21 de agosto de 2006
Paulo Souto quer enganar o eleitor da Bahia
Os advogados da coligação de Paulo Souto decidiram que é “abusiva” a propaganda em favor do presidente Lula da coligação PT-PCdoB-PMN-PTB. Dizem que é desvio de função. A representação do PSDB e PFL alega que em toda a propaganda há apenas uma referência acidental aos que deveriam usar o horário eleitoral, quando se diz que a caminhada de Lula pelas ruas de Salvador se deu na companhia de Jaques Wagner, candidato ao governo da Bahia pelo PT, e seu "time de deputados". Eles querem a retirada de 45 segundos do tempo de propaganda destinado a Lula.
Paulo Souto esconde do povo baiano que apóia o vexame do Alckmin. E não quer deixar que Wagner e candidatos a deputado federal apóiem Lula.
Tomou posse substituto do sanguessuga de Paulo Souto (PFL)
O prejuízo para a campanha de Paulo Souto e Geraldo Alckmin será enorme em Vitória da Conquista e em todo o Sudoeste da Bahia, onde Coriolano Sales tinha muita influência. Nem de longe Roland Lavigne repõe a perda sofrida pela campanha do PFL. Primeiro, Lavigne saiu do PFL e ingressou no PSDB, partido que não tem muita força na região. Segundo, poucos se lembram, mas o médico Roland Lavigne ficou mais conhecido por esterilizar mulheres indígenas, em idade fértil, em troca de votos. Terceiro, porque ele assume apenas para faturar os cinco meses que restam de salário. Sua própria candidatura a deputado federal andava desativada.
Coitado de Paulo Souto, perdeu um general e ganhou um soldado raso.
Aliança PT-PMDB é o fato político mais importante da década
Senador ACM boca-suja quer baixaria no programa de TV
Com ACM como conselheiro Alckmin está ferrado, sem ACM como conselheiro está ferrado também. É melhor perder com dignidade.
Baixarias, truques e frases de efeito na TV não afetaram voto do povo em Lula
É o que revela a mais recente pesquisa IBOPE divulgada (sexta,18) pelo Jornal Nacional da Rede Globo. O presidente Lula foi o único que apresentou crescimento após o início do horário gratuito de TV. Lula subiu de 46% para 47%, Geraldo ficou em 21% e Heloisa Helena paralisada nos 12%. Até na pesquisa do tipo “caso houvesse segundo turno” Lula cresceu: antes vencia com 51% agora vence com 53%, Alckmin perdia com 33% e agora perde com 32%.
A avaliação do Governo Lula melhorou. Mesmo se mantendo o índice de 41% para os que consideram o governo bom e ótimo, a avaliação dos que consideram o governo regular aumentou de 35% para 37%. Portanto, melhorou. Por outro lado, caiu o índice dos que consideram o governo ruim e péssimo: de 22% caiu para 21%. Desta forma, é verdadeira a conclusão segundo a qual o horário eleitoral não teve impacto, até agora, nas intenções de voto dos brasileiros. A rigor, ficou tudo como estava já que os novos índices estão dentro da margem de erro da pesquisa.
Só uma coisa é certa. Lula está 26 pontos à frente de Alckmin. Essa verdade nenhum jornalão da grande imprensa e nenhuma emissora de TV pode manipular.
20 de agosto de 2006
A mídia impressa perdeu a vergonha
O problema do Brasil, segundo eles, são os gastos correntes em programas sociais. Um jornal disse abertamente que o governo optou por não investir na infra-estrutura e doar dinheiro às pessoas – R$ 90 bilhões por ano, segundo a matéria. Clamam por corte nos gastos correntes sociais e por reformas na Previdência; criticam o aumento do crédito, dos salários e dos gastos sociais.
Parecem torcer para que a inadimplência aumente, o investimento caia e o Brasil entre em crise.Não adiantou aumentar o crédito, porque para a mídia isso ameaça o país com uma suposta crise de inadimplência. De nada adianta o Banco Central baixar os juros nominais e o governo preparar um conjunto de medidas para diminuir o spread bancário, antes um tabu. A mídia desacredita todas as essas medidas.
