9 de outubro de 2006

 

Alckmin mentiu sobre existência de escolas de lata

O candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, mentiu neste domingo, no debate da Bandeirantes ao afirmar que não existem mais escolas de lata no Estado. A própria secretaria Estadual da Educação afirmou em março que ainda existem 76 escolas do tipo.

Segundo a Folha de S.Paulo de 30 de março de 2006, as 76 escolas estão espalhadas pela Grande São Paulo e pelo interior, mas a maioria se encontra na capital. São 40 na cidade, 19 na região metropolitana e 17 no interior.

Acabar com as escolas de lata no Estado era uma das promessas de campanha de Geraldo Alckmin na última eleição.Para fingir que não mais existem escolas de lata, Alckmin e sua equipe afirmam que as escolas ainda existentes são construídas no “padrão Nakamura”, negando que sejam escolas de latinha, ainda que o latão seja o principal material usado nessas obras.

Somente na Zona Sul da capital paulista e em Guarulhos (Grande SP), existem pelo menos 27 escolas de lata, de acordo com uma lista fornecida pela Apeoesp (Sindicato dos Professores no Ensino Oficial do Estado de São Paulo) à reportagem de Linha Direta, publicação do PT-SP.

As escolas feitas de lata causam malefícios diários aos seus alunos. Excesso de calor ou de frio, dependendo do clima, e barulho que não permite aos alunos assistirem direito às aulas são somente alguns dos problemas enfrentados.

A reportagem de Linha Direta esteve e, agosto no bairro Recreio São Jorge, em Guarulhos, na Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Bom Pastor, toda feita de latão, no melhor “padrão Nakamura”.

Muitos alunos passam mal com o calor e não conseguem estudar direito.A estudante Thainá (foto abaixo), de 10 anos, diz que é “muito quente” sua escola e que quem sente mais calor são as crianças do andar de cima. Nos dias frios, “de manhã, a gente tem que vir com duas blusas”, reclama a menina.

“E a gente tem que brincar de pega-pega no recreio para poder esquentar”, conta. Em todo o Estado, são 215 as escolas do tipo, causando transtornos a pelo menos 172 mil estudantes A mãe de Thainá, Luzia da Costa, diz que se queixou à direção da escola. “Ninguém resolve nada”, lamenta. “Eles prometeram mudar a escola, mas até agora nada aconteceu”, diz.“Já fiquei com dor de cabeça um monte de vezes”, conta Bruna, 14 anos, que cursa a 8ª série. “Aí eu desço para a diretoria, no térreo, e fico sentada, esperando passar”, diz. “Outro dia meu irmão começou a vomitar por causa do calor e teve que ir para casa”, conta Jéssica, 10 anos, aluna da 4ª série.

A precariedade das escolas de lata faz com que os estudantes fiquem até mesmo sem aulas quando chove. A explicação é simples. Como o barulho da chuva é muito forte, o professor tem que escolher se grita ou espera a chuva passar. Outras vezes, são os próprios alunos que não suportam a temperatura e vão embora para casa, o que é mais freqüente à tarde, quando o calor muitas vezes é mais intenso. Interrupções menores, nas classes do piso térreo, também ocorrem. “A gente escuta quando alguém caminha em cima”, diz Ana Paula, do terceiro ano do ensino médio. “A criançada sabe disso e bate o pé para fazer bagunça”, conta.

Taxa de aprovação

A política do governo tucano na área da educação pode ser sentida na taxa de aprovação do ensino médio de São Paulo. A taxa tem queda quase contínua desde 1997 e caiu sucessivamente nos últimos 3 anos.

Em 1997, 83,6% dos estudantes do ensino médio obtiveram aprovação. O valor foi diminui do, com alguma oscilação, até 2003, quando atingiu 78,97%. No ano seguinte, a taxa foi para 78,3% e, em 2005, atingiu 77,4%.

Outros resultados depõem contra o governo Alckmin. Dados do Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica) para São Paulo demonstram que o aprendizado oferecido em 1995 no Estado, embora crítico, era melhor que o apresentado no ano de 2003. Na avaliação do último Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), dentre os Estados da federação, São Paulo ficou em nono lugar.
Do Portal do PT-SP (www.pt-sp.org.br)

 

Lula vence com propostas o debate da Band

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi o grande vencedor do debate promovido ontem à noite pela TV Bandeirantes, diante do candidato do PSDB, Geraldo Alckmin. Esta é a avaliação da campanha de Lula à reeleição.

O presidente não fugiu de nenhum tema, falou sobre os avanços que o país conquistou nos últimos anos e o que pretende fazer para ampliar o ritmo de crescimento nos próximos quatro anos.

Já Alckmin não apresentou propostas para o país, não explicou porque barrou 69 CPIs na Assembléia Legislativa de São Paulo e não respondeu o que o governo paulista fez para impedir a ação da organização criminosa PCC.

A sua única intenção, evidente para quem assistiu ao debate, foi ofender e agredir o presidente.Lula lembrou que, ao contrário do que acontecia no passado,hoje se apura e se investiga tudo, “doa a quem doer”. O presidente também apontou outras diferenças entre o seu governo e o de tucanos.

Entre elas, a geração de empregos (mais de 7 milhões em quatro anos, contra apenas 1 milhão em oito anos de FHC), a redução da desigualdade social, o fim do apagão, o controle da inflação e o aumento do poder de compra da população.

No final, Lula lembrou que os tucanos privatizaram dezenas de empresas, vendendo um patrimônio que era de todos os brasileiros apenas para cobrir dívidas de governo. E desafiou Alckmin a reconhecer que, nesses quatro anos, a vida do brasileiro melhorou.

Alckmin fugiu do assunto, porque sabe: não há como negar que, com Lula, o Brasil avançou no campo social e econômico.“Para quem assistiu, ficou a certeza: é Lula de novo com a força do povo”, conclui a avaliação.

 

Alckmin se comportou como delegado de porta de cadeia...

ANDREZA MATAIS da Folha Online, em Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva --candidato do PT à reeleição-- disse nesta segunda-feira que ontem foi o dia mais triste da sua vida política, em referência ao debate com o seu adversário no segundo turno, o tucano Geraldo Alckmin, promovido pela TV Bandeirantes.

Lula disse que Alckmin, a quem chamou de "cidadão do samba de uma nota só", se comportou como um "delegado de porta de cadeia" e destacou que este foi o pior nível de debate que participou em sua vida política, indicando que Alckmin não tem qualificação para enfrentá-lo.

"Eu já debati com Ulisses Guimarães, [Leonel] Brizola, Mário Covas, Aureliano Chaves, Afif Domingos, [Fernando] Collor, Ciro Gomes, [Anthony] Garotinho, com o Jânio Quadros e o Franco Montoro. Tinha um nível político assimilado no debate. Ontem, eu pensei que não estava na frente de um candidato, eu pensei que estava na frente de um delegado de porta de cadeia. Confesso a vocês que foi triste para mim e para a minha mulher", afirmou Lula.

ARROGÂNCIA

Lula disse que seu adversário se comportou como "arrogante, pedante, que fala com o nariz em pé, como se tivesse mais autoridade que os outros". "Espero que tenha muito mais debate para que a gente possa evoluir", rogou.

O presidente, que hoje recebeu no Palácio da Alvorada o apoio de cantores gospel, entre eles Mara Maravilha e Wanderley Cardoso, disse que esperava um debate de idéias no debate de ontem. "O povo não quer um candidato xingando o outro, quer saber o que será feito para melhorar sua vida", disse o presidente.

PUNIÇÕES

O presidente respondeu as críticas dos tucanos e pefelistas de que ele não tomou atitudes contra os envolvidos no seu governo em irregularidades. "O presidente da República não pune, ele exonera, quem tem que punir é a Justiça", disse. Lula comparou Alckmin a uma "velha sanfona quebrada que só faz o mesmo som", ao referir-se à insistência do tucano no debate em temas de corrupção.

ELITE

O presidente acusou Alckmin de ser o candidato das elites e se comparou aos ex-presidentes Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek e João Goulart, que, segundo Lula, foram perseguidos porque trabalharam para os mais pobres. "Ontem, vocês viram um pouco da elite política. Ela é implacável. Não se meta em fazer coisas para os pobres que você vai pagar o preço", disse."Para eles, pobre tem que ser coadjuvante, tem que bater palma. Nós colocamos pobre no palanque", acrescentou.Lula disse que seu adversário não tem programa para o país e que, por isso, "pegou tudo o que é matéria de jornal e tentou transformar no programa dele".

 

Equilíbrio do debate favoreceu Lula

Por Adalberto Monteiro*

Lula versus Alckmin. Não há como escapar à metáfora do boxe. Quem venceu? Quem perdeu? Não houve um grande vencedor, não houve "nocaute" e, ao conquistar um resultado equilibrado, Lula sai com vantagem desse debate. Por quê?

