiro públicos, ademais de aprofundar o fosso que separa a sociedade brasileira de seus políticos no distante planeta Brasília”.
Ora, a operação entre a TVA – empresa do Grupo Abril – e a espanhola Telefônica "fere o interesse nacional, restringe a concorrência e agride o mercado nacional", conforme o requerimento da CPI. Isso é muito sério.
Na falta do que dizer, a revista Veja mais uma vez calunia o ex-ministro José Dirceu, repete o desgastado chavão do “chefe de quadrilha” e inventa descaradamente que o ex-ministro está sendo patrocinado por Carlos Slim, da Claro, para ser contra a Telefónica.
Zé Dirceu vai processar a revista Veja.
O veneno da revista Veja se volta contra ela. A revista banalizou a criação de CPIs. Apoiou todas, desde que fossem contra o PT, contra o Governo Lula. Mas é contra uma CPI para investigar uma relação comercial. Considera-se intocável.
A revista considera legitímo a criação de uma CPI para investigar a relação comercial entre a Gamecorp e a Telemar. Mas é contra a criação de uma CPI para investigar a relação entre Abril e Telefônica.
Ou seja, podem investigar tudo e todos, menos a Editora Abril. A revista Veja embola o meio de campo. Investigar uma empresa nada tem a ver com liberdade de imprensa. Ninguém está acima da lei. A revista Veja e a Editora Abril não estão acima da lei e da Constituição Federal.
A liberdade de imprensa não pode ser salvo-conduto para ilegalidades e abusos.
A quem a revista Veja está querendo enganar?
O requerimento, com 182 assinaturas, foi entregue à Mesa da Câmara pelo deputado Wladimir Costa (PMDB-AL). O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, vai decidir se instala ou não a CPI.
Sempre tão favorável às investigações quando se trata do governo federal ou de outras empresas, a revista Veja diz que o objetivo do pedido de CPI é “intimidar não apenas a Abril, mas toda a imprensa independente do país. Ela tem as cores da vendeta, as formas da chantagem e, se seguir adiante, será um desperdício de tempo e dinheiro públicos, ademais de aprofundar o fosso que separa a sociedade brasileira de seus políticos no distante planeta Brasília”.
Ora, a operação entre a TVA – empresa do Grupo Abril – e a espanhola Telefônica "fere o interesse nacional, restringe a concorrência e agride o mercado nacional", conforme o requerimento da CPI. Isso é muito sério.
Na falta do que dizer, a revista Veja mais uma vez calunia o ex-ministro José Dirceu, repete o desgastado chavão do “chefe de quadrilha” e inventa descaradamente que o ex-ministro está sendo patrocinado por Carlos Slim, da Claro, para ser contra a Telefónica.
Zé Dirceu vai processar a revista Veja.
O veneno da revista Veja se volta contra ela. A revista banalizou a criação de CPIs. Apoiou todas, desde que fossem contra o PT, contra o Governo Lula. Mas é contra uma CPI para investigar uma relação comercial. Considera-se intocável.
A revista considera legitímo a criação de uma CPI para investigar a relação comercial entre a Gamecorp e a Telemar. Mas é contra a criação de uma CPI para investigar a relação entre Abril e Telefônica.
Ou seja, podem investigar tudo e todos, menos a Editora Abril. A revista Veja embola o meio de campo. Investigar uma empresa nada tem a ver com liberdade de imprensa. Ninguém está acima da lei. A revista Veja e a Editora Abril não estão acima da lei e da Constituição Federal.
A liberdade de imprensa não pode ser salvo-conduto para ilegalidades e abusos.
A quem a revista Veja está querendo enganar?
24 de agosto de 2007
O jornalismo molecagem da Folha de S. Paulo
Pelo segundo dia (quinta,23 e sexta,24), a capa do jornal Folha de S. Paulo dedica-se a criar constrangimento público e privado para o Presidente Lula. Ninguém tem obrigação de gostar do cidadão Lula ou do governo Lula. Mas, uma coisa é discordar e atacar políticas. Outra é querer avacalhar a imagem pessoal. O editor de capa da Folha de S. Paulo parece que aderiu à nova teoria jornalística de Ali Kamel da TV Globo, segundo a qual o jornalismo deve “testar hipóteses” em vez de averiguar os fatos. O jornalismo da Folha de S. Paulo envergonha o Brasil. Isso já está cheirando molecagem, a mais puta molecagem.