Um famoso articulista diz que os empregos criados são de baixo nível, salários de R$ 700 reais. Deve ser porque ele ganha R$ 70 mil por mês.Sobre a herança maldita da divida interna que herdamos de FHC, nada. Ela sim é a responsável pela falta de recursos para a infra-estrutura econômica e social, para a segurança e a justiça, para os índios e o meio ambiente, para a educação e o saneamento.
Já chegou a nos custar R$ 150 bilhões de juros ao ano.A mídia perdeu a vergonha. Estão abertamente editorializando as notícias e dirigindo abertamente a pauta. Basta ver as perguntas da Folha ao entrevistar um economista do Ipea. Já tinha a conclusão pronta, de que o crescimento da economia é artificial. Um escândalo.
Fonte http://blogdodirceu.ig.blig.com.br
18 de agosto de 2006
Lula envia R$ 14,3 milhões para segurança da Bahia, contra minha vontade
SOU CONTRA porque sou autoritário, rancoroso, vingativo, porque penso igual ao senador Antônio Carlos Magalhães (PFL). Aos correligionários tudo, aos adversários políticos nada. Mas ninguém é perfeito. Voto em Lula mesmo assim, com essa mania dele de democracia. De querer governar para todos. Isso é bobagem.
Eu me lembro muito bem da administração Lídice da Mata. ACM cortou a verba estadual, fez a presidência cortar a verba federal e ordenou aos desembargadores-escravos da época para seqüestrarem o dinheiro do município de Salvador na boca do cofre. O resultado todos nós sabemos. A população passou quatro anos com o lixo nas ruas, sofrendo o diabo que o pão amassou, digo, comendo o pão que o diabo amassou.
Paulo Souto pensa como ACM, não entendo porque o presidente Lula autoriza essas coisas. Bem, ele é o presidente e eu sou apenas eleitor dele. Paciência. Temos essa pequena divergência.
Os recursos do Fundo Penitenciário Nacional (FUNPEN), SE NÃO FOREM DESVIADOS, serão destinados à construção da Penitenciária de Vitória da Conquista. O projeto foi apresentado pela Secretaria da Justiça da Bahia. Já a verba do Corpo de Bombeiros vem do Fundo Nacional de Segurança Pública.
CONTRA A MINHA VONTADE, o Estado da Bahia recebeu, desde 2003, R$ 46,8 milhões da União para a área de segurança pública, entre recursos do Funpen e do FNSP. Isso é um grande desperdício.
Na área penitenciária, o governo federal firmou com o estado convênios no total de R$ 17,8 milhões. Os recursos vêm sendo aplicados na construção de duas penitenciárias, em Lauro de Freitas e Eunápolis, e na reforma de outros estabelecimentos penais do estado, instalação de sistemas de segurança eletrônica em presídios e implantação de programas de reintegração social do preso, penas alternativas e capacitação de servidores do sistema penitenciário.
CONTRA MINHA VONTADE, foram repassados mais R$ 29 milhões do FNSP ao estado da Bahia para compra de 53 viaturas, 717 armamentos letais – leia-se revólveres, pistolas e carabinas – e ainda 470 coletes. Vieram também recursos para aquisição de 923 equipamentos de informática, 278 equipamentos eletrônicos e 339 equipamentos de comunicação.
POR MIM DEIXAVA A BAHIA EXPLODIR. Com Lídice da Matta eles fizeram assim mesmo. E Paulo Souto aplaudia. Afinal, Paulo Souto é do time do senador ACM, pensa igual a ele, então para que facilitar a vida do governo da Bahia? O governo federal repassa a verba, beneficia a população, e a Propeg faz propaganda para enfiar mentira pela nossa goela abaixo. Dizer que tudo isso é obra do governo estadual. Etc e tal.
Não vou perdoar nunca o presidente Lula por essa mania de governar para todos!