Porque Alckmin subiu ao "ringue" com a obrigação maior do que seu adversário: tinha de conquistar uma grande vitória para começar a quebrar o favoritismo de Lula. Afinal, Alckmin começou mal o segundo turno, haja vista os conflitos na sua base de apoio e a pesquisa do Datafolha confirmando que Lula continua à sua frente, com mais de 7 milhões de votos.

A responsabilidade de Lula não era menor. A vitória no primeiro turno escapou-lhe das mãos pela intensa exploração e manipulação por parte da midia e da oposição acerca da irresponsabilidade dos "aloprados" e, segundo, alguns, pela sua ausência no último debate televisivo.

Todavia, estando em vantagem, e em se tratando do primeiro debate, um desempenho de razoável para bom seria o bastante para Lula. Era preciso tomar cuidado para não cometer nenhum grave deslize e, ao mesmo tempo, começar também a "sangrar" Alckmin.

Foi um debate "quente". Alckmin, com a derrota mordendo-lhe os calcanhares, partiu para o "tudo ou nada". Tática de quem não tem nada a perder. Do primeiro ao último bloco, atacou com o tema que julga a ser sua única esperança a esta altura: a ética. "Qual a origem do dinheiro sujo para a compra do dossiê?" Essa pergunta foi repetida por ele talvez uma dúzia de vezes.

Lula procurou enfrentar frontalmente a questão, afirmando que a Polícia Federal, que no seu governo atua com liberdade, vai esclarecer cabalmente o episódio do dossiê.

Ao tentar sufocar Lula com o tema da corrupção, a um só tempo Alckmin pretendia desmoralizar o presidente e impedir com esse assunto único a polêmica sobre o ponto que é o calcanhar-de-Aquiles da campanha tucana: programa de governo e comparação entre as realizações do governo Lula e do governo FHC. Mas o tucano não conseguiu esse intento.

Orientado pelos seus marqueteiros, no primeiro e segundo blocos Alckmin buscou impor uma tática agressiva para minar a "autoridade moral" e política de Lula. Sentindo o golpe, o presidente reagiu a tempo, usando sua estatura política.

Em tom de advertência, aconselhou o tucano "a não ir com tanta sede ao pote" e disse a Alckmin em tom imperativo: "Não seja leviano". Partindo para ofensiva, perguntou: "Por que vocês não trouxeram o Fernando Henrique (ao auditório)? Vocês estão com vergonha dele?". Essa atitude firme de Lula conteve a agressividade do tucano, e o debate adquiriu outra dinâmica.

O candidato tucano disparou todo seu arsenal. Usou toda munição disponível. E Lula se defendeu com a qualidade suficiente para neutralizar o bombardeio recebido e desferiu ataques que começaram a descontruir a imagem falsa de um Alckmin "imaculado". Lula denunciou a 69 CPIs arquivadas em São Paulo, esclareceu que as máfias dos sanguessugas e dos vampiros nasceram na gestão tucana. Disse que na República a novidade não é ministro envolvido em atos ilícitos; a novidade é que, no governo dele, ministros envolvidos em irregularidades são afastados de suas funções e investigados pela Polícia Federal.

Do ponto de vista político e programático, Lula conseguiu colocar alguns importantes golpes contra o tucano: "vocês só sabem privatizar e aumentar impostos". Por isso, a Petrobras corre risco, sim. Desmoralizou o mito da competência dos tucanos, ao sublinhar o apagão da segurança pública e da energia elétrica. Mesmo contra a vontade do seu concorrente, mostrou o quanto o seu governo foi melhor na esfera da educação, da saúde, do emprego e da economia.

Se Alckmin ambicionava reverter a desvantagem que ameaça derrotá-lo, não conseguiu. Lula, por sua vez, preservou nesse confronto suas reais chances de vitórias. Mas o segundo turno está apenas começando.

* Adalberto Monteiro é secretário de Formação e Propaganda do PCdoB

http://www.vermelho.org.br/

 

Agressividade artificial fará Alckmin perder votos

Jacques Wagner: agressividade artificial fará Alckmin perder votos

O governador eleito da Bahia e um dos coordenadores da campanha de Lula, Jaques Wagner, elogiou o desempenho do presidente Lula no debate da TV Bandeirantes e avaliou que a “agressividade artificial” e a insistência no tema da corrupção farão o presidenciável do PSDB perder votos.

Na opinião de Jaques Wagner, o debate de ontem da TV Bandeirantes agradou a Lula e seus estrategistas. “Voltei no avião com Lula para Brasília e o presidente está muito satisfeito e disposto para outros debates. Mas ele teve uma decepção”, afirmou Wagner, para em seguida ressaltar que Geraldo Alckmin surpreendeu Lula com o tom artificialmente agressivo e com o que chamou de “pegadinhas do Faustão” para tentar acuar o presidente.

''Ele (Lula) sempre teve a expectativa de um debate esclarecedor, mas, infelizmente, Alckmin só queria perguntar onde está o dinheiro'', acrescentou, referindo-se à insistente questão do tucano sobre a origem do equivalente a 1,7 milhão em reais e dólares apreendidos com petistas presos tentando comprar o dossiê dos sanguessugas.

''Nós achávamos que Alckmin viria com alguma argumentação consistente. Mas tudo que ele tinha eram pegadinhas, pegadinhas do Faustão'', prosseguiu Wagner, criticando as perguntas de Alckmin sobre o Aerolula (novo avião presidencial) e os gastos do governo com viagens e diárias de funcionários.

''Francamente, acho que o Alckmin perdeu votos na classe média, com sua agressividade encomendada. É muito difícil achar que é coisa séria o que ele falou de Aerolula e das viagens do presidente'', acrescentou. ''Aquilo não e sério, é ma visão pequena.''

De acordo com o governador eleito, o presidente Lula comentou a estratégia do adversário durante o vôo de São Paulo para Brasília depois do debate. ''Já entendi, a única coisa que eles querem é isso, então vamos ter de nos preparar para isso'', disse Lula, segundo relato do ex-ministro.

Para Wagner, Alckmin não contará mais com o ''elemento surpresa'' nos próximos debates, depois de admitir que as primeiras perguntas do tucano, sobre corrupção, podem ter irritado Lula.

''O presidente está apanhando há um ano e tanto (...) é natural que na primeira e na segunda resposta essa carga de emoção estivesse presente'', comentou o ex-ministro. ''Depois ele conseguiu retomar e não caiu no jogo, especialmente no segundo e no terceiro blocos''.

Wagner afirmou ainda que Lula quer participar de novos debates ''para aprofundar o contraste entre o seu projeto e o governo passado, que representa o atraso''.

Jaques Wagner fez questão de desmentir idéias transmitidas ontem por Geraldo Alckmin, como a de que o governo federal não colocou “nenhum tostão” nas obras do Rodoanel de São Paulo e a acusação de que Lula loteou cargos de comissão entre petistas: “O governo federal está impedido pelo Tribunal de Contas da União porque há uma investigação sobre a primeira parte do Rodoanel. E o número de cargos de comissão é o mesmo do governo Fernando Henrique Cardoso”.

Questionado sobre porque Lula não citou tais argumentos no debate, Jaques Wagner disse que nem sempre é possível ter todos os dados à mão, e que nos próximos debates os tucanos não ficarão sem respostas.

O governador eleito disse que Lula não mudará a estratégia de procurar debater projetos em vez de partir para a agressão, e voltou a minimizar os impactos das acusações. “Se eles escolherem o caminho da agressão, prevejo que teremos vantagem maior no 2º turno. O povo não se ilude mais com esse tipo de coisa. Há um ano eles batem nessa tecla”, repetiu.

Depois, o petista acrescentou que “o PSDB não é uma escola de idoneidade moral”, e que o PFL, partido saudosista da ditadura militar, se fortalecerá num eventual governo Alckmin. Apesar da ênfase no tom propositivo, Wagner deu a entender que Lula continuará usando o argumento do viés privatista dos governos tucanos. Wagner insistiu que a intenção de Fernando Henrique Cardoso era privatizar a Petrobrás: ''Tudo o que foi feito na Petrobrás durante a gestão FHC, foi para preparar para a privatização. Impediam, por exemplo, a prospecção de novos campos. Isso é como assassinar a empresa. Sei do que estou falando, eu sou dessa área''.

Fonte: Último Segundo

 

Governador eleito, Wagner, recomeça campanha de Lula pelo interior da Bahia

O governador eleito da Bahia, Jaques Wagner (PT), recomeça a caminhada pelo interior do Estado nesta sexta-feira. 13, reunindo-se com prefeitos do Extremo-sul que manifestam apoio à reeleição do presidente Lula. Às 9h da manhã, reúne-se com prefeitos e às 10h sai em carreata com as forças coligadas e os novos apoiadores. Neste mesmo dia, às 13h reúne-se com prefeitos da região Sul, em Ilhéus, e às 15h em Itabuna, saindo a partir de 16 horas em carreata.

