1 de agosto de 2006

 

Fidel: um líder para a história

A cirurgia de emergência feita pelo líder cubano Fidel Castro, e a transferência provisória do comando do País para seu irmão, Raul Castro, colocou a imprensa mundial na expectativa de um acontecimento histórico. É assunto destaque nos sites dos principais jornais do planeta, a exemplo do New York Times (www.nyt.com), El Pais, da Espanha (www.elpais.es), Liberatión (www.liberation.fr) e Le Monde (www.lemonde.fr), da França, Financial Times (www.ft.com), da Inglaterra, entre outros.

Fidel completa 80 anos em 13 de agosto próximo. A vitória de sua Revolução embalou sonhos de várias gerações de rebeldes e lutadores pela liberdade, justiça e respeito aos direitos dos trabalhadores em todo mundo. A direita gosmenta prepara festa para comemorar o falecimento dele, seja nos EUA ou até mesmo no Brasil. Aqueles que foram rebeldes na juventude e hoje enfileiram-se aos donos do capital, como o tucano José Serra (declarou ao UOL que para ele Fidel é "uma grande decepção"), torcem os narizes e negarão saudação ao grande líder cubano.

Os amantes da liberdade e todos aqueles que não fugiram aos seus ideais, entretanto, celebram o homem que ousou desafiar o Grande Imperio e transformou a Ilha em um país respeitável. Cuba deixou de ser o centro de prostituição e jogatina dos americanos, que invadiram a Ilha em 1898 e de lá foram expulsos em 1959. Uma derrota que o Tio Sam nunca perdoou e por isso patrociona até hoje ações terroristas contra o país e tentou por 600 vezes assassinar o líder cubano. O povo nas ruas de Havana demonstram com clareza o apoio ao seu presidente. A história já lhe reserva lugar de destaque entre os grandes líderes do mundo.

 

Imprensa, cães de guarda e a história oficial

Emiliano José, mesmo em plena campanha a deputado federal, leu e gostou. Agora está recomendando o livro “Cães de Guarda – Jornalistas e Censores, do AI-5 à Constituição de 1988” (Boitempo Editorial), da autoria de Beatriz Kushnir. Ela aborda a trajetória do jornal Folha da Tarde, do grupo Folha da Manhã (o mesmo da Folha de S. Paulo). O livro esmiúça a relação dos jornalistas com os censores, cobrindo o período 1968-1988. E realiza um autêntico estudo sobre a imprensa, abordando as complexas relações entre o jornalismo e o poder ditatorial, particularmente aquelas que envolveram a Folha da Tarde que, depois de renascer, em 1967, como um projeto ousado e progressista, tornou-se uma espécie de porta-voz da ditadura e abrigo de policiais ligados à repressão política.

Segundo Emiliano (que é professor-doutor em comunicação da UFBA) e está deputado, são poucos os estudos que metem o dedo na ferida das mazelas da imprensa brasileira. Dizer que os barões da mídia brasileira foram artífices da ditadura militar, que articularam o golpe lado a lado com os militares, soa como heresia, como atentado à história oficial da própria imprensa, que sempre se quer como defensora das liberdades e da democracia. O golpe de 1964 e a imprensa brasileira têm tudo a ver, e o livro de Beatriz, pelo ângulo daquilo que se conta cotidianamente sobre o jornalismo, poderia parecer cruel, embora não seja mais do que uma análise cuidadosa, fruto de pesquisa séria, resultado de tese de doutoramento da autora na Unicamp, em 2001.

O livro trata de pessoas que se tornaram dóceis instrumentos do poder que não admitia crítica. De alguma forma trata-se, sobretudo, de uma tentativa, bem sucedida, de desmistificar a idéia, difundida com muita insistência, de que os jornalistas, em bloco, combateram o arbítrio. Isso não é verdadeiro. Havia jornalistas ao lado da ditadura, colaboracionistas, ou, como prefere a autora, CÃES DE GUARDA.

Eu recomendo a leitura para todos os jornalistas que estão se vendendo aos patrões na caça ao PT e ao governo Lula.

 

O que se lê na revista Veja...

Anos atrás um grupo de jornalistas percebendo o caráter mentiroso da revista "VEJA", forjou um documento, em Londres, com o timbre de uma respeitável instituição científica britânica, afirmando que uma nova tecnologia permitiria que alimentadas de um determinado jeito, as vacas produziriam leite com sabor tomate. "VEJA" não pestanejou. Publicou o fato com destaque e saudou avanço tecnológico. Na semana seguinte os mesmos jornalistas que fabricaram o documento vieram a público e declaram o sentido da atitude - mostrar que "VEJA" não tem o menor compromisso com a verdade. O fato ficou conhecido como "boimate".