Campanha do PFL baiano é traição a Alckmin
Continua rombo na campanha de Paulo Souto (PFL)
Roland Lavigne, o substituto de Coriolano Sales, nem de longe cobre o rombo na campanha do PFL. Roland Lavigne registrou sua candidatura a deputado federal, mas, não ativou sua campanha, amargurado com as sucessivas derrotas eleitorais na região do cacau. O desfalque na campanha de Paulo Souto com o desenlace da CPI dos Sanguessugas é muito grande. Caíram fora Reginaldo Germano e Zelinda Novaes, soutistas leais.
Mesmo o deputado Mário Negromonte (PP), que foi citado e escapou, ficou muito enfraquecido nesta campanha eleitoral. É triste vê-lo na TV pedindo voto para Paulo Souto.
Cada coligação partidária tem as bases que merece.
Pastoral da Criança, revolução silenciosa
D. Geraldo Majela não gosta de politizar a questão. Mas trata-se de uma silenciosa revolução social. E a Bahia ocupa o segundo lugar em atendimento. Por que? Porque os sucessivos governos das oligarquias regionais não adotam políticas públicas para dar melhores condições de vida à população pobre. Por oligarquia local leia-se: governo Paulo Souto e seus antecessores carlistas que dominam a máquina governamental há 40 anos.
Nestes 20 anos de Bahia, a Pastoral da Criança implantou suas bases em 386 dos nossos 417 municípios. Os números são espantosos. São 229.750 crianças pertencentes a 172.500 famílias e perto de 15 mil gestantes acompanhadas, mensalmente, pelos 30 mil líderes comunitários voluntários. Elas estão nos bolsões de pobreza das 5.853 comunidades rurais e urbanas onde a Pastoral da Criança conseguiu se implantar.
O índice nacional de mortalidade infantil é de 29,6 por mil nascidos vivos. O da Pastoral é de 13,7 por mil nascidos vivos. Trata-se, portanto, de uma verdadeira revolução social silenciosa, que provoca a mudança com a mobilização da própria comunidade. São ações de apoio às gestantes, incentivo ao aleitamento materno, vigilância nutricional, alimentação enriquecida, controle das doenças diarréicas e respiratórias, aplicação de remédios caseiros, estímulo à vacinação das crianças e gestantes, educação essencial e até mesmo prevenção de acidentes domésticos.
A Bahia é o segundo Estado em número de atendimentos residenciais mensais. Isso é muito triste. Revela o abandono. É verdade que nestes 20 anos houve grande avanço, mas a situação ainda é grave. Há 20 anos a mortalidade infantil na Bahia era de 70/80 mortos em cada mil nascidos vivos. Com o trabalho da Pastoral da Criança, a mortalidade infantil baixou para 14/15 mortos em cada mil nascidos vivos. É um milagre, principalmente com os governantes que temos.
17 de agosto de 2006
Emiliano convida para debate com Marilena Chauí
LEIA A ÍNTEGRA DO BOLETIM-CONVITE:
MARILENA CHAUÍ DEBATE MÍDIA E PODER
Marilena Chauí, professora de Filosofia da Universidade de São Paulo (USP), debate Mídia e Poder, dia 5 de setembro, terça-feira, às 19h30min, no auditório da Faculdade Visconde de Cairu, Barris. Vem a convite do professor da FACOM, Emiliano José, candidato a deputado federal pelo PT.
A Editora Fundação Perseu Abramo (SP) vai colocar à disposição os dois últimos livros da filósofa: “Simulacro e Poder – Uma Análise da Mídia” e “Cidadania Cultural: O Direito à Cultura”.
Marilena é titular do Departamento de Filosofia da USP. Suas áreas de especialização são História da Filosofia Moderna e Filosofia Política. Escreveu trabalhos sobre ideologia, cultura, universidade pública, além de obras sobre as filosofias de Merleau-Ponty e Espinosa. É autora de vários compêndios sobre o ensino da filosofia no país.
No auge da caça ao PT, em 2005, a imprensa a criticava por não querer falar. Então ela escreveu uma carta aos seus alunos, explicando que a mídia estava enviando a seguinte mensagem: “Somos onipotentes e fazemos seu silêncio falar. Portanto, fale de uma vez”.
Ela rejeitou a imposição. “NÃO FALO”. E citou as lições da luta contra a servidão de Étienne de La Boétie: “Não é preciso tirar coisa alguma do dominador, basta não lhe dar o que ele pede”. “NÃO FALO”.