A campanha prossegue no sábado, 14, com reunião semelhante com prefeitos do Sudoeste, às 9h da manhã, seguida de carreata, em Vitória da Conquista e às 14h em Jequié. Dia 15, domingo, o governador eleito se locomove para Itaberaba onde, às 9h, se reúne com prefeitos da região, saindo às 11h em carreata pela cidade. Ninguém segura Wagner e o PT. Os militantes do PT e da coligação no interior baiano estão sendo bastante elogiados porque estão, eles próprios, trabalhando pela ampliação dos apoios de prefeitos, muitos deles adversários locais. É a união da Bahia pela reeleição de Lula.

 

No debate, Lula desmascarou o tucano

20h33min - PRIMEIRO BLOCO

A primeira pergunta de Ricardo Boechat, mediador do debate é:

- O senhor concorda em fazer cortes no orçamento, em especial na Previdência, para fazer o Brasil crescer?Alckmin, partindo para o ataque e mostrando-se grosseiro:

– Eu vou cortar gastos, sim, mas não na Previdência Social. Vou cortar gastos na ineficiência, vou cortar gastos nos comissionados, nos companheiros de partido.

Lula responde à altura e dá o troco:

– A impressão que tenho é que o meu adversário decora alguns chavões para participar de debates. A única coisa que sabem fazer é cortar gastos onde não se deve cortar, no salário dos trabalhadores. Parece-me que o governador não estava no Brasil em 2003. Se estivesse, começaria esse debate me agradecendo.

Alckmin, ainda grosseiro, pergunta a Lula:

- De onde veio o dinheiro sujo, R$ 1,7 milhão para comprar um dossiê fajuto?

Lula enfatiza a autoria tucana no caso do dossiê e responde:

- Eu quero saber mais: quem foi que arquitetou esse plano maquiavélico? A única ganhadora nesse trambique todo foi a campanha do meu adversário.

Réplica de Alckmin, querendo saber o que ainda está sendo investigado:

- Olhe nos olhos do povo brasileiro e responda de onde veio o dinheiro?

Tréplica de Lula, com posição de estadista e com respeito às instituições democráticas:

- Provavelmente o governador tenha saudade da ditadura. Uma investigação séria é demorada.

20:56min - SEGUNDO BLOCO

Lula, entrando no campo das maracutaias tucanas pergunta:

- O senhor sabia ou não sabia das transações de Barjas Negri (ministro da Saúde no governo FHC envolvido com a Máfia dos Sanguessugas)?

Alckmin esquece que é tucano, não responde e esquiva-se, tentando se descolar de FHC e Serra e esquece das 69 CPI’s engavetadas e diz:

- Não meça as pessoas pela sua régua. Eu não tenho ministro condenado, indiciado pela polícia, assessor meu denunciado pelo Procurador da República. No meu governo não tem absolutamente nada. Se há alguém que não tem moral para falar de ética é o governo Lula.

Réplica de Lula, aproveitando-se da oportunidade do tucano afirmar que nada havia no seu governo:

- 69 CPI's foram engavetadas (Em São Paulo, com Alckmin governador ). A que preço eu não sei. Eu não movi um dedo para impedir CPI's.

Tréplica de Alckmin, com a mesma grosseria do início, mostrando-se não possuir postura de estadista:

- Quanta mentira. Como Lula mudou. As CPI's (no governo Lula) só saíram porque o Roberto Jefferson contou a verdade para o Brasil.

Lula mostra a diferença entre a corrupção tucana e a efetividade do seu governo no combate à corrupção tucana, perguntando:

- A obrigação de um governante é mandar apurar toda a denúncia que recebe. Foi o que fiz. Quando era governador o senhor ficou sabendo de fatos graves e evitou que fossem apurados. Por que nenhuma das 69 CPI’s foi implantada?

Alckmin, sem argumentos, remete a culpa à Assembléia Paulista, como se ele não estivesse no governo do estado por quase 12 anos:

- Quem escreveu aí esqueceu de dizer quando que na Assembléia Legislativa de SP, desde 1998, o regimento estabeleceu que é preciso votar em plenário pedido de CPI.

Lula, sobre obras em São Paulo e sobre a política social:

- Eu gostaria de comparar (os governos). Provavelmente não colocamos um centavo no Rodoanel. É verdade, mas é verdade também que quem cuida das políticas sociais nos estados somos nós.

Alckmin, tentando passar a falsa beatitude (nos lembra a Opus Dei):

- A primeira diferença é de caráter. Eu não me omito, não jogo nas costas dos amigos os problemas do governo e pergunta se o senhor não sabia sobre os cinco ministros do governo envolvidos em denúncias de corrupção:

Lula, sobre as privatizações de FHC e cumplicidade do governo de São Paulo no combate à corrupção:

- O PSDB jogava escândalos para debaixo do tapete para não discutir as privatizações que ninguém sabe para onde foi tanto dinheiro e que ele cortou na própria carne com a saída dos ministros:

Alckmin, mais uma vez sem argumentos, apela para o suspeito caso do caseiro:

- Violento com o fraco Francenildo Costa, mas fraquinho com os crimes que assolaram o País.Lula eleva o tom e lembra ao governador que ele é um tucano:

- O governador não lembra onde começou a compra de voto espúria no País, citando a compra de votos para a reeleição de FHC. E ainda?

Alguma política para o Bolsa Família, governador?

Alckmin, tentando se descolar de FHC, sempre grosseiro, apela para falácias:

- Como entender que o Brasil, essa potência que é o Brasil, é o último da fila. O Brasil não pode mais ficar perdendo oportunidades. Privatizações É diferente do dólar na cueca, na caixa de uísque, é diferente de todo o tipo de mensalão.

Lula volta a perguntar qual política Alckmin tem para a população pobre e compara as 11 milhões de famílias atendidas pelo Bolsa Família com as 170 mil atendidas por programas estaduais em São Paulo.

Alckmin, esquecendo que já chamou o Bolsa Família de esmola, mais uma vez não responde sobre as privatizações ou compras de votos do PSDB:

- A mentira política é essa boataria de que vou acabar com o Bolsa Família.

21h13min - Lula pede direito de resposta, mas não é atendido. Reclama que foi chamado de mentiroso.

Alckmin pergunta quanto Lula gastou no Sistema Único de Segurança pública e diz que o governo não sabe escolher gastos.

Lula defende sua política social e define as prioridades dos gastos e enfático, eleva o tom e responde:

- O governo gasta naquilo que a gente acha que vai melhorar a vida das pessoas. A política de vocês é privatizar, privatizar, privatizar. A nossa é investir no social, no social, no social.

Alckmin reclama de falta de ajuda do governo federal com a Febem:

- O candidato Lula é um bom comentarista, ele fala como se nada tivesse a ver com o menor infrator. São Paulo trabalhou sozinho.

Lula cita rebeliões na Febem, fala sobre a educação em São Paulo e pergunta:

- por que o choque de gestão de Alckmin não funcionou na Febem. A Febem não é tratada com o carinho que merece porque é um sistema prisional para condenar a meninada. Quem cuidou da educação em São Paulo foi o governo federal.

Alckmin critica Lula por não concluir obras em Saúde e indica que o governo federal não investiu o que deveria em saneamento.

Lula rebate críticas a obras inacabadas:

- Eu fiz mais pela ferrovia Norte-Sul do que os últimos presidentes em 15 anos. Não queira que eu conserte em quatro anos o que vocês destruíram em quatro séculos.

21:38min - TERCEIRO BLOCO – (O debate fica morno)

Lula pergunta:- Governador, segurança pública. Quando o governador resolveu anunciar o choque de gestão, teve o apagão e o choque de gestão não aconteceu. O resultado foi o PCC tomando conta de São Paulo.

Alckmin responde:

- O candidato Lula se comporta como comentarista. Ele se omite, se esconde. Fizemos a nossa parte. E o candidato Lula liberou 9% (das verbas) para a Segurança Pública.

Lula replica:- Você acha que alguém acredita, Alckmin? Você cortou 15% do orçamento da segurança. Há uma contradição nos números que você decorou e a realidade de São Paulo.

Alckmin treplica:

- O candidato Lula não sabe que nós investimos R$ 10 bilhões. Nós trabalhamos, não nos omitimos.

Lula lembra que o vice de Alckmin, José Jorge, foi o ministro de Minas Energia na época do apagão e pergunta:

- qual é a proposta do governador para a geração de energia.Alckmin:

- O Brasil não tem investimento importante em geração de energia. A minha meta é gerar 16 mil mega watts em quatro anos.