É mais ou menos como a denúncia da vassoura-de-bruxa nos cacauais da Bahia!

 

Operação Zapata da PF investiga lavagem de dinheiro

Há poucos dias, no ato público de lançamento da campanha de Emiliano, a deputado federal pelo PT, em Salvador, o ministro Waldir Pires adiantava que enquanto a PF não pegar o tráfico e a lavagem de dinheiro, o país vai ficar atolado na lama. Pois a PF já está começando a liberar as manchetes. A Operação Zapata está fervendo. E vai pegar peixe grande. O empresário e advogado Roberto Carlos Castagnaro e seu sócio na Pactual Consultoria Jurídica, Rafael Pierosan, já informaram à PF que ajudaram a montar a TV Panorama. A emissora pertence à família do senador Leonel Pavan (SC), do PSDB. O nome de Pavan apareceu durante as investigações. Castagnaro confessou que “doou” câmeras, filmadoras, ilhas de edição e que nunca recebeu nada em troca da parte do senador do PSDB. Tudo em nome da amizade. Mas a PF sabe que Castagnaro é parceiro do senador tucano e que possui cerca de 40% das cotas das cotas da TV Panorama. A compra dos equipamentos não foi declarada à Receita Federal. Começa agora o levantamento dos nomes dos laranjas.

Um dia se Deus quiser a PF chega à Bahia!

31 de julho de 2006

 

Revista Caros Amigos retoma caso da Lista de Furnas

De um modo geral, a mídia brasileira se recusa a destrinchar a Lista de Furnas. A revista Caros Amigos que está nas bancas decidiu abordar o caso que está no inquérito do STF que investiga o valerioduto mineiro. Dimas Toledo, o ex-diretor da estatal suspeito de comandar um caixa 2 dos tucanos, para financiar campanhas políticas do PSDB e PFL, foi chamado a prestar esclarecimentos. Por um deslize, a informação foi publicada na Internet. Quando o STF percebeu tirou do ar. Mas, a Jornalista Marina Amaral, da Revista Caros Amigos, capturou a informação e fez uma matéria na edição nº 112. É imperdível.

Leia trecho da matéria da Marina:
A LISTA DE FURNAS
"A notícia de que o Instituto Nacional de Criminalística havia comprovado não haver montagem no documento e de que a assinatura de Dimas Toledo era verdadeira, apesar dos depoimentos em contrário do próprio Toledo ( diretor de Furnas de 1995 a 2005) à Polícia Federal e à CPMI dos Correios foi publicada discretamente. E ao lado de desmentidos enfáticos dos principais atingidos – os políticos do PSDB – e de acusações aos autores da denúncia e à Polícia Federal.

No dia 20 de junho, logo após a divulgação do laudo do Instituto Nacional de Criminalística declarando não haver montagem na lista encabeçada pelos candidatos majoritários do PSDB – José Serra (Presidência), Geraldo Alckmin (governo de São Paulo), Aécio Neves (governo de Minas Gerais), José Aníbal (senador por São Paulo), Eduardo Azeredo (senado por MG) –, o senador Arthur Virgílio fez um irado discurso no Congresso pondo em dúvida a validade do laudo e acusando a Polícia Federal e seu superior, o ministro da Justiça, de parcialidade com motivações eleitorais.

Link do lista de Furnas aqui
Fonte: www.osamigosdopresidentelula.blogspot.com/

 

Não vi negro na formatura de Direito em Belô

Dia 28 de julho fui a Belo Horizonte para a formatura de um sobrinho. A turma de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) tinha 150 formandos. Lá no Chevrolet Hall, onde se deu o evento, pesquisei, olhei, olhei de novo e consegui localizar apenas dois negros. E outros dois moreninhos que nem chegavam a cabelo sarará. O resto era branco, de cabelo liso, louro e muito olho “azulzim”. Voltei indignado e convencido de que a Lei de Cotas está certa. Não dá para esperar mais 500 anos pela tal universalização do ensino público. Os brancos ricos deste país estão se formando de graça, na universidade pública e gratuita, financiada com nosso dinheiro.