Naquela oportunidade, Marilena Chauí avisou que falaria quando a sua liberdade determinasse que era hora de falar. Marilena Chauí decidiu falar para os estudantes da Bahia. Você está convidado por Emiliano a ouvir lições de liberdade.
”Na sociedade capitalista, os meios de comunicação são empresas privadas e, portanto, pertencem ao espaço privado dos interesses de mercado; por conseguinte, não são propícios à esfera pública das opiniões, colocando para os cidadãos, em geral, e para os intelectuais, em particular, uma verdadeira aporia, pois operam como meio de acesso à esfera pública, mas esse meio é regido por imperativos privados. Em outras palavras, estamos diante de um campo público de direitos regido por campos de interesses privados. E estes sempre ganham a parada”. (Marilena Chauí)
O presidente-operário é melhor que o presidente-doutor
Nesta quinta-feira, 17 de agosto, Emiliano, como candidato a deputado federal (PT-BA), falou pela segunda vez no programa eleitoral de TV e rádio. Em seus 15 segundos de tempo, Emiliano afirmou: “tivemos um presidente-doutor e o país foi ao fundo do poço. Foi preciso um presidente-operário, como Lula, para estabilizar a economia, acabar com a inflação, começar a distribuição de renda, fazer justiça social. É Lula, de novo, com a força do povo”. Com a declaração, Emiliano transmitiu ao público sua avaliação negativa dos oito anos do governo FHC e, em contrapartida, seu apoio ao Governo Lula pela conquista da estabilidade na economia e pelo avanço na política de redistribuição de renda.
No dia 15/08, terça-feira, no primeiro programa eleitoral de rádio e TV, da coligação Bahia de Todos Nós, Emiliano declarou em 20 segundos de tempo: “sou candidato a deputado federal. Mais que um projeto pessoal, acredito no projeto de transformação do Brasil, que está ocorrendo com Lula, e que seguramente vai ocorrer na Bahia com Wagner governador. Wagner e Lula, a melhor parceria para a Bahia”. Emiliano definiu, assim, sua posição de apoio ao projeto político-econômico de transformação social que o país atravessa com o governo Lula e se identifica com ele. Emiliano volta a participar no programa eleitoral no dia 21 de agosto.
O programa eleitoral, que não tem nada de gratuito porque as emissoras de rádio e TV recebem compensações fiscais, vai ao ar diariamente, das 13h às 13h25min e das 20h30 às 20h55. Os candidatos a governador, senador e deputado estadual terão seus programas exibidos às segundas, quartas e sextas. As terças, quintas e sábados estão reservadas para os candidatos a presidente e deputados federais.
A grande mídia não gosta, faz editoriais contra, muxoxos, e o apresentador de TV chega a torcer o nariz por orientação da diretoria, mas os programas eleitorais são a garantia constitucional para efetivação da democracia representativa brasileira, sem a cobrança dos preços impagáveis que os candidatos teriam que bancar com as tabelas de mercado dos jornais, rádios e TVs da rede privada. Há ainda as inserções (semelhantes aos chamados comerciais) a que os candidatos têm direito e que também geram compensações fiscais para os meios de comunicação.
16 de agosto de 2006
Justiça pune revista Veja por calúnias e difamações
Mentiras da Veja foram parar na Justiça. Por decisão do Juiz Hélio Egydio M. Nogueira, da 9ª Vara Criminal Federal de São Paulo, a revista Veja foi condenada a publicar direito de resposta requerido pela Itaipu Binacional, pela matéria "inverídica e ofensiva" contra a imagem da empresa e seu diretor-geral brasileiro Jorge Samek.
Na edição nº 1946, de 8 de março de 2006, Veja publicou matéria de capa sob o título "Mensalão II", com dois subtítulos epigrafados de "Fitas Explosivas", na qual acusou Itaipu de ter perdoado uma multa milionária da empresa Voith Siemens, em troca de favores.