Lula replica:- O que fica claro aqui é que o Alckmin não estudou bem esse assunto. O nosso governo produziu 13 mil mega watts.

Alckmin treplica e pergunta:

- Em quatro anos não conseguiu licitar as hidrelétricas do Madeira e do Xingu. Esses são projetos de maturação lenta. Nós vamos ter problema sério em 2009 pela inoperância do governo.

- Se Lula acha correto, por exemplo, que metade dos projetos na área de transportes seja considerada irregular.

Lula responde:

- O teu assessor poderia ter dado uma manchete da Folha de S. Paulo para você quando o Padilha disse (quando deixou o cargo de Ministro dos Transportes para se candidatar à Câmara dos Deputados) que as estradas estavam deterioradas. Vocês pensavam pequeno. Pensavam no País exportando apenas para os Estados Unidos.

Alckmin replica, reconhecendo que o que Lula disse sobre o governo FHC era fato:

- O mundo do candidato Lula é virtual. Ele voa de aerolula. Ele não sabe da realidade. Eu fui ver as estradas brasileiras. É interessante que ele sabe tudo do governo Fernando Henrique Cardoso, mas não saiba nada do seu governo.

Lula treplica:

- Eu compreendo essa necessidade dele falar mal do meu governo. O fato concreto é que o Brasil melhorou. Reconheça, Alckmin. Não vai te custar nada. As pessoas estão vivendo com mais dignidade. Os pobres estão tendo acesso às coisas que eles não tinham. Não faça o papel pequeno do candidato que só fica reclamando.

22h05min - QUARTO BLOCO – (Jornalistas fazem perguntas)

Franklin Martins pergunta a Lula:

- O senhor não acha que como presidente, o senhor deveria saber mais sobre fatos importantes que acontecem à sua volta?

Lula responde:- Eu quero ser reeleito, porque quando souber (de casos de corrupção), eu punirei. Antes se jogava para debaixo do tapete (governo FHC). Eu não. A lógica da ética não é saber antes, é punir quando acontece, é investigar, é punir. E isso eu tenho muito orgulho de não ter vacilado um minuto. Eu sou responsável por tudo, mas permita que as pessoas entendam que um pai de família não sabe tudo.

Fernando Vieira de Mello pergunta a Alckmin sobre a redução da maioridade penal:

Alckmin responde:

- Eu sou contra, mas apresentei proposta para reformar o estatuto da criança e do adolescente.

Lula comenta:

- O problema da segurança pública não é do presidente, do governador e do prefeito. É um problema que envolve a família. Não há um responsável, há muitos responsáveis.

Alckmin replica, mas não diz coisa com coisa, esquece até da parceria com o PCC:

- Nós vamos aperfeiçoar a legislação. A impunidade estimula o delito. Eu vou vender o aerolula e fazer cinco hospitais.

José Paulo de Andrade pergunta o que Lula fará para reforçar princípios da sociedade e valores morais:

Lula responde, mas antes classifica de sandice o que Alckmin diz sobre o avião da presidência:

- Ou nós começamos a trabalhar no ensino fundamental a cabeça das crianças ou endurecendo a lei.

Alckmin, o beato da Opus Dei, comenta:

- Nós somos bem diferentes. O estado de São Paulo tinha dois aviões e eu vendi os dois, tinha dois helicópteros e eu os doei para a polícia. A senhora, quando compra um pacote de açúcar, paga 40% de imposto, e não é para ser jogado fora. Em relação à corrupção, o exemplo vem de cima. Qual é autoridade moral para ele vir falar com essa lista de corrupção no seu governo?

Lula aumenta o tom de voz e replica:

- Com a autoridade de quem descobriu que 60% dos prefeitos envolvidos com sanguessugas eram do PFL e do PSDB; a autoridade de quem sabe como a sociedade reage quando as denúncias não são apuradas.

Joelmir Betting pergunta a Alckmin onde cortar gastos e quando:

Alckmin responde:

- Hoje o Brasil cresce um terço dos emergentes. O governo do PT é tartaruga. Está parado. Eu vou ter política fiscal séria e não desperdiçar o dinheiro do povo.

Lula comenta:

- De gasto em publicidade o Alckmin conhece. É só investigar a Nossa Caixa. Os gastos que precisam ser cortados já estão sendo cortados. (...) O Brasil vai crescer mais de 5% não por bravata de candidato, mas porque as bases estão colocadas.

Alckmin replica:

- Quem é especialista em bravata é o PT, que vivia dizendo que estava tudo errado e ao chegar ao poder aplicou a mesma receita com dose maior.

22h39min - QUINTO BLOCO – (Perguntas entre os candidatos e considerações finais)Alckmin, volta a ser grosseiro, não é mais beato e pergunta:

- Você que está em casa e acompanhou esse debate viu que Lula foi irônico, arrogante e desrespeitoso. E não respondeu de onde vinha R$ 1,7 milhão para comprar um dossiê fajuto. Onde no meu programa está dito que eu vou privatizar Petrobrás, Banco do Brasil, Caixa e Correios?

Lula responde:- Eu não disse que o governador vai apenas privatizar. Eu disse que pessoas no seu partido já propuseram até a privatização da Petrobrás. Mas vocês já privatizaram tudo. Este país não pode permitir que o ministro da Fazenda viaje o mundo inteiro para procurar dinheiro para cobrir os seus gastos.

Alckmin replica:

- Não minta, Lula. Não foram o PFL e o PSDB que disseram alguma coisa de privatização. Foi você que falou. Eu não vou privatizar, porque não há necessidade.

Lula em tréplica:

- Ele não pode ficar nervoso, bravo e dizer mentira. Foi o PSDB e o PFL que privatizaram o País. Quando não tiver mais o que vender, vai fazer o quê? Vender a Amazônia? Não precisa ficar nervoso. Eu te conheço e não faz o teu gênero.

Considerações finais de Lula:

- Quando resolvi ser candidato à reeleição, é porque estou convencido de que podemos fazer muito mais e muito melhor pelo Brasil. As coisas estão arranjadas. Os alicerces estão prontos, as paredes estão levantadas. Falta agora levantar apenas o madeiramento e o telhado. Nós sabemos da necessidade de gerar emprego. E para ter emprego de qualidade, é preciso que a gente tenha uma educação de melhor qualidade. Ao invés das críticas que alguns fazem, estamos investindo em universidade e em escolas técnicas. Assim o Brasil vai deixar de ser um exportador, ora um pouco de commodities, ora um pouco de produtos manufaturados, e vai junto com isso exportar inteligência e conhecimento para ser tornar uma grande Nação. Até o próximo debate.

Considerações finais de Alckmin:

- Eu participei de todos os debates. Não fugi de nenhum debate. O PT já teve a sua chance e deixou passar. Cresceu menos de 3%, cresceu a metade do que os países emergentes. O primeiro compromisso é com o crescimento. O segundo, com os serviços, a Educação. Sou médico. Passei a vida minimizando o sofrimento das pessoas. Serei firme na segurança pública. Peço seu apoio, seu voto de confiança.

 

Alckmin representa moralismo, ineficiência e atraso

* LEONARDO AVRITZER

GERALDO ALCKMIN é um candidato conservador nos dois principais significados que o termo permite: no de preservar o status quo dos setores dominantes da sociedade brasileira e no de capitanear uma reação conservadora nas poucas áreas nas quais o Brasil mudou nos últimos anos: nos campos do pluralismo moral e religioso, das políticas heterodoxas na economia e das políticas de direitos humanos. Permitam-me elaborar de que maneira Alckmin é conservador em cada um deles.

Nos governos FHC e Lula, o Brasil avançou significativamente na separação entre religião e Estado e na aceitação do pluralismo religioso. Essa é uma dimensão central do republicanismo e de um importante processo de pluralização moral da sociedade brasileira. Alckmin parece ser, nesse quesito, o mais conservador dos candidatos à Presidência desde a redemocratização.
Suas relações com o Opus Dei incluem, segundo a revista "Época", ter um confessor ligado à ordem e realizar reuniões periódicas com membros da ordem no Palácio dos Bandeirantes. Essas relações revelam uma mistura perigosa entre religião e Estado e entre público e privado.

Além disso, o Opus Dei é conhecido internacionalmente por ligações escusas e secretas com o poder político. Alckmin rejeitou falar sobre suas relações com o Opus Dei na campanha. O Brasil pode se surpreender com essas relações caso escolha Alckmin.

No que diz respeito à questão econômica, um consenso tem se formado no Brasil nos últimos anos acerca dos limites das políticas neoliberais. Os quatro anos do segundo mandato FHC foram os anos de menor crescimento econômico na história recente do país. O crescimento nos últimos quatro anos foi um pouco melhor, mas aquém do que o país necessita.