 

Ex-ministro Nilmário Miranda envia mensagem de apoio a Wagner

A pedidos, o ex-ministro dos Direitos Humanos, Nilmário Miranda, candidato ao governo em Minas Gerais, pelo PT, enviou uma mensagem aos estudantes e professores da Faculdade Unyanna, de Salvador, onde fez palestra e muitos amigos no ano passado. Segue o texto: “Aos amigos e amigas da Unyahna, de quem guardo boas recordações, quero dizer que se eu vivesse na Bahia, votaria em Wagner e Lula. Com Wagner convivi no Parlamento Nacional por 12 anos e no governo por quase 3 anos eaprendi a admirar sua inteligência, eficácia e sensibilidade. Lula é um dosmelhores fenômenos da aventura humana. Belo Horizonte, 30 de julho de 2006Nilmario Miranda”.

 

Eu odeio a revista Veja e seu jornalismo-molecagem

A revista Veja deve estar muito, mas muito preocupada com o que se diz dela nos blogs do Brasil. Tanto que na edição de 2 de agosto (Existe guerra justa?) desencavou uma pesquisa (página 34) feita nos Estados Unidos para meter o pau nos pobres blogueiros...do Brasil. A tal pesquisa afirma que 65% dos blogueiros não checam todas as informações que publicam, que 50% copiam textos de terceiros sem pedir autorização, que 34% acreditam que fazem jornalismo e que 7% ganham dinheiro com seus blogs. Eu digo que os blogueiros são como a revista Veja que além de não checar suas informações, mente, e mente muito, e mesmo assim acredita que faz jornalismo. A revista Veja tenta desqualificar os blogs que criticam seu jornalismo-molecagem. Mais adiante, à página 54, a revista Veja retorna ao assunto, fazendo propaganda de César Maia e metendo o pau em Lula, para variar. O redator de aluguel afirma que na blogosfera há muito conteúdo duvidoso, o que leva o internauta a ver com desconfiança as informações veiculadas. Nada de novo, então, porque os leitores também lêem com desconfiança as matérias publicadas em Veja. Infelizmente, não pertenço aos 7% que ganham dinheiro com blogs. Mas a insistência em repetir na mesma matéria citação do blog Eu odeio Lula mostra que a revista Veja está insegura e errada. Eu também sou do blog Eu Odeio Lula porque ele não atende aos meus instintos mais primitivos como o de cortar publicidade em revistas-lixo, processar diretores e jornalistas difamadores e caluniadores, como os da revista Veja. Devo lembrar aos redatores da Veja que foi pelos blogs que a Lista de Furnas, dos corruptos do PSDB e PFL, foi divulgada pelo Brasil, já que a mídia durante um bom tempo decretou que ela não existia. Inclusive a Veja.

28 de julho de 2006

 

Os malabaristas do Correio da Bahia

Deve ser um desafio gigantesco para os profissionais da comunicação trabalhar no Correio da Bahia, panfleto diário do senador Antonio Carlos Magalhães. Sabem que precisam fazer mágicas para transformar qualquer fato ou declaração em notícias que favoreçam ao chefe, ainda que para isso sacrifiquem a inteligência e a capacidade de interpretação do seu próprio leitor. Exemplos recentes são as revelações de que a Máfia dos Sanguessugas é produto esmerilhado durante a Era FHC, com envolvimento de toda base de sustentação do governo.

A manchete que está no site do jornal, "Governo do PT é origem dos sanguessugas" é um primor. Utiliza como base uma declaração de Geraldo Alkmin, acertada por sinal, de que cabe aos governos fiscalizarem o uso das emendas, para evitar os desvios de finalidades e os gastos superfaturados. Quanto a isso, nenhuma novidade. O fato novo são as investigações que a Controladoria Geral da União está fazendo, com o apoio da Polícia Federal e do Mínistério Público. Mas o texto tinha que se transformar a notícia em coisa ruim para o governo Lula, daí essa tirada da cartola.

Ainda da Máfia dos Sanguessugas, o texto do jornal usa de velhas práticas sofistas para limpar a barra de Paulo Magalhães, o sobrinho do Chefe, citado entre os deputados que apresentaram emendas para compra de ambulâncias suspeitas. Ao lado de uma declaração da senadora do PT Ideli Salvati, de que é errado citar nomes de parlamentares sem que se apresentem provas, o jornal "cola" a expressão "como é o caso do deputado Paulo Magalhães". Quem lê, pensa até que a senadora petista está dando um "salvo conduto" ao primeiro-sobrinho. Chega a ser piada! É como Oldack bem define, um "jornalismo molecagem" do Correio da Bahia. Um pão difícil de ganhar para quem precisa trabalhar lá.