A Justiça Federal reconheceu que Veja publicou conteúdo alterado de gravação de conversa telefônica, de forma a transformar uma mera especulação em verdade absoluta. Na sentença, o juiz reconheceu que Itaipu provou a regularidade da execução do contrato com o Consórcio Ceitaipu, que constrói suas duas últimas unidades geradoras.
Além do mais, o juiz observou que a acusação de Veja era totalmente improcedente, tendo em vista que a Itaipu sequer tem contrato direto com a empresa Voith Siemens e, portanto, não poderia perdoar dívida alguma.
Com informações do site InvestNews
Coriolano sales deu baixa na campanha de Paulo Souto
No primeiro dia de programa eleitoral (15/08) a coligação que apóia Paulo Souto (PFL) ao desgoverno da Bahia colocou no ar pelo menos um parlamentar citado na Lista dos Sanguessugas e ainda investigado pelo Ministério Público Federal e CGU – Mário Negromonte (PP). Robério Nunes, do PFL, também citado na Lista dos Sanguessugas, é outro que ainda vai entrar no programa eleitoral de Paulo Souto, já que desistiu da candidatura a federal, para ser candidato a deputado estadual. Dá na mesma.
Com a anunciada desistência de Zelinda Novaes (PFL), deputada federal baiana citada na Lista dos Sanguessugas, Paulo Souto perde mais uma importante correligionária de sua campanha. O programa eleitoral na TV é o espelho da política brasileira. No primeiro dia de programa, Severiano Alves (PDT), que apóia Alckmin para presidente, embora investigado pelo escândalo das ambulâncias e considerado inelegível pelo TCU por suas contas não aprovadas quando era prefeito de Saúde (BA), apareceu na TV falando de... ética e ensinando o povo a votar.
A MÍDIA NÃO GOSTA
A grande mídia não gosta, faz editoriais contra, muxoxos, e o apresentador de TV chega a torcer o nariz por orientação da diretoria, mas os programas eleitorais são a garantia constitucional para efetivação da democracia representativa brasileira, sem a cobrança dos preços impagáveis que os candidatos teriam que bancar com as tabelas de mercado dos jornais, rádios e TVs da rede privada. Há ainda as inserções (semelhantes aos chamados comerciais) a que os candidatos têm direito e que também geram compensações fiscais para os meios de comunicação.
No primeiro programa eleitoral (15/08), o presidente Lula fixou sua mensagem nas conquistas e realizações de seu governo. O programa eleitoral, que não tem nada de gratuito porque as emissoras de rádio e TV recebem compensações fiscais, vai ao ar diariamente, das 13h às 13h25min e das 20h30 às 20h55. Os candidatos a governador, senador e deputado estadual terão seus programas exibidos às segundas, quartas e sextas. As terças, quintas e sábados estão reservadas para os candidatos a presidente e deputados federais.
O que Emiliano disse no primeiro dia de programa na TV
No primeiro programa eleitoral (15/08), o presidente Lula fixou sua mensagem nas conquistas e realizações de seu governo. O programa eleitoral, que não tem nada de gratuito porque as emissoras de rádio e TV recebem compensações fiscais, vai ao ar diariamente, das 13h às 13h25min e das 20h30 às 20h55. Os candidatos a governador, senador e deputado estadual terão seus programas exibidos às segundas, quartas e sextas. As terças, quintas e sábados estão reservadas para os candidatos a presidente e deputados federais.
A grande mídia não gosta, faz editoriais contra, muxoxos, e o apresentador de TV chega a torcer o nariz por orientação da diretoria, mas os programas eleitorais são a garantia constitucional para efetivação da democracia representativa brasileira, sem a cobrança dos preços impagáveis que os candidatos teriam que bancar com as tabelas de mercado dos jornais, rádios e TVs da rede privada. Há ainda as inserções (semelhantes aos chamados comerciais) a que os candidatos têm direito e que também geram compensações fiscais para os meios de comunicação.
Os programas eleitorais são um espelho do que é a política brasileira. No primeiro dia apareceram os candidatos Severiano Alves (PDT) e Mário Negromonte (PP), na coligação que apóia a candidatura de Paulo Souto à reeleição. Ambos foram citados na Lista dos Sanguessugas.