Nesse momento, o consenso maior dentro do governo Lula é por uma política mais agressiva de crescimento econômico. Alckmin tende a reverter o debate econômico na direção da retomada das privatizações. Segundo a revista "Exame", Alckmin estaria muito próximo de economistas liberais ortodoxos como Malan, Armínio Fraga e José Pastore. Suas prioridades para a economia seriam o corte de gastos públicos, uma nova reforma previdenciária e a retomada das privatizações.

No caso mais conhecido de privatização hoje em São Paulo, o da linha 4 do Metrô, o Estado investirá 70% dos recursos, e a receita tarifária ficará integralmente com o parceiro privado por 30 anos. Esse é o padrão de privatização que podemos esperar em uma era Alckmin. Ele certamente significará índices muito baixos ou nulos de crescimento econômico motivados pelo fundamentalismo neoliberal.

O último ponto é a política de segurança e de direitos humanos. Alckmin tem uma política de segurança que, ao mesmo tempo, desrespeita os direitos humanos e é ineficiente. A sua apologia da violência policial e sua política carcerária parecem ter sido capazes de conjugar o pior dos dois mundos. O resultado todos conhecem: o aumento da população carcerária do Estado somente ampliou a vulnerabilidade do cidadão comum e sua insegurança física.

Nesse caso, o conservadorismo tem duas facetas: a incapacidade de pensar uma política de segurança moderna, aliada ao desrespeito secular das elites pelos direitos da população mais pobre. O resultado, mais uma vez, é uma política conservadora tanto nas suas concepções morais quanto no seu resultado administrativo.
Responder se Alckmin é um candidato conservador não significa necessariamente fazer um juízo de valor acerca do conservadorismo. Afinal, existem momentos nos quais conservar elementos da ordem política pode ser considerado uma atitude positiva.

Mas não é esse o caso da candidatura Alckmin. Ela é conservadora em dois sentidos muito específicos: no de querer retornar a um status quo que não permitirá o crescimento econômico nos próximos anos e no de querer insistir em valores morais próprios de uma sociedade oligárquica que contrariam uma agenda de ampliação de direitos no país.

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LEONARDO AVRITZER, 47, mestre em ciência política e doutor em sociologia, é professor do Departamento de Ciência Política da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

 

Alckmin apelou para a baixaria no debate

Como disse o Zé Dirceu em seu blog, Alckmin tinha que ganhar o debate, mas não ganhou. Foi muito agressivo, mas Lula aguentou firme o ataque. Lula não recuou, não ficou na defensiva e atacou e cobrou os tucanos. Não recuou, inclusive, da denúncia de que importantes setores do PSDB e do PFL pregam abertamente a privatização da Petrobras e dos bancos públicos, e de que Alckmin, em seu mandato em São Paulo, manteve a política de privatizações.

Alckmin foi repetitivo e atacou, atacou, atacou. Lula soube responder, na medida, e apresentou o que fez no seu governo. Sem perder, inclusive, nenhuma oportunidade de comparar seu mandato ao de FHC. Cobrou de Alckmin explicações que não foram dadas sobre a Nossa Caixa, o PCC, a Febem, sobre a crise energética e o programa do PSDB para a educação. Lula manteve a tranquilidade e se portou a altura do cargo. Neste, da Band Lula saiu-se bem.

Os debates serão como esse. Um bate-boca que vai esclarecer muito pouco sobre a situação do país, o que fez o Governo Lula pelos pobres. Isso não interessa a Alckmin. O tucano vai sempre repetir a tecla batida dos escândalos e dossiês. Lula saiu-se bem. Com a agressividade panfletária de Alckmin, o Brasil perdeu a chance de um debate de maior nível. Na baixaria, Alckmin foi melhor.

8 de outubro de 2006

 

Alckmin vai gaguejar três vezes no debate de hoje

Segundo o governador eleito da Bahia, Jaques Wagner, quando Lula perguntar ao adversário por que ele engavetou 71 CPIs em São Paulo, por que ele compactuou com a venda das ações de Petrobrás no governo FHC e onde foi parar o dinheiro das privatizações, Alckmin vai gaguejar três vezes Não tem respostas convincentes.

Confira a entrevista do governador eleito à Folha Online:

Folha - O presidente Lula poderia ter vencido no primeiro turno se não fosse o caso do dossiê?

JAQUES WAGNER - Evidentemente que as denúncias perturbaram. Para não ser ingênuo, quero deixar claro que dossiês existem de porretadas, muitos já foram usados. Estou cansado de ver dos dois lados.

Folha - O senhor tem dúvida de que alguns petistas tiveram envolvimento?

JAQUES WAGNER - Eles fizeram uma grande cagada, com ou sem armadilha, achando que isto prejudicaria o Serra. Não sei se evitou a vitória de Lula no primeiro turno, mas, certamente, contribuiu para que ele não ganhasse logo.

Folha - Até onde vai a participação do PT no episódio?

JAQUES WAGNER - As pessoas precisam entender que, por exemplo, na Folha pode ter um diretor, um redator, um repórter que faça merda, mas não pode dizer que a Folha é uma merda. Qualquer instituição tem isso, tem picareta no PSDB, no PFL. Partido não dá atestado de idoneidade moral a ninguém.

Folha - O senhor acredita que a questão ética vá prevalecer no segundo turno?

JAQUES WAGNER - Não creio. O que a gente quer como brasileiro? Um país sem desvio do dinheiro público. É impossível imaginar que podemos chegar a este objetivo só com gente correta. É sonhar demais. Como se chega a isso? Quando a lei é cumprida e os instrumentos de coação contra o crime funcionam.

Folha - Como o PT deve reagir ao debate ético que Geraldo Alckmin quer levantar?

JAQUES WAGNER - Vamos perguntar: o senhor engavetou quantas CPIs em São Paulo? Aí ele vai dizer o quê? Vai gaguejar três vezes. Aí, vamos perguntar: aquela famosa venda das ações da Petrobras feita no governo Fernando Henrique Cardoso, que todo mundo viu que o preço pelo qual foi vendida, um mês de lucro pagava. Aquele negócio das privatizações foi ou não foi caixa dois?

Folha - Qual o legado do grupo de ACM na Bahia?

JAQUES WAGNER - Como método de governador, não deixa nada. Agora, estaria mentindo se dissesse que ele não trouxe coisas para a Bahia. No tempo em que ele tinha prestígio no governo militar, ACM trouxe investimentos. Seria burrice dizer que ele não abriu avenidas importantes. Mas, neste último período, ele só tem deixado empobrecimento na Bahia.

6 de outubro de 2006

 

Deputados da Bahia que tentaram a reeleição e perderam...

O site Congresso em Foco, ao informar quem tentou se reeleger para a Câmara Federal e não conseguiu, não escapa à superficialidade com que a mídia, em geral, vem tratando as denúncias, falsas denúncias, escândalos e falsos escândalos. A matéria “Quem tentou a reeleição e perdeu” é um bom exemplo. Dos 417 deputados que disputaram novo mandato 150 deles perderam. Muitos dos que perderam estavam envolvidos em denúncias, mas não condenados, outros perderam porque perderam as bases eleitorais, sabotados pelo mandonismo de chefes políticos, como é o caso de três baianos: Aroldo Cedraz (PFL), Jairo Carneiro (PFL) e Milton Barbosa (PSC.

Entre os reeleitos, há 55 parlamentares que respondem a acusações por supostas práticas ilegais. Os jornalistas chegam a dizer que “serve de consolo que entre os que não conseguiram se reeleger há 58 deputados envolvidos em escândalos ou respondendo a processos”. Ou seja, os jornalistas-juízes do site Congresso em Foco já julgaram e condenaram os acusados. Saiu no jornal, transitado em julgado. Uau.

O julgamento dos jornalistas é muito apressado, pelo menos no caso da Bahia. Aqui, de fato, os deputados Reginaldo Germano (PP) e Jonival Lucas (PSC) respondem respectivamente a acusações de envolvimento nas denúncias de mensalão e na máfia das sanguessugas. Mas, Josias Gomes (PT), acusado e não condenado a nada, obteve mais de 42 mil votos. Não perdeu por denúncia de mensalão coisa nenhuma. Perdeu porque Geraldo Simões (PT), ex-deputado e ex-prefeito de Itabuna tirou seu apoio, se lançou e se elegeu, legitimamente.

Mas como a “pauta” já está contaminada, os jornalistas nem sequer tentam apurar porque Aroldo Cedraz (PFL), Jairo Carneiro (PFL) e Milton Barbosa (PSC) também perderam, embora não estivessem envolvidos em nenhum escândalo.

Se os jornalistas não estivessem com a “pauta” tão dirigida, descobririam que estes três foram atropelados por outro tipo de escândalo, patrocinado pelo autoritarismo e mandonismo doentio do senador ACM, que “minou” as bases daqueles parlamentares para favorecer a votação do ACM Neto.