27 de julho de 2006

 

José Serra e os sanguessugas

Causou indignação na tucanagem a revelação da Controladoria Geral da União de que a Máfia dos Sanguessugas agiu com desenvoltura durante o governo FHC, particularmente em 2002. Enquanto as acusações viajavam num mar de névoas, a se insinuar que se tratava de mais um escândalo a ser debitado ao PT, todas as bocas se valiam de pedidos de investigação, punições, etc. Ao se abrir a caixa preta e se revelar quem, como e quando agiram deputados fraudadores de licitações, e aí sim apontar quem tem culpa no cartório, o que se viu foi um esquema que atravessou ileso o governo tucano e só foi de fato investigado na administração petista. As reações, como poderia se esperar, foi um "não tenho nada com isso", principalmente do candidato derrotado em 2002 à presidência José Serra, ex-ministro da saúde. Primeiro, disse que em sua gestão não se adquiriu ambulâncias, um ato falho que auto-denuncia falta de investimento na melhoria do atendimento à população. Depois, preferiu dizer que trata-se de "acusações políticas", e negar que a Planam operou com desenvoltura na Era FHC, junto com parlamentares da base fernandista. A Máfia dos sanguessugas é, sim, mais uma praga herdada pelo governo Lula, como de resto outras pragas que assolam o país, e não será um governo de 4 anos que irá por fim à "banda podre" da política brasileira. Investigar e punir os que se beneficiam dessas máfias, este é o papel de uma administração séria e voltada para os interesses do país. Isso, com certeza, Lula e PT estão fazendo.

 

Senadores vão assistir filme "Zuzu Angel"

Na próxima quarta-feira, 2 de agosto, o filme “Zuzu Angel” será apresentado em avant première no Congresso Nacional, patrocinada pelo Senado. Assim como o filme “Lamarca” - também do diretor Sérgio Rezende - explodiu em 1994, Zuzu Angel está destinado a causar grande impacto. A atriz Patrícia Pillar interpreta o papel de Zuzu Angel, a famosa estilista, mãe de Stuart Edgard Angel, militante revolucionário assassinado barbaramente na Base Aérea do Galeão, em 1971, aos 25 anos de idade, no auge da violência da ditadura militar comandada pelo general Emílio Garrastazu Médici. Daria tudo para ver a cara-de-pau de senadores que apoiaram a ditadura, ACM, Rodolfo Tourinho, César Borges...

A história é trágica. As torturas foram reveladas pelo preso político Alex Polari, que a tudo assistiu. O livro “Lamarca, O Capitão da Guerrilha” (Emiliano José e Oldack Miranda), em 1981, ainda em plena ditadura, contou que o Brigadeiro João Paulo Burnier, Chefe da Zona Aérea, comandou a barbárie, arrastando Stuart com a boca colada no cano de descarga de um jipe da Aeronáutica. O prisioneiro, militante do MR-8, morreu por asfixia, intoxicado pelo monóxido de carbono, com o corpo dilacerado. E não falou onde estava Lamarca.

Zuzu Angel era uma estilista vitoriosa, com espaço nas vitrines da Quinta Avenida, em Nova York. Kim Novak, Liza Minelli, Joan Crawford e Margot Fonteyn eram suas clientes. TRANSFORMOU-SE EM MÃE-CORAGEM, quando soube dos detalhes escabrosos do assassinato de Stuart Angel, e passou a afrontar abertamente os militares. Mobilizou a opinião pública internacional, entregou carta ao famigerado Henry Kissinger, então Secretário de Estado dos EUA, e denunciou a tortura do regime militar. Avisou aos amigos que seria assassinada. Em abril de 1976, morreu num mal explicado acidente de carro no túnel Dois Irmãos, na Estrada da Gávea (RJ).

Uma semana antes do acidente, causado por agentes da repressão política, segundo as suspeitas, Zuzu Angel visitou o cantor e compositor Chico Buarque de Holanda e deixou com ele um documento para ser divulgado caso algo lhe acontecesse. Sua força inspirou Chico Buarque que compôs a música Angélica, que diz assim:

Quem é essa mulherQue canta sempre esse estribilhoSó queria embalar meu filhoQue mora na escuridão do mar
Quem é essa mulherQue canta sempre esse lamentoSó queria lembrar o tormentoQue fez o meu filho suspirar
Quem é essa mulherQue canta sempre o mesmo arranjoSó queria agasalhar meu anjoE deixar seu corpo descansar
Quem é essa mulherQue canta como dobra um sinoQueria cantar por meu meninoQue ele já não pode mais cantar.