Outro do PFL, Robério Nunes, incluído na Lista dos Sanguessugas para investigação do Ministério Público Federal, certamente vai sair no programa de TV. Paulo Souto acaba de perder a atuação de seu correligionário, Coriolano Sales, do PFL de Vitória da Conquista, que ganhou as manchetes ao anunciar a renúncia ao mandato por comprovado envolvimento no esquema das ambulâncias superfaturadas. Não está muito claro se renunciou também à candidatura. Paulo Souto perdeu também os votos de Zelinda Novaes (PFL), outra deputada federal baiana que desistiu da candidatura pelas mesmas razões.
15 de agosto de 2006
Marta Suplicy vem a Salvador para jantar de adesão da campanha de Valmir Assunção (PT)
Promessas a João Pedro, meu neto
Em seu berço, prometo zelar pela paz de seu sono. Prometo lhe dar banho, lhe enxugar, lhe fazer sorrir, trocar suas fraldas, cantar cantigas de ninar inventadas na hora, ficar só olhando, contemplando seu rosto perdido no tempo, beijar seus cabelos, suas mãozinhas e pezinhos nos momentos de aflição.
Prometo lhe embalar na hora do sono e compreender sua resistência ao dormir, que viver acordado é bom. Prometo fotografar seus melhores momentos e gozarmos juntos a brisa fresca do mar da Bahia.
Prometo, como Ana prometeu a seu neto Gabriel, procurar não cometer os mesmos erros que cometi com sua mãe quando era criança. E, se cometê-los, reconhecer os erros e sempre me retratar. Prometo lhe levar ao médico e ao dentista e lhe dar todas as vacinas recomendadas, as espirituais e as intelectuais, como Ana Miranda prometeu a seu neto Gabriel.
Prometo lhe acompanhar à escola, às melhores escolas, lhe incentivar a pintar, a desenhar, a gostar de ler livros, de ser livre e bom, a compreender que o amor e a tolerância devem existir entre os seres, e a ter amigos, muitos amigos, árabes, judeus, mexicanos, norte-americanos, evangélicos, católicos, espíritas, mães de santo e filhos de santo, pobres e ricos, brancos, negros, mestiços, e a comer verduras e legumes. Como Ana Miranda prometeu a Gabriel.
Prometo lhe acompanhar às aulas de dança, para que aprenda a falar a linguagem do corpo e às aulas de violão, para que aprenda a ouvir a linguagem da alma. Prometo lhe ensinar a argumentar, para que a paz se sobreponha à desrazão da violência.
Prometo que você nunca passará fome ou privação, mas saberá sempre que alguém estará passando fome e privação, e que é preciso dividir o pouco que se tem e o que se tem a mais. Como Ana Miranda prometeu a Gabriel.
Prometo lhe levar sempre ao parque da cidade, ao zoológico e à praia e prometo, como Ana prometeu, ver o dragão, o besouro e o animal dentro de nós.
Ah! Também prometo aceitar sua futura namorada e sua escolha profissional.
Prometo que vou saber lhe ouvir, ter sempre muita paciência, carinho, compreensão, doçura e suavidade, a dizer não, só de vez em quando, para não tirar a autoridade de sua mãe e de seu pai, mas com o coração partido. Como Ana Miranda prometeu a Gabriel.
Prometo nunca abandonar minhas crenças políticas e lutar para realizá-las para que possa deixar para você, mais que um velho apartamento no Rio Vermelho, riquezas interiores.
Prometo cultivar em você o amor pelo Brasil e pela língua portuguesa. E prometo lhe fazer conhecer o estrangeiro, ter amor por outras pátrias e línguas, de modo que você também se sinta um cidadão do mundo.
Prometo lhe levar ao teatro, ao cinema e à biblioteca. Também prometo lhe levar ao Pelourinho e a vibrar com a dança da capoeira. E prometo deixar você navegar em meu computador.
Como Ana Miranda prometeu a Gabriel, prometo não dissipar meu dinheiro comprando coisas desnecessárias, e também não guardar dinheiro demais, porque usura é pecado mortal.