LEIA O TEXTO DE FLÁVIO AGUIAR
Folha de S.Paulo - 2: Agora, o beijo.
Flávio Aguiar - Carta Maior
Depois de avacalhar a imagem do Presidente da República no dia de ontem, com a foto dele e de sua esposa aparentemente com algo malcheiroso nas mãos, o capista da Folha de S. Paulo de hoje voltou ao ataque. Desta vez o míssil lançado contra o indesejável ocupante do Palácio do Planalto (aos olhos do capista e do jornal) foi uma foto do Presidente aparentemente de novo beijando a Ministra Nilcéa Freire na boca. A cabeça da legenda dizia: "aquele afago".
Sinceramente, é uma pouca vergonha. Mas não tem jeito: parece que o capista deu-se um senso de missão, de alguma forma dentro da linha editorial do jornal, de por em tela atitudes aparentemente vexatórias do Presidente. A do dia de ontem raiava o absurdo, porque deslocava o sentido da própria foto, em que o Presidente experimentava uma amostra de biodiesel, para aparentar que ele cheirava algo de odor desagradável. Isso numa página em que circundavam a foto manchetes sobre o caso Renan, o suposto mensalão cuja denúncia chegava ao Supremo, e sobre o caso Anac.
Agora nem isso existe: o propósito político simplesmente se resume a publicação de uma foto que evidentemente visa criar constrangimento público e privado para o Presidente. Nem se sabe da origem da foto, se foi coincidência, se o beijo existiu de fato assim como sugerido nela, etc. Com certeza o capista aderiu à nova teoria jornalística de Ali Kamel, da TV Globo, segundo a qual o jornalismo deve "testar hipóteses" ao invés de averiguá-las.
Ninguém tem obrigação de gostar do cidadão Lula, ou das políticas de seu governo. Muito pelo contrário: aqui mesmo na Carta Maior as críticas a políticas de seu governo são constantes, sobretudo na área econômica, nas contemporizações, na histórica lacuna de uma política de comunicação, pelo menos nos anos anteriores, na lentidão quanto à reforma agrária, etc.
Mas uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Uma coisa é discordar e atacar políticas. Outra é avacalhar a imagem do Presidente. Isso só rima com a idéia de que afinal, esse é o Presidente que "esse povo" (o nosso) merece. Porque afinal, para esse tipo de mentalidade, ele (o nosso povo) não sabe votar. É a mentalidade de quem se achava, até o final de outubro de 2006, uma pedra no lago, para descobrir-se um alfinete num dedal.
LEIA O TEXTO DE FLÁVIO AGUIAR
Folha de S.Paulo - 2: Agora, o beijo.
Flávio Aguiar - Carta Maior
Depois de avacalhar a imagem do Presidente da República no dia de ontem, com a foto dele e de sua esposa aparentemente com algo malcheiroso nas mãos, o capista da Folha de S. Paulo de hoje voltou ao ataque. Desta vez o míssil lançado contra o indesejável ocupante do Palácio do Planalto (aos olhos do capista e do jornal) foi uma foto do Presidente aparentemente de novo beijando a Ministra Nilcéa Freire na boca. A cabeça da legenda dizia: "aquele afago".
Sinceramente, é uma pouca vergonha. Mas não tem jeito: parece que o capista deu-se um senso de missão, de alguma forma dentro da linha editorial do jornal, de por em tela atitudes aparentemente vexatórias do Presidente. A do dia de ontem raiava o absurdo, porque deslocava o sentido da própria foto, em que o Presidente experimentava uma amostra de biodiesel, para aparentar que ele cheirava algo de odor desagradável. Isso numa página em que circundavam a foto manchetes sobre o caso Renan, o suposto mensalão cuja denúncia chegava ao Supremo, e sobre o caso Anac.