Aliás, muitos outros candidatos do carlismo foram atropelados pelo, como diz a revista Carta Capital, “pequeno e iracundo parlamentar neto de ACM”. Estes 400 e tantos mil votos vão custar caro ao moribundo carlismo.

 

Frei Betto conclama cristãos a votar em Lula

O dominicano Frei Betto lançou a ''Carta aberta aos eleitores cristãos'' voltada para o segundo turno presidencial.

''Eleger Alckmin pode ser o primeiro passo para a privatização da Petrobras, do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e dos Correios'', adverte o religioso.

''Lula ainda nos deve muito do que prometeu, porém, o Brasil e a América Latina serão melhores com ele do que sem ele'', afirma. “Vamos reeleger Lula presidente”, conclama. Confira a íntegra:

Frei Betto: ''Vida para todos'' (João 10,10)

''A 29 de outubro escolheremos quem governará o Brasil nos próximos 4 anos: Lula ou Alckmin. Os dois são cristãos. Os dois nunca deram mostras de tendência fundamentalista, a de querer submeter a política à autoridade de uma Igreja ou religião.

A política é laica, ou seja, neutra em matéria de religião. Ela visa ao conjunto da população, sem levar em conta as convicções religiosas do cidadão ou cidadã. A todos, o governo tem a obrigação de servir, assegurando-lhes direitos, proteção e o mínimo de bens para que possam viver com dignidade.

Se nenhuma religião tem o direito de tutelar a política, isso não significa que a política deva se confinar no pragmatismo do jogo de poder. A política se apóia em valores éticos. E nós, cristãos, temos como fonte de valores a Palavra de Jesus. É à luz do Evangelho que avaliamos todas as esferas da atividade humana, inclusive a política ­ que é a mais importante delas, pois influi em todas as outras.

Para Jesus, o dom maior de Deus é a vida. Está mais próxima do Evangelho a política que favorece condições dignas de vida à maioria da população. É neste ponto que as políticas do PSDB e do PT ganham contornos diferentes. Os dois partidos tiveram desvios éticos?

Sem dúvida. Como ironiza Jesus, atire a primeira pedra quem não tem pecados. Errar é humano. Persistir no erro é abominável. Se um membro da família erra, não se pode condenar por isso toda a família. O grave é quando a família toda abraça o caminho do erro.

Este foi o caso do PSDB, partido de Alckmin, nos 8 anos em que FHC (Fernando Henrique Cardoso) governou o Brasil (1994-2002). Empresas públicas foram privatizadas. Grandes empresas brasileiras, como a Vale do Rio Doce, Embratel, Telebrás, Usiminas etc - patrimônios do povo brasileiro, cujos lucros engordavam os cofres do Estado, foram vendidas a preço de banana, e os lucros passaram a ser embolsados por corporações privadas, muitas delas estrangeiras.

Lula não privatizou o patrimônio público. Eleger Alckmin pode ser o primeiro passo para a privatização da Petrobras, do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e dos Correios.No governo FHC, as políticas sociais eram tímidas e assistencialistas. O Comunidade Solidária era uma iniciativa nanica comparada à grandiosidade do Bolsa Família, que hoje distribui renda para mais de 40 milhões de pessoas. Graças a isso, de cada 100 brasileiros que viviam na miséria, nos últimos 4 anos 19 passaram à classe média.

No governo Lula houve, sim, desvios éticos: o caso Waldomiro Diniz; o ''mensalão'' e os ''sanguessugas''; a quebra do sigilo bancário do caseiro de Brasília; o dossiê contra Serra. Não há nenhuma prova de que o presidente soubesse antecipadamente dessas operações inescrupulosas. E ao virem a público, ele tratou de demitir os envolvidos.

No governo FHC, dinheiro público foi usado para tentar socorrer bancos privados: o Proer. O Banco Econômico recebeu R$ 9,6 bilhões. Instalou-se uma CPI que, controlada pelo Planalto, justificou a maracutaia e nunca investigou a Pasta Rosa que continha os nomes de 25 deputados federais subornados pelo Econômico.

Houve ainda os casos dos precatórios; da compra de votos para aprovar a emenda constitucional que permitiu a reeleição de FHC; do socorro aos bancos Marka e FonteCidam no valor de R$ 1,6 bilhão (os tucanos impediram a instalação da CPI para investigar o caso); as falcatruas na Sudam etc.

Nada foi apurado, porque o Procurador-Geral da República, Geraldo Brindeiro, conhecido como “engavetador-geral”, engavetou, até maio de 2001, 242 processos contra o governo e arquivou outros 217, livrando os suspeitos de qualquer investigação: 194 deputados federais, 33 senadores, 11 ministros e ex-ministros, e o próprio presidente da República.

O governo FHC tratou os movimentos populares como caso de polícia, e não de política. Remeteu o Exército para reprimir o MST e os petroleiros em greve. Lula jamais criminalizou movimentos sociais e, sob o seu governo, a Polícia Federal levou à prisão gente graúda, dos donos de uma grande cervejaria a juízes, e inclusive petistas envolvidos no caso do dossiê anti-Serra.

O governo Lula reforçou a soberania do Brasil. Repudiou a Alca proposta pelo governo Bush; condenou a invasão do Iraque; visitou a cada ano países da África; abriu as portas de nossas universidades a negros e indígenas; estendeu energia elétrica aos mais distantes rincões; manteve a inflação sob controle; impediu a alta do dólar; reduziu os preços dos gêneros de primeira necessidade; ampliou o poder aquisitivo dos mais pobres, através do aumento do salário mínimo.

Lula ainda nos deve muito do que prometeu ao longo de suas campanhas presidenciais, como a reforma agrária. Porém, o Brasil e a América Latina serão melhores com ele do que sem ele. Se você está convencido disso, trate de convencer também outros eleitores.

Vamos votar na vida ­ e ''vida para todos'' (João 10,10). Vamos reeleger Lula presidente!''

* Frade dominicano e escritor, autor de 53 livros, e assessor de movimentos sociais.

 

Emiliano reúne comitê e parte para campanha de Lula

Depois da reunião geral da campanha de Lula, convocada pelo governador eleito, Jaques Wagner, no Hotel da Bahia, Salvador, nesta quinta-feira (05), às 20h, Emiliano José (PT), que não conseguiu se eleger deputado federal com a marca de 50 mil votos, reuniu seu Comitê Eleitoral no Rio Vermelho. Emiliano agradeceu o esforço da coordenação, da militância e dos amigos, e conclamou a todos para a mobilização geral pela vitória do presidente Lula neste segundo turno.

À reunião do Comitê Eleitoral, que agora se transforma em Comitê Pró-Lula, compareceram representações de muitos bairros de Salvador, como Itapuã, Vida Nova, São Cristóvão, Bairro da Paz, Avenida Sete, Centro, Saúde, Nazaré, Pernambués, Periperi e Monte Serrat; muitos estudantes da UFBA e da UNEB; trabalhadores da Refinaria Landulpho Alves, de Mataripe, trabalhadores da Chesf e dos Correios; e também representações da Região Metropolitana de Salvador, como Simões Filho, Lauro de Freitas e Itinga. Na reunião se manifestaram lideranças evangélicas, do movimento negro e dos candomblés.

A turma é boa. Não havia clima de derrota no ar, mas muita disposição de se mobilizar pela reeleição de Lula.

LEIA CARTA ABERTA DE EMILIANO:

Meus amigos, minhas amigas,

Senti forte emoção ao receber 50 mil votos em minha campanha para deputado federal. Não deu. Agradeço profundamente a todos os que manifestaram confiança em mim com o exercício sagrado do voto. É uma responsabilidade muito grande.

Saúdo os companheiros que passarão a formar a bancada do PT na Câmara dos Deputados e também os companheiros que vão integrar nossa bancada na Assembléia Legislativa da Bahia. Uma bancada, dará o fundamental suporte ao Governo Lula, a outra, será a base política do Governo Wagner.

Aos companheiros de partido, do meu Comitê Eleitoral, amigos e eleitores, afirmo que não há tempo para lamentações, nem clima para desânimo. É, sobretudo, um tempo de união de todos os baianos, rumo à vitória no segundo turno.

A vitória de Wagner, por si só, é certeza de mudanças profundas na vida do povo da Bahia, mas, a vitória do povo não estará completa sem a recondução de Lula à presidência da República.

Com Lula, a Bahia se livrará mais rápido da pobreza que nos incomoda a todos, 5 milhões de baianos abaixo da linha da pobreza, com Lula virá desenvolvimento econômico, a instauração de um clima democrático nas relações políticas, a inserção soberana do Brasil no mapa global da economia.