Prometo continuar votando consciente e com esperança, sem nunca perder a ternura, lhe contar estórias inventadas e lhe revelar quem foi Che Guevara.
Como Ana prometeu a Gabriel, prometo lhe ensinar a não jogar papel na rua, não deixar de olhar e ouvir os passarinhos nas árvores, não trabalhar de mais nem de menos, de modo que tenha sempre tempo para você.
Prometo acreditar nos sonhos, mesmo sendo o sonho um grande risco. E procurar sonhar na medida certa. Prometo lhe levar a Minas, contemplar os profetas de Aleijadinho em Mariana, subir as ladeiras de Ouro Preto, se encantar com o belo horizonte da Serra das Mangabeiras.
Prometo amar as flores, as plantas, os bichos, e prometo não demorar no banho para que as águas não desapareçam de uma fonte límpida. Prometo não cortar nenhuma árvore e, quando construir minha casa no sítio, plantar mais árvores do que aqueles arbustos que derrubei.
Prometo andar a pé com você, sair de carro com atenção, dirigir de olho no mundo, comprar produtos orgânicos e naturais. Prometo não lhe oferecer refrigerantes e prometo lhe dar refrigerantes se não lhe convencer que suco de frutas frescas é mais saudável.
Prometo lhe dar livros de poemas, de Pablo Neruda, e contos de Guimarães Rosa, e não esquecer a poesia que existe em você e no mundo que lhe cerca.
Prometo que essas não serão promessas vãs e, se forem, prometo pedir perdão pela fraqueza de avô, como Ana Miranda me ensinou em seu lindo texto “Promessas a Gabriel”, publicado um dia na revista Caros Amigos. (Oldack de Miranda)
Pesquisas mostram queda constante de Paulo Souto (PFL)
O candidato do PFL ao governo do Estado da Bahia, Paulo Souto, caiu quatro pontos porcentuais em relação à última pesquisa realizada pelo Ibope, há um mês. No novo levantamento, divulgado na noite desta segunda-feira, 14, pelo telejornal BA-TV, Souto aparece com 52% dos votos, contra 56% do mês passado. Em maio, o atual governador tinha 65%. Apesar da queda constante, se a eleição fosse hoje, o pefelista ainda seria reeleito no primeiro turno. Mas a eleição não é hoje e o horário eleitoral de TV começa hoje (15). Com essa tendência, Wagner vai para o segundo turno. E aí muda tudo.
Wagner tem tudo para levar a disputa ao segundo turno. Em 2002 começou a campanha eleitoral com 2% e chegou a 38,3%. Naquela época, mal tinha tempo no programa de TV. Agora tem tempo maior que o governador-candidato. Contava com sete prefeitos, agora parte com 70 prefeitos. Saiu com uma coligação política limitada ao PT-PCdoB e agora costurou a maior coligação política do país, com o PMDB e outros partidos menores. Em 2002, o prefeito Imbassahy (PFL) estava no auge em Salvador, agora quem está no auge é João Henrique (PDT), que apóia Wagner abertamente, juntamente com os prefeitos petistas de Camaçari e Lauro de Freitas, as principais cidades da Região Metropolitana. Wagner conta também com a fragmentação do PFL visivelmente cansado com o mandonismo de 30 anos de carlismo.
Tudo vai depender do comportamento do eleitorado diante do programa eleitoral da TV. Se o eleitor perceber que tudo que o Governo Lula fez e faz pela Bahia tem a marca de Wagner, ele cresce e vai para o segundo turno. Se a eleição fosse hoje Paulo Souto ganharia, mas a eleição não é hoje, e o candidato do PFL está em queda constante. Pesquisa não é voto e “especialista” não tem bola de cristal.
Na campanha para o Senado, João Durval (PDT), o candidato apoiado informalmente pelo PT e oposições baianas, se mantém à frente de Antônio Imbassahy (PSDB), mas dentro da margem de erro. O pedetista soma 27% dos votos contra 24% do tucano. O pefelista Rodolfo Tourinho, candidato laranja do senador ACM, é o preferido para 4% do eleitorado, tão inexpressivo quanto o candidato do PSOL que tem 3%.