Agora nem isso existe: o propósito político simplesmente se resume a publicação de uma foto que evidentemente visa criar constrangimento público e privado para o Presidente. Nem se sabe da origem da foto, se foi coincidência, se o beijo existiu de fato assim como sugerido nela, etc. Com certeza o capista aderiu à nova teoria jornalística de Ali Kamel, da TV Globo, segundo a qual o jornalismo deve "testar hipóteses" ao invés de averiguá-las.
Ninguém tem obrigação de gostar do cidadão Lula, ou das políticas de seu governo. Muito pelo contrário: aqui mesmo na Carta Maior as críticas a políticas de seu governo são constantes, sobretudo na área econômica, nas contemporizações, na histórica lacuna de uma política de comunicação, pelo menos nos anos anteriores, na lentidão quanto à reforma agrária, etc.
Mas uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Uma coisa é discordar e atacar políticas. Outra é avacalhar a imagem do Presidente. Isso só rima com a idéia de que afinal, esse é o Presidente que "esse povo" (o nosso) merece. Porque afinal, para esse tipo de mentalidade, ele (o nosso povo) não sabe votar. É a mentalidade de quem se achava, até o final de outubro de 2006, uma pedra no lago, para descobrir-se um alfinete num dedal.
Blog informa sobre bicentenário de Teófilo Benedito Otoni
http://teofilootoni.blogspot.com
O blog criado e mantido pelo Instituto Solidarium tem por objetivo divulgar todas as ações culturais e festivas visando às comemorações em torno do bicentenário de nascimento do político, empreendedor e desbravador Theophilo Benedicto Ottoni, um tanto esquecido pela historiografia oficial.
Contatos com a assessora de comunicação, Camila Coutinho, pelo e-mail bicentenário@gmail.com e pelo telefone (31) 9313 7134.
O blog registra tudo sobre a programação do bicentenário, despacha boletins, recomenda sites relacionados (inclusive este Bahia de Fato) e contém uma biografia do político republicano liberal que foi eleito senador cinco vezes sendo preterido pelo Imperador que detinha o Poder Moderador.
O blog anda à procura de um exemplar do jornal Sentinella do Serro, publicado na cidade do Serro (MG) por Teophilo Benedicto Ottoni.
O blog criado e mantido pelo Instituto Solidarium tem por objetivo divulgar todas as ações culturais e festivas visando às comemorações em torno do bicentenário de nascimento do político, empreendedor e desbravador Theophilo Benedicto Ottoni, um tanto esquecido pela historiografia oficial.
Contatos com a assessora de comunicação, Camila Coutinho, pelo e-mail bicentenário@gmail.com e pelo telefone (31) 9313 7134.
O blog registra tudo sobre a programação do bicentenário, despacha boletins, recomenda sites relacionados (inclusive este Bahia de Fato) e contém uma biografia do político republicano liberal que foi eleito senador cinco vezes sendo preterido pelo Imperador que detinha o Poder Moderador.
O blog anda à procura de um exemplar do jornal Sentinella do Serro, publicado na cidade do Serro (MG) por Teophilo Benedicto Ottoni.
Em protesto contra "cansados" Piauí boicota a Philips
O grupo piauiense Claudino, quinto maior comprador de produtos da Philips no Brasil, mandou suspender as compras dos produtos da empresa e retirar todos os aparelhos da Philips que estavam sendo vendidos no Armazém Paraíba, a loja de departamentos do grupo.
O senador João Vicente Claudino (PTB-PI), vice-líder do governo no Senado e um dos executivos do Grupo Claudino, disse que o grupo empresarial de seu pai não pretende mais comprar produtos Philips POR TEMPO INDETERMINADO. O grupo tem mais de 300 lojas de departamentos em dez estados.
Outros empresários da região Nordeste também anunciaram que farão o boicote em solidariedade ao Piauí. Eles esperam que a Philips faça uma retratação, não apenas com uma nota pública de desculpas.