O debate na TV é importante, a notícia equilibrada na imprensa é importante, mas, quem decide a eleição é o povo. Assim sendo, a militância petista e a ação política dos cidadãos conscientes terão papel fundamental para a vitória de Lula.

Meu Comitê Eleitoral do Rio Vermelho não será fechado. Transforma-se de agora em diante em mais um Comitê Lula Presidente. Juntos, derrotaremos as forças do atraso. E com a moral alta, porque o PT saiu fortalecido das eleições. Nossos companheiros eleitos chegarão ao Parlamento com a legitimidade que as urnas nos deram.

Com Lula, derrotaremos a pobreza, essa obsessão de toda uma vida, razão de ser da fundação do PT. Os neoliberais, representados pela candidatura Alckmin e pelo decadente carlismo, acreditam no deus-mercado, no lucro a qualquer custo e não se importam com a permanência de milhões de pessoas abaixo da linha da pobreza. Na Bahia, 16 anos de PFL no poder provaram isso.

Nós do PT, com Wagner no governo da Bahia, com Lula na presidência, com a bancada petista liderando o Congresso Nacional e a Assembléia Legislativa, acreditamos que a vida de nossa gente será melhor.
É com esse espírito que convoco a todos para engajamento total na ação política cidadã, num esforço final de mobilização.

Lula presidente, por uma Bahia forte e feliz com o governador Wagner.

Emiliano José (PT)
Deputado estadual

 

Chavéz é um gênio da política e do mercado editorial

Que o companheiro Hugo Chavéz, presidente da Venezuela, seja um gênio da política todo mundo sabe, mesmo os hipócritas que são contra. Agora, na última Assembléia Geral das Nações Unidas (29/09), revelou-se também um gênio do mercado editorial. Chavéz, quando disse na ONU que “o diabo passou aqui, ainda está cheirando enxofre”, referindo-se a W. Bush, trazia nas mãos o livro de Noam Chomsky intitulado “Hegemonia ou sobrevivência – os riscos do domínio global norte-americano”. A foto circulou o planeta.

Como se sabe, Chomsky é um crítico radical do imperialismo norte-americano, libertário, de esquerda e o maior mestre da filosofia da linguagem. A famosa obra de Chomsky, que estava no 1.500º lugar no ranking editorial, passou para o primeiro lugar. De acordo com a revista Carta Capital, as vendas eletrônicas da Amazon dispararam e os vendedores da rede Barnes & Nobles informaram que Chavéz “ressuscitou” Chomsky para a campanha eleitoral ao Congresso americano. Chavéz é um gênio.

Eu li a obra desde que, recentemente, a revista Veja destratou Noam Chomsky. Tudo que a revista Veja destrata, eu leio, avidamente.

5 de outubro de 2006

 

Entrevista com João Falcão revela como foi a perseguição de ACM ao Jornal da Bahia

Está imperdível. Bob Fernandes e Maria Falcão entrevistam o fundador do extinto Jornal da Bahia, João Falcão, que acaba de lançar um livro contando toda a história da escandalosa perseguição de ACM ao jornal. ACM dedurou jornalista, e chagou a apelar para a famigerada Lei de Segurança Nacional, bajulou os militares, e até bomba terrorista foi jogada contra o empresário. O livro de João Falcão se chama “Não deixe esta chama se apagar – História do Jornal da Bahia. A jornalista Maria Falcão é neta de João Falcão. Bob Fernandes é editor da revista Terra Magazine (http://terramagazine.terra.com.br). A entrevista revela como o mau caratismo de ACM vem de longe.

 

Blog Amigos da Bahia enfrenta agora campanha de Lula

Na Internet, a campanha de Wagner contou com uma ajuda inesperada. O blog Amigos da Bahia(www.amigosdabahia.blogspot.com) concorreu na difusão das notícias com os próprios sites oficiais do PT. Agora, o blog Amigos da Bahia anuncia que a luta continua, mas vai dar prioridade para a campanha de Lula, inclusive com o redirecionamento do conteúdo de sites famosos. Como diz em editorial, a luta agora é outra, começou a nova batalha de Lula.

LEIA EDITORIAL DO SITE AMIGOS DA BAHIA

Novos rumos – A vitória no segundo turno

Estamos comemorando a memorável vitória de Wagner, ainda que entristecidos por Emiliano, a quem este blog declarou apoio e muito sobre ele publicou, não ter sido eleito. Sua luta, o seu combate ao coronelismo baiano, o enfrentamento ao clã dos Magalhães ficarão como emblemas da campanha.

É um grande prejuízo para o Congresso Nacional. O Brasil não sabe o que perdeu. porém Emiliano continua de mangas arregaçadas e está trabalhando a pleno vapor para elegermos Lula no segundo turno.

Comemoramos também a expressiva vitória de Paulo Rangel, nos apresentado pelo companheiro Zé Maria, a quem também declaramos apoio, principalmente pela seriedade que ostenta. Seu cuidado e respeito com a coisa pública, não tendo utilizado sua condição de primeiro coordenador do Luz para Todos em sua promoção, disputando uma eleição com lisura e honestidade.

A luta agora é outra. Vem aí a nova batalha de Lula.

Estaremos empenhados de corpo e alma na luta pela reeleição de Lula no segundo turno. Como já publicamos, toda a blogosfera deve estar atenta para combater a imprensa suja e cúmplice dos vendilhões do País.

Não podemos descansar. Estaremos atentos a tudo. Dividiremos as tarefas de forma organizada, para que nossa voz possa ecoar por todo o Brasil.

Aos companheiros internautas, informamos que ao acessarem os blogs www.amigosdopresidente.com ou o www.tucanoduto.com , serão automaticamente redirecionados para o blog www.amigosdabahia.blogspot.com.

Aqui iremos concentrar todos os nossos esforços. Os endereços www.amigosdopresidente.blogspot.com e www.tucanoduto.blogspot.com continuarão disponíveis, porém com pouco conteúdo. Vamos à luta companheiros. A vitória no segundo turno depende de todos nós.

Eudes Paiva

 

Lula pede a bênção ao eleitor baiano, Alckmin, ao hamster.

Com o questionável título “Lula e Alckmin pedem bênção ao eleitor baiano” o blog corporativo da Folha de S. Paulo, assinado por Josias de Souza, informa que os dois presidenciáveis darão as caras na Bahia nas próximas 24 horas. Vão pedir a bênção ao eleitor baiano. Nem tanto, nem tanto.
***
Lula faz comício nesta sexta-feira, 6. E Alckmin se reúne a portas fechadas com o que resta do carlismo.

Lula discursará ao lado de um governador eleito, Jaques Wagner.

Alckmin certamente vai ouvir quanto terá que pagar para continuar merecendo apoio do que resta do carlismo e do hamster. Reunião com a turma do PFL só pode ser mesmo a portas fechadas. A linguagem é dinheiro, vantagens, negócios.

Lula vai pedir em público a bênção a 66% do eleitorado baiano

Alckmin vai pedir a portas fechadas apoio da turma fracassada que lhe deu 26% dos votos baianos. É muito pouco, mas, ainda assim o preço é alto.

Na verdade, na verdade, Lula pede bênção ao povo baiano, Alckmin, ao PFL do hamster.

4 de outubro de 2006

 

PT desponta como partido mais influente do Novo Congresso

O Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP) já ensaiou o mapa do poder no novo Congresso Nacional eleito. Apontou 24 petistas entre os 100 possíveis “cabeças” da próxima legislatura. Assim, o PT já desponta como favorito para comandar a relação de parlamentares mais influentes. Tradicionalmente, apenas 50 parlamentares pesam na solução de crises. Da Bahia, há oito parlamentares na relação, sendo dois do PT.

Na relação dos prováveis mais influentes, no novo Congresso Nacional, entre os 24 nomes do PT, da Bahia o DIAP incluiu Sérgio Carneiro e Walter Pinheiro; entre os 15 do PMDB incluiu Geddel Vieira Lima; entre 12 do PSDB incluiu Jutahy Júnior; entre os 9 do PSB incluiu Lídice da Mata; ninguém do PPS, PCdoB, PDT e PTB. O DIAP também incluiu, entre os 18 do PFL, os nomes de ACM, ACM Neto e José Carlos Aleluia.

A presença de Sérgio Carneiro, Walter Pinheiro, Lídice da Mata e Geddel Vieira Lima na relação do seleto grupo que terá influência no Congresso torna-se ainda mais importante porque o segundo mandato do presidente Lula seguramente vai sofrer tentativas de golpe, com riscos para a estabilidade institucional. Eles contrabalançam a presença da direita como ACM, ACM Neto e Aleluia, e ainda mais com o eterno vai-pra-lá e vem-pra-cá de Jutahy Júnior.