 

Fernando Gomes e irmão deputado na máfia das sanguessugas

Deu no insuspeito e anti-petista jornal A Região, de Itabuna: Fernando Gomes, prefeito de Itabuna, não é o único da família Gomes suspeito de envolvimento na máfia dos Sanguessugas. O irmão de Fernando Gomes, deputado pelo Espírito Santo, foi incluído entre os suspeitos de superfaturar ambulâncias. Conhecido como Nilton Baiano, o irmão do prefeito de Itabuna aparece na nova lista de deputados que teriam recebido propina da Planam, a empresa que comandava o esquema de fraude.

A informação do jornal A Região fecha o círculo. Além de integrar a máfia das sanguessugas, o prefeito Fernando Gomes (PFL), adversário de Geraldo Simões (PT) é o principal suspeito de articular a farsa do bioterrorismo da vassoura-de-bruxa, denunciada pela revista Veja em duas “reportagens” pagas. As matérias da revista Veja, estão baseadas nas denúncias sem provas de um desqualificado administrador desempregado, Franco Timóteo, e visam a basicamente atingir o PT e o candidato a deputado federal Geraldo Simões, ex-prefeito de Itabuna. Puro palanque eleitoral.

Fernando Gomes, do esquema das sanguessugas, apóia a reeleição de Paulo Souto. Tudo a ver.

 

Oito sanguessugas na base aliada de Paulo Souto

Já são oito os deputados federais baianos citados no esquema dos sanguessugas, todos suspeitos de faturar na venda das ambulâncias. Todos, por coincidência, são aliados do governador-candidato Paulo Souto, herdeiro do carlismo e do PFL. A novidade é o surgimento do nome do deputado federal João Almeida (PSDB), que apresentou 12 emendas com oito contratos comprovados com a Planam. João Almeida é o mesmo que rasgou sua biografia política e manifestou apoio a Paulo Souto, rachando o PSDB baiano liderado por Jutahy Magalhães, que se recusou a apoiar o carlismo. Os outros sete são Reginaldo Germano, Zelinda Novaes, Mário Negromonte, Paulinho Magalhães, sobrinho querido do senador ACM, Robério Nunes, Coriolano Sales e Jonival Lucas Jr. Todos são apoiadores e privam da intimidade de Paulo Souto. Prata da casa. Estou aqui abismado. O PSDB de Alckmin é o partido com mais contratos firmados com a máfia das sanguessugas (124), depois vem o PFL com 107 contratos.

É preciso mesmo renovar o Congresso Nacional e o governo da Bahia.

 

Camaçari "do Bem" vence Camaçari "do Mal"


O prefeito petista Luís Caetano faz uma administração exemplar em Camaçari, região metropolitana de Salvador. O povo reconhece, os adversários estremecem. Não achando motivos melhores para achacar a administração, o ex-prefeito José Tude e seus aliados, do grupo do senador Antonio Carlos Magalhães, resolveram abrir fogo contra o slogan vitorioso de Caetano, "Camaçari do Bem". Argumentam que o petista usa marca de campanha, "Todos juntos por uma cidade do bem", e ainda alegam que o prefeito usa materiais promocionais da administração pública para promoção de sua imagem pessoal.

Na verdade, é tudo balela. No fundo, Tude sente uma profunda dor de cotovelo por ter gerido Camaçari por oito anos, um dos maiores orçamentos municipais da Bahia, e não ter feito pela cidade o que Caetano fez em menos de dois anos. A população da cidade apóia com entusiasmo a atuação do prefeito e vai dar a resposta nas próximas eleições. Mobilizou-se em uma campanha pela manutenção do slogan que uniu a cidade. Camaçari do Bem, sim. Já chega dessa turma do Mal!

26 de julho de 2006

 

As eleições não são hoje. Wagner vai ganhar em outubro

A pesquisa IBOPE deu 56% para Paulo Souto contra 13% para Wagner. Paulo Souto venceria se as eleições fossem hoje. Mas as eleições NÃO são hoje. O horário eleitoral na TV nem começou e Wagner tem 30% mais tempo que o governador-candidato do PFL. Em 2002, Wagner saiu com 2% e chegou a 38%, agora está saindo com 13%. Então, vai ganhar as eleições. A marca de 56% de Souto ainda não é o bastante, para garantir a vitória, e muito menos no primeiro turno.