A decisão foi tomada depois que o presidente da Philips do Brasil, Paulo Zottolo, declarou, em entrevista ao jornal Valor Econômico, que se o Piauí deixasse de existir ninguém ficaria chateado. Ou seja, o povo do Piauí seria um zero à esquerda.
Um dos diretores do grupo, João Claudino Júnior, confirmou a informação. Ele disse ter recebido ligações do próprio presidente da Philips pedindo para que a decisão fosse reconsiderada, mas que preferiu mantê-la.
Paulo Zotollo, presidente da Philips para o Brasil e América Latina (salário anual de R$ 2 milhões), financiador e organizador da campanha fascistóide “Cansei”, viajou, desapareceu, escafedeu-se.
Paulo Zotollo é um analfabeto político, embora seja rico. Está sendo manipulado pelo publicitário Nizan Guanaes, pelos tucanos e sabe lá Deus por mais quem.
Zotollo já tentou se desculpar em nota publicada nos jornais, mas o Piauí não está aceitando desculpas. Assim fica muito fácil. Diz besteira, ganha manchetes e depois pede desculpas.
A idéia de um boicote geral aos produtos Philips vem se disseminando entre os empresários do estado.
A reação popular contra as declarações de Zottolo tem sido forte. Entidades estudantis organizaram um boicote e quebraram produtos Philips em praça pública.
O povo está cansado da elite rica, branca e imbecil.
Também cansei. Nunca mais compro produtos da Philips.
O senador João Vicente Claudino (PTB-PI), vice-líder do governo no Senado e um dos executivos do Grupo Claudino, disse que o grupo empresarial de seu pai não pretende mais comprar produtos Philips POR TEMPO INDETERMINADO. O grupo tem mais de 300 lojas de departamentos em dez estados.
Outros empresários da região Nordeste também anunciaram que farão o boicote em solidariedade ao Piauí. Eles esperam que a Philips faça uma retratação, não apenas com uma nota pública de desculpas.
A decisão foi tomada depois que o presidente da Philips do Brasil, Paulo Zottolo, declarou, em entrevista ao jornal Valor Econômico, que se o Piauí deixasse de existir ninguém ficaria chateado. Ou seja, o povo do Piauí seria um zero à esquerda.
Um dos diretores do grupo, João Claudino Júnior, confirmou a informação. Ele disse ter recebido ligações do próprio presidente da Philips pedindo para que a decisão fosse reconsiderada, mas que preferiu mantê-la.
Paulo Zotollo, presidente da Philips para o Brasil e América Latina (salário anual de R$ 2 milhões), financiador e organizador da campanha fascistóide “Cansei”, viajou, desapareceu, escafedeu-se.
Paulo Zotollo é um analfabeto político, embora seja rico. Está sendo manipulado pelo publicitário Nizan Guanaes, pelos tucanos e sabe lá Deus por mais quem.
Zotollo já tentou se desculpar em nota publicada nos jornais, mas o Piauí não está aceitando desculpas. Assim fica muito fácil. Diz besteira, ganha manchetes e depois pede desculpas.
A idéia de um boicote geral aos produtos Philips vem se disseminando entre os empresários do estado.
A reação popular contra as declarações de Zottolo tem sido forte. Entidades estudantis organizaram um boicote e quebraram produtos Philips em praça pública.
O povo está cansado da elite rica, branca e imbecil.
Também cansei. Nunca mais compro produtos da Philips.
23 de agosto de 2007
Minhas razões (pessoais) para homenagear Teófilo Benedito Otoni
Nasci em Corumbá, no Mato Grosso, mas fui levado por meus pais para Teófilo Otoni aos quatro anos de idade, em 1949. Fui educado, portanto, em Teófilo Otoni. Cultural e afetivamente sou filho de Teófilo Otoni. Lá comecei minha militância política, no movimento estudantil, no Grêmio Cultural do Colégio Estadual Alfredo Sá e na gloriosa União Estudantil de Teófilo Otoni (UETO). E claro, integrando a Juventude Estudantil Católica (JUC) e mais tarde a revolucionária Ação Popular.