3 de outubro de 2006

 

Se Alckmin ganhar, adeus Petrobras, adeus Correios, adeus CEF, adeus Banco do Brasil, adeus Brasil

Tá me dando um frio na barriga. O ex-ministro das Comunicações no governo FHC, Luiz Carlos Mendonça de Barros, é um dos principais articuladores do programa de governo do Alckmin (PSDB). Três itens do programa indicam que o rumo a ser adotado, no caso de vitória da direita, será mesmo o da privatização.

No capítulo sobre política energética, o programa de Alckmin diz que o tucano irá "Estabelecer parcerias com a iniciativa privada para o crescimento do setor (de energia)"; "Incentivar a participação da iniciativa privada em companhias de distribuição de gás natural" e "Incentivar a entrada de novos agentes no mercado de refino e transporte de petróleo e gás natural".

É uma proposta disfarçada de privatização. Apesar do oportunismo e da hipocrisia, Mendonça de Barros já deixou escapar para a imprensa a verdadeira intenção. Ele defende abertamente a entrega do patrimônio público do país. Ele quer privatizar, não somente a Petrobrás, mas os serviços portuários, as estradas de rodagem, o setor elétrico, os Correios, os bancos estaduais, a CEF, do Banco do Brasil. É o guru econômico de Alckmin – fragilizou a economia de São Paulo com uma onda de privatizações.

Essa gente é criminosa, de paletó e gravata. Se aqui fosse Cuba eles iriam para o paredón.


 

Emiliano já está na campanha de Lula

Emiliano não ganhou. Obteve 50 mil votos, numa belíssima campanha eleitoral. A única que apresentou debate de idéias. Mas não levou. Incansável, na segunda-feira (2) já dava entrevista à TV Itapoan, no programa Balanço Geral do meio-dia, com emocionante participação do apresentador Raimundo Varela, que ainda está internado em São Paulo, onde sofreu cirurgia delicada.

Emiliano agradeceu o voto dos baianos, falou da vitória do PT, do crescimento da bancada petista, e da campanha de Lula no segundo turno. Para a Bahia, é fundamental Lula ganhar. Emiliano propõe a união de todos os que amam a Bahia em torno da campanha de Lula.

O Comitê Eleitoral de Emiliano, no Rio Vermelho, não vai fechar. Já está totalmente a serviço da campanha de Lula. Não está em jogo apenas o poder político, está em jogo o bem-estar do povo da Bahia, o Bolsa-Família, a Petrobrás, o Banco do Brasil, a CEF...

Quinta-feira, 5 de outubro, o comitê se reúne para programar a mobilização geral.

 

Governador Wagner comanda campanha de Lula na Bahia

Wagner, o governador eleito da Bahia, tem juízo. Logo na segunda-feira (2) anunciou que assumiu o comando da campanha de Lula na Bahia, que está organizando uma equipe de transição e só depois vai se abrir para as negociações para composição do seu governo. É bem mais complicado que quando Souto ganhou. Bastava então obedecer ao chefe maior.

Que vitória acachapante. A Bahia realmente se cansou deles. Também, 16 anos de canalhice, bandalheiras e negociatas. E Lula, heim, 66,65% dos votos dos baianos. Pois agora a Bahia terá que se unir, todos os homens e mulheres e bem, para a vitória de Lula, para o bem-estar do povo da Bahia. A meta é passar de 80% para Lula.

Agora é a vez da democracia. Será o governo da coligação vitoriosa formada pelos nove partidos - PT, PCdoB, PMDB, PTB, PSB, PMN, PPS, PV E PRB - e ainda à banda boa do PDT sob o comando de João Henrique e João Durval.

O carlismo acabou. ACM nunca mais. Souto nunca mais.

 

Não foi "surpresa" a vitória de Wagner.O IBOPE mentiu, não por erro, mas, por crime

Quando Wagner ganhou a eleição na Bahia eu disse comigo mesmo. É a glória. E pensei até em encerrar as atividades deste blog. Meus dedos doíam. Dores da LER. Dia da eleição não deu para postar nada. Fui fazer boca-de-urna, pedindo uns votinhos na entrada do Colégio Marista, no Canela. Despachei 100% da redação do BAHIA DE FATO. Eu e Everaldo. Fiquei fora do ar domingo e segunda-feira, mas, enfim, cedi aos protestos e pressões. Vamos continuar.

É engraçado. Muitos jornais, sites e "calunistas" de jornais afirmam que foi uma “supresa” a vitória de Wagner no primeiro turno. Surpresa nenhuma. Estão apenas fingindo surpresa. Sabíamos todos que Wagner iria ganhar no primeiro turno. Tradicionalmente, o IBOPE dava 20% de diferença contra Wagner. São os negócios. Tanto que no sábado, 30 de setembro, este blog anunciou: "Virada na Bahia, Wagner pode ganhar no primeiro turno”. No entanto, estava apenas repetindo a notícia do dia 27 de setembro, quarta-feira: “Wagner vai ganhar no primeiro turno”. Dei essa notícia várias vezes no decorrer de setembro.

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Wagner vai ganhar no primeiro turno
Quarta-feira, Setembro 27, 2006

Até ser divulgada a última pesquisa IBOPE, eu pensava que Wagner iria para o segundo turno e aí estaria tudo zerado. Estava enganado. Wagner vai GANHAR no primeiro turno.Mesmo não tendo confiança nenhuma em pesquisa paga pela TV Bahia, se realmente Paulo Souto obteve 48% e Wagner 31% a vitória no primeiro turno será de Wagner.Ora, em questão de dias Wagner subiu 5 pontos e Souto caiu de 50% para 48% nas intenções de voto. O PT tem pesquisa interna que aponta 30% para Wagner e Souto com 45%, isso há mais de dez dias.Mesmo se considerarmos os números da pesquisa paga pelo clã de ACM, se Souto tem 48% e Wagner 31%, Átila Brandão 2% e os outros candidatos 4% mais 4% de brancos e nulos e 11% de indecisos, já há um empate técnico porque os 31% de Wagner somados aos 11% de indecisos dá também 48%.Wagner vai ganhar no primeiro turno. Souto nunca deixou de cair, Wagner nunca deixou de subir. A panelinha de ACM vai ser quebrada, o clima está parecido como o de 1986 quando Waldir Pires arrebentou a boca do balão com mais de um milhão de votos de frente.Essa pesquisa da Rede Bahia não me engana, não.

Sábado, Setembro 30, 2006
Virada na Bahia. Wagner pode ganhar no primeiro turno.

A pesquisa Ibope/TV Bahia saiu do forno. Como esse pessoal não é flor que se cheire, a coisa deve ser muito pior para Paulo Souto. A pesquisa aponta claramente para um segundo turno. Mas, desconfio dela. Se a TV Bahia acha que vai dar segundo turno, é porque Wagner ganha no primeiro turno. A pesquisa dá uma folga de apenas 4 pontos percentuais para o governador-candidato à reeleição. Ora, A diferença entre o percentual de votos do governador ao dos demais candidatos é de apenas dois pontos percentuais. Essa folga está dentro da margem de erros do levantamento. Logo, a disputa está na zona do agrião, empate. Ao desastre de Paulo Souto junta-se a derrota de Rodolfo "servil" Tourinho ao Senado para João Durval. Quem ganha é o prefeito João Henrique.Se não bastasse o Ibope, o jornal A Tarde On line colocou na Internet uma enquete com uma pergunta básica.- Você acredita que haverá segundo turno na Bahia?A resposta “Sim, mas só para governador” obteve 46,28%.A resposta “Não, Lula e Souto vão ser reeleitos domingo” obteve 14,99%.As sondagens batem. Elas fazem sentido. Emiliano (PT), em sua caminhada de candidato a deputado federal, vem insistindo nesta visão - a de que o Wagner ganha no primeiro turno. Neguinho achava que era excesso de entusiasmo, mas, as pesquisas indicam que é um realidade bem próxima.

Anotem. Wagner vai ganhar no primeiro turno.

WAGNER: “O IBOPE DEVE UMA EXPLICAÇÃO"

Eleito governador, Wagner em sua primeira entrevista não deixou de registrar que os institutos de pesquisa, em especial o IBOPE, devem uma explicação ao povo baiano e ao povo brasileiro.

“Eu creio que se os resultados foram apresentados de uma forma venal e não por um equívoco de metodologia, isso é um crime do ponto de vista republicano, porque não ofereceram uma informação de qualidade para que a população pudesse decidir. A reincidência é indicativa de penalidade.

Em 2002 me atribuíram 18% na disputa e ao abrir as urnas eu obtive 38,5%.

Agora em 2006, eles me deram 34% e eu obtive 54%. A diferença é que dessa vez eu consegui ganhar a eleição.

O Ibope "errou" pela segunda vez em 20 pontos percentuais e deve uma explicação à população.
Há sinais de fraude eleitoral e o TSE tem que investigar”, disse Wagner.

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