Os comentaristas apressados esquecem propositalmente as atuais condições de Wagner. Tem maior tempo na TV, sai com o apoio de 70 prefeitos e não apenas sete como em 2002. Sai em coligação com o PMDB, com o PPS, PV, PMN, PCdoB e PSB, completamente diferente da limitada coligação política de 2002. Até uma ala do PSDB baiano apóia Wagner. Aumentam a cada dia as adesões da chamada Banda B, ex-carlistas desencantados com a política do velho coronel. Ninguém sabe se a campanha de Wagner vai conseguir se identificar com Lula presidente. Se sim, Wagner ganha, se não, Wagner diminui as chances. Em 2002, Wagner enfrentou na capital o prefeito Imbassahy, agora o prefeito de Salvador João Henrique Carneiro – eleito com 700 mil votos de frente - está do lado dele.

É, se as eleições fossem hoje, Paulo Souto venceria, mas as eleições NÃO são hoje!

 

Até o IBOPE dá Lula no primeiro turno, novamente

Todas as pesquisas feitas até hoje deram que Lula ganha no primeiro turno. Há sempre um marqueteiro de plantão, um comentarista de TV, ou algum jornalista comprometido, que fica fazendo ponderações do tipo “o segundo turno está mais perto”. O fato é que pelo IBOPE Lula chegou a 44% e Alckmin a 27%, Heloisa Helena a 8%. Se a eleição fosse hoje Lula venceria no primeiro turno. Como pesquisa não é eleição, o IBOPE também pesquisou o que seria num segundo turno. Lula ganharia com 48%, Geraldo chegaria a 39%. O relatório do IBOPE é mais honesto que os comentaristas da grande mídia. A eleição pode ser definida no primeiro turno. A monótona repetição da possibilidade e proximidade de um segundo turno serve mais aos golpistas de sempre. Uma pesquisa às vésperas da eleição bem que poderia anunciar a “virada”. Muito dinheiro corre por debaixo do pano. Nada é impossível. A verdade é que nada indica que Lula possa ser derrotado. Resta o golpe. A imprensa paulista apóia. A Rede Globo também.

 

Para Heloisa Helena jornalistas são "ignorantes" e "gentalha de má-fé"

Essa Heloisa Helena do PSOL está pirando. Criticar a mídia é uma coisa, mas uma candidata à presidência da República chamar genericamente jornalistas de “ignorantes” e “gentalha de má fé” é outra bastante diferente. O problema é que ela fica irritada quando jornalistas questionam suas posições passadas com o que faz no presente. Como ela pretenderia reduzir a taxa de juros? Essa foi a pergunta que causou a explosão de fúria e má-educação. Faz sentido a pergunta. Afinal, foi com essa crítica dos juros, entre outras, que ela argumentou para fazer oposição ao Governo Lula, votar 19 vezes contra a decisão coletiva da bancada do PT e acabar sendo expulsa do partido.

Como foi mesmo a frase dela? “Ô gentalha de má-fé que tenta vender à opinião pública o pensamento único como única alternativa”. “Como baixar a taxa de juros? Não será por decreto presidencial, ignorantes”. E no Jornal Nacional ela disse: “meu amor, olha, quem não é imbecil intelectualmente sabe que até poderia ser por decreto presidencial, porque o Conselho Monetário Nacional será composto de homens e mulheres que não são moleques de recado do capital financeiro”. Heloisa Helena está muito, muito confusa.

 

Deputado Pedro Irujo não é mais candidato

Já está na boca do povo. O deputado federal Pedro Irujo (PMDB) não vai concorrer nestas eleições para a renovação do mandato parlamentar. São razões de ordem pessoal, não políticas. Já comunciou sua decisão aos assessores e está dando satisfações pessoalmente às suas principais lideranças. Quer dedicar mais tempo às atividades empresariais. Pedro Irujo está cumprindo seu quarto mandato de deputado federal, disputou por duas vezes a prefeitura de Salvador e foi presidente do PMDB da Bahia. São 16 anos de vida parlamentar, desde que disputou seu primeiro mandato em 1990. Mas já participava ativamente da política baiana desde a década de 80. Em 1986 apoiou Waldir Pires para o governo da Bahia. Faz parte da base de apoio ao Governo Lula.

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