Em Teófilo Otoni havia um recanto que era o terror das mães. O encontro do rio Todos os Santos com o rio Santo Antônio. O encontro das águas chamava-se “Quente-frio”, um redemoinho formado pelas águas quentes de um e as águas frias de outro. A meninada costumava fugir para mergulhar dos galhos dos ingazeiros nas águas do “Quente-frio”. De vez em quando um afogava-se, daí o terror das mães. Fugi muitas vezes das aulas de professores fascistas para dar uma mergulhada nas águas do “Quente-frio”.
Hoje, o “Quente-frio” não existe mais. Estupidamente, suas margens foram aterradas para construção de um prédio residencial. De tempos em tempos, com as enchentes em períodos de tempestade nas cabeceiras dos dois rios, a natureza se vinga inundando as piscinas, garagens e até os primeiros andares do prédio invasor.
Pois foi no encontro das águas dos rios – no “Quente-frio” – que duas expedições organizadas por Theóphilo Benedicto Ottoni se encontraram. Os expedicionários vieram subindo, desde o litoral, o rio Mucuri e se subdividiram percorrendo os caminhos dos dois afluentes. No local do encontro nasceu Filadélfia, o povoado que mais tarde seria a cidade de Teófilo Otoni.
Os anos 60 eram tão agitados que nunca demos muita atenção ao fundador da cidade. Agitávamos a cidade, incentivávamos o debate, organizávamos feiras de livros, teatros, manifestações públicas. Até que veio o Golpe Militar de 1964 e nos refugiamos em Belo Horizonte, para o vestibular e para a luta contra a ditadura.
A vida seguiu. Quando tomei consciência da importância de Theóphilo Benedicto Ottoni para Minas Gerais, para o Rio de Janeiro e para o Brasil, para a República e a protodemocracia brasileira, não morava mais em Minas. A Bahia já tinha assaltado meu coração.
Agora vejo fascinado todo esse movimento de resgate da memória de Teófilo Benedito Otoni (assim grafado pela nova ortografia).
Eu não poderia ficar de fora.
Em Teófilo Otoni havia um recanto que era o terror das mães. O encontro do rio Todos os Santos com o rio Santo Antônio. O encontro das águas chamava-se “Quente-frio”, um redemoinho formado pelas águas quentes de um e as águas frias de outro. A meninada costumava fugir para mergulhar dos galhos dos ingazeiros nas águas do “Quente-frio”. De vez em quando um afogava-se, daí o terror das mães. Fugi muitas vezes das aulas de professores fascistas para dar uma mergulhada nas águas do “Quente-frio”.
Hoje, o “Quente-frio” não existe mais. Estupidamente, suas margens foram aterradas para construção de um prédio residencial. De tempos em tempos, com as enchentes em períodos de tempestade nas cabeceiras dos dois rios, a natureza se vinga inundando as piscinas, garagens e até os primeiros andares do prédio invasor.
Pois foi no encontro das águas dos rios – no “Quente-frio” – que duas expedições organizadas por Theóphilo Benedicto Ottoni se encontraram. Os expedicionários vieram subindo, desde o litoral, o rio Mucuri e se subdividiram percorrendo os caminhos dos dois afluentes. No local do encontro nasceu Filadélfia, o povoado que mais tarde seria a cidade de Teófilo Otoni.
Os anos 60 eram tão agitados que nunca demos muita atenção ao fundador da cidade. Agitávamos a cidade, incentivávamos o debate, organizávamos feiras de livros, teatros, manifestações públicas. Até que veio o Golpe Militar de 1964 e nos refugiamos em Belo Horizonte, para o vestibular e para a luta contra a ditadura.
A vida seguiu. Quando tomei consciência da importância de Theóphilo Benedicto Ottoni para Minas Gerais, para o Rio de Janeiro e para o Brasil, para a República e a protodemocracia brasileira, não morava mais em Minas. A Bahia já tinha assaltado meu coração.
Agora vejo fascinado todo esse movimento de resgate da memória de Teófilo Benedito Otoni (assim grafado pela nova ortografia).
Eu não poderia ficar de fora.
